Sedução da Seda (As Modistas #1)
Autor: Loretta Chase
Ano: 2016
Páginas: 288
Editora: Arqueiro
Sinopse: Talentosa e ambiciosa, a modista Marcelline Noirot é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: lady Clara Fairfax, futura noiva do duque de Clevedon. Tornar-se a modista de lady Clara significa prestígio instantâneo. Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna. O duque se considera um especialista na arte da sedução, mas madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas.

- Livro de parceria com a Editora Arqueiro. Obrigada ♥ - 


O que achei

Em "Sedução da seda", primeiro volume da série "As Modistas", conhecemos Marcelline Noirot. A mais velha de três filhas. Com pais que foram péssimos e trapaceiros, ela teve que lutar para não deixar as irmãs desamparadas. Marcelline tem um grande talento para a moda e costura e é aí, com a sua loja de vestidos, que ela, as irmãs e a sua filha Lucie ganham o seu sustento.

Com dificuldades de atrair a nobreza para a sua clientela, elas armam planos de atrair clientes poderosos para que eles atraiam outros. E ninguém melhor de atrair do que a futura duquesa Clara Fairfax. Porém, para chegar na provável futura duquesa, Marceline arma um plano de se aproximar do duque e provar que é a melhor modista para vestir a sua noiva.

Porém, assim que conhece o Duque Clevedon faíscas rolam e um jogo de sedução se inicia mesmo que ela lute contra isso. Em busca de sanidade, ela deixa claro que está ali para transformar a futura duquesa em um belo cisne, mas a cada olhar, cada toque do duque se torna mais difícil resistir a ele.

Ah por onde começar? Eu confesso que estava com um pé atrás com ele livro, afinal não tinha tido uma ótima experiência com "Principe dos canalhas", mas depois de tantas resenhas positivas resolvi dar uma chance. Solicitei na parceira com a editora arqueiro e foi amor à primeira visto. Que capa linda é essa?  Cada detalhe é encantador.

Marceline é diferente das mocinhas que eu geralmente encontro. E não só pelo fato de não ser rica. E sim por ser viúva e com uma filha de seis anos. Gostei do fato dela saber do poder que exerce nos outros. De saber usar os truques certos ao seu favor.
Porém, não se encane com os seus truques. Eles não são tão inocentes assim, afinal o sangue dos seus pais famosos vigaristas corre nas suas veias. Então não esperem uma mocinha doce, certinha e inocente. Marceline sabe o que quer, onde quer chegar e como vai fazer para conseguir. Então preparem-se para relevar algumas coisas "ações contraditórias" das irmãs Noirot.

O mocinho por outro lado é um libertino, que mesmo com a noiva prometida (que ele acredita amar desde a infância) decidiu viver os seus últimos anos de "liberdade" na "gandaia" em Paris. Escrevendo cartas para a noiva contando da sua vida (a parte inocente claro). Até que conhece a ousada (quase abusada) modista. Que com um olhar já vira o seu mundo de cabeça pra baixo.

Eu amei o fato de como o mocinho ficou tão abalado pela mocinha. De como a simples presença dela em algum lugar já fazia ele tremer na base. Eu adorei como ele acabou sendo o que muito do que vemos em mocinhas (além do seu tempo) em outros livros. Na verdade o casal é assim. A Marceline é muito como os mocinhos e ele como as mocinhas. Soa estranho, eu sei. Mas eu adorei com a autora elaborou isso. A questão do amor, da gratidão, do que realmente somos. Tantos sentimentos trabalhados tão lindamente. Amei esse mocinho (a relação dele com a filha dela nhoim). 

Algo que eu senti medo de ser o "drama" do livro foi o fato dela ter ido atrás dele para que ela pudesse vestir a futura duquesa e ser "não vou contar pra ele e aí ele descobre depois que estamos envolvidos aí tem um mimimi". Dei até um gritinho quando vi ela ser logo direta de "olha meu filho eu quero vestir a sua futura esposa. Olha como estou linda usando um vestido meu". Obs. Não foi com essas palavras, mas finge que foi. Outro ponto positivo foi de como a autora não transformou a Clara em antagonista. E você acaba sentindo uma empatia por ela (ela é a mocinha do quarto livro) o que eu achei bem real porque foge do clichê novela mexicana, mocinha/vilã/mocinho. Afinal na vida real é normal nos apaixonarmos e depois percebemos que não era bem assim. Aí a vida continua e tra.

