Golem e o Gênio
Autor: Helene Wecker
Ano: 2015
Páginas: 528
Editora: Darkside Books
Sinopse: Os confrontos e as barreiras vividas por duas culturas tão próximas, ainda que aparentemente opostas. Em Golem e o Gênio, premiado romance fantástico que a DarkSide® Books traz ao Brasil em 2015, o leitor se transporta à Nova York da virada do século XX, em uma viagem fascinante através das culturas árabe e judaica. Seus guias serão poderosos seres mitológicos. Chava é uma golem, criatura feita de barro, trazida à vida por um estranho rabino envolvido com os estudos alquímicos da Cabala. Ahmad é um gênio, ser feito de fogo, nascido no deserto sírio, preso em uma antiga garrafa de cobre por um beduíno, séculos atrás. Atraídos pelo destino à parte mais pobre de uma Manhattan construída por imigrantes, Ahmad e Chava se tornam improváveis amigos e companheiros de alma, desafiando suas naturezas opostas. Até a noite em que um terrível incidente os separa. Mas uma poderosa ameaça vai reuni-los novamente, colocando em risco suas existências e obrigando-os a fazer uma escolha definitiva.

O que achei:

“…Suspeito que você acharia mais fácil se todos nós deixássemos a educação de lado e fôssemos atrás de nossos desejos.”
Ela refletiu. “Seria mais fácil no início. Mas depois vocês feririam uns aos outros para realizar seus desejos e teriam medo uns dos outros, e ainda assim continuariam querendo coisas.”

"Golem e o gênio" se passa em NY (principalmente), no início do século XX e tem como pano de fundo a imigração vinda da Europa e da Ásia. Em um dos bairros de imigrantes, conhecemos o sírio Abeerly, que conserta objetos de metais. Recebe de uma vizinha uma garrafa com amassados, e ao manipular a garrafa, dela sai uma criatura mágica. Um gênio, ou melhor, um Djin. Uma criatura de forma etérea feita de fogo.

O Djin foi preso na garrafa em sua forma humana há mais de mil anos por um feiticeiro e acabou perdendo quase todos os seus poderes. Eles se tornam então amigos.

"Vivera tanto tempo na expectativa de sua morte que contemplar o futuro era como estar à beira de um abismo, encarando o vertiginoso impacto do céu."

A golem, uma criatura feita de barro, possui força de mais de dez homens e vivem parar obedecer e proteger o seu mestre. Ela foi feita para fazer companhia a um judeu chamado Rodfeld, pois com seus poucos encantos não conseguiu uma esposa. Ele a coloca em um navio para NY e pouco depois de a despertar ele morre. Quando chega em NY, a Golem não sabe o que fazer e um velho Rabi (que a reconhece) a ajuda a se passar por humana comum.

Este não é um livro para se ler com pressa, a sua narrativa é mais lenta, porém sem ser chata. É tão envolvente que mesmo quando eu passava uma semana sem ler eu ainda sabia exatamente o que havia acontecido no capítulo que parei.

Sei que alguns podem achar o início um pouco "explicativo" demais, porém eu adorei esse elemento, pois confesso, nem mesmo sabia o que era um golem. A parte que a autora explica a "fabricação" de um golem, já com uma aura de mistério e magia é simplesmente apaixonante. Que escrita poética.

“Um homem pode desejar algo por alguns instantes, mas uma grande parte dele rejeita esse desejo. Você deve aprender a julgar as pessoas por seus atos, não por seus pensamentos.”

Confesso que eu preferi os plots que envolviam a Golem. Não pelo gênio (Djin) ser chato ou algo assim, mas as partes da Chava descobrindo um novo mundo roubavam o meu coração.

É difícil pensar que "Golem e o gênio" é o romance de estreia da autora. Que talento!! A narrativa te envolve de uma forma que você se sente ali naquele lugar. A história é como um quebra cabeça que vai se moldando e se completando aos poucos nesse mundo fantástico.

Que livro mágico. Realmente o subtítulo faz jus ao que o livro é. Uma fábula eterna. "Golem é o Gênio" não é sobre a Golem ou sobre o gênio. Não só sobre eles pelo menos. Existem tantos plots, tantas histórias, tantos personagens que tem sua importância tão grande quanto os "protagonistas".

Por fim, eu não poderia falar nada menos que eu recomendo fortemente esse livro. É o pacote completo. Lindo por fora (a darkside arrasou!) e também lindo por dentro. Afinal, nem só de capas bonitas vivemos não é? Eu pelo menos sou assim. Compro sim às vezes pela capa. Mas não penso duas vezes entre escolher uma capa feia com uma história incrível do que capa linda e história vazia.

A história possui todos os elementos que eu amo em um livro. Em uma história linda e emocionante (com uma pitada sombria) diferente de tudo o que eu já li. E confesso, fazendo essa resenha me deu aquela vontade gostosa de reler ♥.
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"Golem é o Gênio" é incrível. O que você está fazendo aí? Vá ler!

“Você não está considerando a solidão. Todos nós nos sentimos solitários de vez em quando, não importa quantas pessoas tenhamos a nossa volta.”

Sobre o autor


HELENE WECKER cresceu em Libertyville, Illinois, uma pequena cidade ao norte de Chicago. Graduou-se em Inglês pela Carleton College, em Minnesota. Trabalhou com marketing e comunicação e Minneapolis e Seattle antes de se dedicar à ficção, sua primeira paixão. Em seguida, mudou-se para Nova York, onde cursou o mestrado em Ficção na Columbia University. Vive em São Francisco com o marido e a filha. "Golem e o Gênio" é o seu premiado romance de estreia.

Sobre a edição:

Golem é um dos, se não o mais, mais lindos da minha estante! A darkside arrasou mais uma vez. Mas isso não é novidade não é mesmo?

Nota no Skoob

Xx Beijos xX



A Morte de Sarai
Autor: J. A. Redmerski
Ano: 2015
Páginas: 255
Editora: Suma de Letras
Sinopse: Sarai era uma típica adolescente americana: tinha o sonho de terminar o ensino médio e conseguir uma bolsa em alguma universidade. Mas com apenas 14 anos foi levada pela mãe para viver no México, ao lado de Javier, um poderoso traficante de drogas e mulheres. Ele se apaixonou pela garota e, desde a morte da mãe dela, a mantém em cativeiro. Apesar de não sofrer maus-tratos, Sarai convive com meninas que não têm a mesma sorte. Depois de nove anos trancada ali, no meio do deserto, ela praticamente esqueceu como é ter uma vida normal, mas nunca desistiu da ideia de escapar. Victor é um assassino de aluguel que, como Sarai, conviveu com morte e violência desde novo: foi treinado para matar a sangue frio. Quando ele chega à fortaleza para negociar um serviço, a jovem o vê como sua única oportunidade de fugir. Mas Victor é diferente dos outros homens que Sarai conheceu; parece inútil tentar ameaçá-lo ou seduzi-lo. Em “A Morte de Sarai”, primeiro volume da série Na Companhia de Assassinos, quando as circunstâncias tomam um rumo inesperado, os dois são obrigados a questionar tudo em que pensavam acreditar. Dedicado a ajudar a garota a recuperar sua liberdade, Victor se descobre disposto a arriscar tudo para salvá-la. E Sarai não entende por que sua vontade de ser livre de repente dá lugar ao desejo de se prender àquele homem misterioso para sempre.

O Retorno de Izabel
Autor: J. A. Redmerski
Ano: 2015
Páginas: 232
Editora: Suma de Letras
Sinopse: Determinada a levar o mesmo estilo de vida do assassino que a libertou do cativeiro, Sarai resolve sair sozinha em missão, com o propósito de matar o sádico e corrupto empresário Arthur Hamburg. No entanto, sem habilidades nem treinamento, os acontecimentos passam muito longe de sair como o planejado. Em perigo, Sarai nem acredita quando Victor Faust aparece para salvá-la — de novo. Apesar de irritado pelas atitudes inconsequentes dela, ele logo percebe que a garota não vai desistir de seus objetivos. Então, não há outra opção para ele a não ser treiná-la. Com tamanha proximidade, para eles é impossível resistir à atração explosiva. Nem Victor nem Sarai podem disfarçar o que sentem, ou negar o desejo que os une. No entanto, depois de tantos anos de sofrimento e tantas cicatrizes emocionais, será que eles conseguirão lidar com um sentimento como amor? Só que Sarai — novamente na pele de Izabel Seyfried — ainda terá que passar por um último teste; um teste para provar se conseguirá viver ao lado de Victor, mas que, ao mesmo tempo, poderá fazê-la questionar os próprios sentimentos e tudo que sabe sobre esse homem.

O que achei:

Oi gente! Tem colunistas novas no pedaço.
Como vocês sabem eu amo leitura coletiva e clubes de leitura. E depois de tantas discussões ótimas em grupo, convidei as minhas amigas do "Monylada" para participarem daqui do blog.