Sobre o final, eu amei a construção da relação dos protagonistas. Nós podemos sentir o quão difícil era tudo o que eles teriam que enfrentar para ficarem juntos. E eu quase me vi com uma amiga querendo dar conselhos para a Marcelline! Por vários momentos senti pavor, confesso. Foi tudo tão lindo. Que eu quase senti o amor crescendo em mim e virando um triângulo amoroso com esse casal (aquelas).

Por fim, a autora continua não sendo a minha "favorita" do gênero, porém, este livro serviu para que eu fizesse as pazes com ela. Sedução da seda é diferente de tudo o que eu já li, é intenso e lindamente melancólico. Confesso que teve uma cena em especial que eu até senti vontade de chorar. Cada palavra tão intensa que tocou no fundo do meu coração. Recomendo!

Sobre o autor


Loretta Lynda Chekani nasceu em 1949 numa família albanesa. Assim que aprendeu a escrever, passou a pôr no papel as histórias que inventava. Formou-se em inglês pela Clark University, onde trabalhou meio período como professora, ao mesmo tempo que escrevia roteiros. Foi quando conheceu um produtor que a inspirou a publicar suas histórias. Os dois acabaram se casando. Com o sobrenome do marido, Loretta Chase vem publicando romances históricos desde 1987, pelos quais ganhou vários prêmios, inclusive o RITA, da Associação Americana de Escritores de Romances, por O príncipe dos canalhas.


Sobre a edição



Ah que capa maravilhosa. Adorei a diagramação (as letras são enormes!) adoro essa sensação que você rapidinho leu muito mesmo tendo lido pouco hahahha. Adorei os tons de azul da capa (já falei antes como amo quando as capas tem pedaços de vestidos e não necessariamente a mocinha ou mocinho na capa) e adorei o fato dele ser levinho. Ótimo para quem lê no ônibus como eu. AMEI.

Nota no Skoob


Beijos!


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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Resenha: Sedução da Seda (As Modistas #1) - Loretta Chase

Sedução da Seda (As Modistas #1)
Autor: Loretta Chase
Ano: 2016
Páginas: 288
Editora: Arqueiro
Sinopse: Talentosa e ambiciosa, a modista Marcelline Noirot é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: lady Clara Fairfax, futura noiva do duque de Clevedon. Tornar-se a modista de lady Clara significa prestígio instantâneo. Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna. O duque se considera um especialista na arte da sedução, mas madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas.

- Livro de parceria com a Editora Arqueiro. Obrigada ♥ - 


O que achei

Em "Sedução da seda", primeiro volume da série "As Modistas", conhecemos Marcelline Noirot. A mais velha de três filhas. Com pais que foram péssimos e trapaceiros, ela teve que lutar para não deixar as irmãs desamparadas. Marcelline tem um grande talento para a moda e costura e é aí, com a sua loja de vestidos, que ela, as irmãs e a sua filha Lucie ganham o seu sustento.

Com dificuldades de atrair a nobreza para a sua clientela, elas armam planos de atrair clientes poderosos para que eles atraiam outros. E ninguém melhor de atrair do que a futura duquesa Clara Fairfax. Porém, para chegar na provável futura duquesa, Marceline arma um plano de se aproximar do duque e provar que é a melhor modista para vestir a sua noiva.

Porém, assim que conhece o Duque Clevedon faíscas rolam e um jogo de sedução se inicia mesmo que ela lute contra isso. Em busca de sanidade, ela deixa claro que está ali para transformar a futura duquesa em um belo cisne, mas a cada olhar, cada toque do duque se torna mais difícil resistir a ele.

Ah por onde começar? Eu confesso que estava com um pé atrás com ele livro, afinal não tinha tido uma ótima experiência com "Principe dos canalhas", mas depois de tantas resenhas positivas resolvi dar uma chance. Solicitei na parceira com a editora arqueiro e foi amor à primeira visto. Que capa linda é essa?  Cada detalhe é encantador.