E o #MomentoMonylada de hoje é com a @Monique_lima . Sobre os livros "A Morte de Sarai e O Retorno de Izabel".


A Morte de Sarai
No primeiro livro desta saga "Na Companhia de Assassinos" somos apresentados a Sarai. Uma garota que, aos 14 anos foi deixada com um traficante de mulheres mexicano pela sua própria mãe. Após 9 anos sendo forçada a se relacionar com Javier Ruiz, ela vê em Victor, um assassino de aluguel que vai até a fortaleza onde ela se encontra tratar de negócios, sua única chance de fugir de volta aos USA. No entanto, descobre que Victor não está assim tão disposto a ajudá-la e pensa em devolvê-la ao criminoso. Mas se tem uma coisa que Sarai aprendeu vivendo enclausurada com bandidos, essa coisa é a arte da dissimulação e persuasão. E com isso, eles acabam se envolvendo um no mundo do outro e a despertar coisas que nem eles mesmo sabiam ser possível. 

O Retorno de Izabel

No segundo livro nós vemos como Sarai não consegue mais levar uma vida normal após ter se envolvido no mundo de Victor. Ela tenta, mas quando vê a oportunidade de resolver um assunto com as próprias mãos, ela não pensa duas vezes. Novamente na pele de Izabel, seu lado assassino, ela vai atrás de realizar o desejo de matar um sádico estuprador. No entanto, sem treinamento e sem planos bem elaborados, seu propósito acaba dando errado. E eis que aparece Victor novamente para salvar sua pele. Mas dessa vez, já sabendo que não é capaz de ter uma vida normal tendo em conta seu passado, Sarai é obstinada e persistente e exige ser treinada por Victor para que ela possa fazer parte de seu mundo de vez. E ele sabe que agora não tem outra escolha, pois tem muita gente atrás dela querendo matá-la.  Só que será muito mais difícil do que Sarai imagina. Ela será testada de muitas formas e pode ser que sua confiança em Victor seja abalada.

Da mesma autora de "Entre o Agora e o Nunca" eles não poderiam ser mais diferentes! 
Se você está esperando um romance doce e tradicional, estes livros não são para você. Aqui não tem mocinha e nem cavalheiro.

Os livros são em 1ª pessoa sendo vezes de Sarai, vezes de Victor, e até de outros personagens. 
Sarai é uma personagem forte como poucas que já vi. Quando você pensa que certa situação a deixaria apavorada, Sarai vê de uma maneira tranquila e natural. Isso tudo se deve aos anos de negligência e abuso que sofreu em sua vida. Ou então, quando você acha que o que ela está fazendo é uma tremenda idiotice, ela logo te surpreende com uma reviravolta incrível!
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Victor, criado desde criança para ser uma espécie de soldado, parece ser desprovido de emoções e tem um único objetivo em mente: Matar. Isso até conhecer Sarai. 
Quem diria que seu jeito rude e violento poderia ser tão sexy e deixaria Sarai tão envolvida que faz a vontade de ficar com ele ser maior do que a de ser livre?
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Toda a trama é cheia de suspense e emoção que te prendem a cada página. Você é tragado para dentro do livro de uma forma que se sente vendo o cenário todo ali na sua frente. Os pensamentos deles são tão bem desenvolvidos que te fazem entender os motivos e maneiras das situações. Você compreende todas as decisões que tomam por mais absurdas que sejam. 

 Sabe aquele livro que não te desaponta em momento algum? Que não fica te enrolando com papo furado e que mesmo acabando do jeito que você imaginou que acabaria, não te deixa com a sensação de ter sido óbvio porque o desenrolar é tão incrível que você se prende a cada página. O 1º eu já havia lido um tempo atrás. E pra falar a verdade, estava meio receosa de que o 2º fosse decepcionante. Mas foi totalmente ao contrario. Foi maravilhoso tanto quanto o anterior. 
Não sei quantos livros terão ao todo esta saga. Lá fora já são 5, sendo que a partir do 3º, os protagonistas são personagens secundários dos anteriores. E pra falar a verdade, ainda não decidi se irei ler os seguintes. E não é por esse motivo, já que todos os personagens são incrivelmente cativantes. O que me deixa intrigada com séries muito longas é que podem acabar me decepcionando em algum momento. Então às vezes prefiro criar o desenrolar da história na minha cabeça em uma fanfic mental (como diz minha amiga Danni) do que acabar me desapontando. 

Enfim. Recomendo DEMAIS para todos que gostam de romance incomum, além de muita violência, sangue e morte e ainda assim sensacional! 