Marceline é diferente das mocinhas que eu geralmente encontro. E não só pelo fato de não ser rica. E sim por ser viúva e com uma filha de seis anos. Gostei do fato dela saber do poder que exerce nos outros. De saber usar os truques certos ao seu favor.
Porém, não se encane com os seus truques. Eles não são tão inocentes assim, afinal o sangue dos seus pais famosos vigaristas corre nas suas veias. Então não esperem uma mocinha doce, certinha e inocente. Marceline sabe o que quer, onde quer chegar e como vai fazer para conseguir. Então preparem-se para relevar algumas coisas "ações contraditórias" das irmãs Noirot.

O mocinho por outro lado é um libertino, que mesmo com a noiva prometida (que ele acredita amar desde a infância) decidiu viver os seus últimos anos de "liberdade" na "gandaia" em Paris. Escrevendo cartas para a noiva contando da sua vida (a parte inocente claro). Até que conhece a ousada (quase abusada) modista. Que com um olhar já vira o seu mundo de cabeça pra baixo.

Eu amei o fato de como o mocinho ficou tão abalado pela mocinha. De como a simples presença dela em algum lugar já fazia ele tremer na base. Eu adorei como ele acabou sendo o que muito do que vemos em mocinhas (além do seu tempo) em outros livros. Na verdade o casal é assim. A Marceline é muito como os mocinhos e ele como as mocinhas. Soa estranho, eu sei. Mas eu adorei com a autora elaborou isso. A questão do amor, da gratidão, do que realmente somos. Tantos sentimentos trabalhados tão lindamente. Amei esse mocinho (a relação dele com a filha dela nhoim). 

Algo que eu senti medo de ser o "drama" do livro foi o fato dela ter ido atrás dele para que ela pudesse vestir a futura duquesa e ser "não vou contar pra ele e aí ele descobre depois que estamos envolvidos aí tem um mimimi". Dei até um gritinho quando vi ela ser logo direta de "olha meu filho eu quero vestir a sua futura esposa. Olha como estou linda usando um vestido meu". Obs. Não foi com essas palavras, mas finge que foi. Outro ponto positivo foi de como a autora não transformou a Clara em antagonista. E você acaba sentindo uma empatia por ela (ela é a mocinha do quarto livro) o que eu achei bem real porque foge do clichê novela mexicana, mocinha/vilã/mocinho. Afinal na vida real é normal nos apaixonarmos e depois percebemos que não era bem assim. Aí a vida continua e tra.

Sobre o final, eu amei a construção da relação dos protagonistas. Nós podemos sentir o quão difícil era tudo o que eles teriam que enfrentar para ficarem juntos. E eu quase me vi com uma amiga querendo dar conselhos para a Marcelline! Por vários momentos senti pavor, confesso. Foi tudo tão lindo. Que eu quase senti o amor crescendo em mim e virando um triângulo amoroso com esse casal (aquelas).

Por fim, a autora continua não sendo a minha "favorita" do gênero, porém, este livro serviu para que eu fizesse as pazes com ela. Sedução da seda é diferente de tudo o que eu já li, é intenso e lindamente melancólico. Confesso que teve uma cena em especial que eu até senti vontade de chorar. Cada palavra tão intensa que tocou no fundo do meu coração. Recomendo!

Sobre o autor


Loretta Lynda Chekani nasceu em 1949 numa família albanesa. Assim que aprendeu a escrever, passou a pôr no papel as histórias que inventava. Formou-se em inglês pela Clark University, onde trabalhou meio período como professora, ao mesmo tempo que escrevia roteiros. Foi quando conheceu um produtor que a inspirou a publicar suas histórias. Os dois acabaram se casando. Com o sobrenome do marido, Loretta Chase vem publicando romances históricos desde 1987, pelos quais ganhou vários prêmios, inclusive o RITA, da Associação Americana de Escritores de Romances, por O príncipe dos canalhas.


Sobre a edição



Ah que capa maravilhosa. Adorei a diagramação (as letras são enormes!) adoro essa sensação que você rapidinho leu muito mesmo tendo lido pouco hahahha. Adorei os tons de azul da capa (já falei antes como amo quando as capas tem pedaços de vestidos e não necessariamente a mocinha ou mocinho na capa) e adorei o fato dele ser levinho. Ótimo para quem lê no ônibus como eu. AMEI.

Nota no Skoob


Beijos!