Sobre o autor:

J. A. Redmerski é a autora de The Edge of Never, da trilogia Darkwoods e Dirty Eden . Ela é fã de lobisomens e zumbis, viciada em livros e obcecada pelo universo de The Walking Dead. Ela mora em North Little Rock, Arkansas, com seus três filhos e um maltês.


Nota no Skoob: 4,5/5


Outlander (A Viajante do Tempo)
Autor: Diana Gabaldon
Ano: 2014
Páginas: 800
Editora: Saída de Emergencia/Arqueiro
Sinopse: Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros. Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente? 

O que achei:


"Você é sangue do meu sangue e ossos dos meus ossos. Dou-lhe meu corpo, para que nós dois sejamos um só. Dou-lhe meu espírito, até o fim de nossas vidas."

Eu sempre fui apaixonada por histórias de romance envolvendo escoceses, kilts e Highlanders e tudo isso haha. E "Outlander" sempre foi um livro da vibe "nunca te li sempre te amei". Sempre que eu olhava pra e ele olhava pra mim eu sabia que seria amor. E foi!

O livro conta a história de Claire Randall. Uma (ex) enfermeira da segunda guerra mundial, casada com o professor Frank Randall que embarca para uma "segunda lua de mel" (ou tentativa de acender o casamento) para as terras altas. Frank é muito curioso e vive atrás de elementos históricos. Um dia eles assistem a um ritual em um lugar estranho cheio de pedras. Depois, porém, intrigada, Claire volta ao local é algo surpreendente acontece e ela volta 200 anos no tempo.

Acontece que nesse novo lugar eles vivem uma guerra entre ingleses e escoceses. É pega por um capitão inglês que é a cara de seu marido! Porém, as semelhanças acabam aí! Consegue escapar e é pega (de novo) pelo clã  escocês e é aí que conhece Jamie *pausa para suspiros apaixonados*.

Aí meu Deus o que falar desse livro maravilhoso? Bem escrito, bem desenvolvido, viciante, criativo... É engraçado! Algo que eu não esperava era o livro ser muito engraçado. Eu alguns momentos eu fiquei igual uma besta rindo sozinha. Os personagens coadjuvantes tem uma importância enorme e são super bem desenvolvidos. E o que falar do amor de Claire e Jamie? A relação deles é construída aos poucos, sabe aquele tipo de livro que você SENTE o amor chegando? Brotando, fazendo a gente se apaixonar junto... Sendo lindo... Aquelas empolgadas.

Porém, nem tudo são flores. O livro tem um romance delicioso. Mas ao mesmo tempo. é bem de acordo com a época. O que PRA MIM foi um pouco difícil lidar como isso de homem ameaçando dar uma surra na mulher como forma de "educa-la". Foi um pouco difícil engolir isso e abstrair como sendo do costume. Pelo menos a cena que o Jamie "esquenta o traseiro" da Claire por pressão dos outros não é descrita. Não estava pronta para nutrir raiva pelo Jamie. Bom que ele se redimiu depois.

Algo que preciso alertar é que as cenas de sexo são bem descritivas (sem ser vulgar) então fiquem alerta com a faixa etária. Porque esse casal pega fogo!!

Se eu tivesse que apontar UM defeito seria que achei os capítulos um pouco longos demais. O que por, algumas poucas vezes, tornou a leitura cansativa. Mas como eu disse isso é um pequeno detalhe em meio a uma maravilha tão grande que é esse livro.

A minha nota só não foi máxima pelo fato de algumas situações que a mocinha passava beiravam o absurdo! Haha desde tentativas frequentes de estupro (aproximadamente QUANTAS tentativas de estupro uma mulher pode sofrer em um livro??) até julgamento por bruxaria (poucas vezes eu vi um povoado DOIDO como esse! Me lembrou um episódio de os padrinhos mágicos)!  

Ok, eu me diverti bastante nessas partes, porém não sei até que ponto elas era necessárias. Mas, na medida em que eu via que as páginas estavam acabando eu queria mais alguns capítulos estúpidos para eu não me despedir do livro (aquelas estranhas).

E meu Deus que final! Que autora incrível, que personagens, que história! 


Por fim, o primeiro volume da série "Outlander" é recomendadíssimo! E apesar de assustar com as suas 800 páginas (se tem medo de livro grande não aconselho! Afinal ele é o mais "fino" dos que eu vi da série), o livro é incrível e, assim como o nome do subtítulo, é uma verdadeira viagem!

Sobre o autor


Escri­tora ame­ri­cana de ascendência mexicano-​americana e inglesa. Gabal­don é autora da famosa série Outlan­der. Os seus livros são difí­ceis de cata­lo­gar den­tro de um género espe­cí­fico, pois contêm ele­men­tos de fic­ção român­tica, fic­ção his­tó­rica e fic­ção cien­tí­fica (sob a forma de via­gens no tempo). Os seus livros já foram publi­ca­dos em 23 paí­ses e tra­du­zi­dos para 19 línguas.

Sobre a edição


A capa é maravilhosa, a fonte usada é muito confortável de ler (ainda mais com um livro desse tamanho, ninguém merece letras miudas), quando a estrutura do livro eu não gostei muito. Um pouco "mole" e depois do fim, dá uma impressão que o livro pode se descolar no lado. Pode ser impressão só. Espero que a Arqueiro tenha ajeitado isso na nova impressão.

Nas telinhas

Outlander é uma série de televisão britânica/americana sobre uma viajante do tempo criada por Ronald D. Moore. Protagozinada por Caitriona Balfe, Sam Heughan e Tobias Menzies, estreou em 9 de agosto de 2014 no canal Starz. A série acaba de estrear a sua segunda temporada.










Nota no Skoob (4,5)

xXBeijosXx




Persépolis
Autor: Marjane Satrapi
Ano: 2007
Páginas: 352
Editora: Companhia das Letras
Sinopse: Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita - apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa.
Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares.
Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama - e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.

O que achei:


"Naquele dia, aprendi uma coisa fundamental: só podemos ter dó de nós mesmos quando ainda é possível suportar a infelicidade. Quando ultrapassamos esse limite, o único jeito de suportar o insuportável é rir dele"

"Persépolis" conta a história da autora Marjane Satrapi, uma iraniana que relata sua vida (da infância a vida adulta) após a revolução iraniana de 1979.

A história de Marjane é sensacional. Tão completa e cheia de detalhes que a impressão que dá é que 352 páginas são 700.

E o melhor, de uma forma divertida! A Marjane é uma personagem bem singular. Corajosa, ácida, irônica e determinada. É incrível a forma que é abordada a sua relação com a família. Pais revolucionários, que lutam por um futuro diferente e que passam isso para a filha. E o que é a avó? Que personagem especial. Cheia de sabedoria e belos momentos junto com a nota.

A cena de Marjane se despedindo da avó (e falando sobre o aroma dos seus seios) é linda! Memorável com certeza ♥.

Notícias sobre o oriente médio passam diariamente nos noticiários. Porém, conhecer os fatos "do outro lado da história" dá outra sensação. Marjane aborda temas como o uso do véu, papel da mulher em uma cultura machista e também sobre ser vista como estrangeira (quando se muda para a Europa e depois já adulta quando volta para o seu país).

E isso sem dramatizar ou tendenciar o leitor.


"É o medo que nos faz perder a consciência. E ele também que nos transforma em covardes."

Marjane não é perfeita e nem tenta ser. Tem erros e acertos e tenta, na medida do possível, aprender com eles. Questionadora, sempre coloca uma interrogação e tenta fazer a diferença no meio em que está vivendo. E isso foi muito incrível para mim enquanto leitora. A vontade que dá é de querer fazer a diferença. De não se acomodar pelas coisas que são impostas pela sociedade.

E o traço é uma coisa incrível. Forte e que constrói perfeitamente o clima da história, assim como a força dos personagens. O quadrinho é dividido em capítulos (essa edição reúne todas as histórias, publicadas anteriormente em 4 volumes) que são divididos em temáticas, mas que em nenhum momento você sente pedaços faltando na história.

Talvez eu poderia passar horas falando sobre o quão incrível e instrutivo é esse quadrinho. Mas, talvez todas as minhas palavras não fariam jus ao poder da história. 
E claro, acredito que essa seja uma daquelas histórias que cada um que entra em contato absorve algo diferente. 

E essa são as mais especiais! Boa leitura 

"É horrível. Todo dia eu vejo ônibus lotados de garotos que chegam como reforços.

Eles vêm dos meios desfavorecidos dá pra ver... Depois de ouvir promessas de mundos e fundos no além, são forçados a cantar para entra em transe... É um absurdo! Transformados em fanáticos, eles se atiram na batalha, uma carnificina... A chave do paraíso era para os pobres. Com a promessa de uma vida melhor, milhares de jovens com a chave pendurada no pescoço, explodiram nos campos minados."

Sobre o autor

Marjane Satrapi nasceu em Rasht no Irã em 22 de novembro de 1969. Quando tinha nove anos, testemunha a queda do Xá, o início da Revolução Islâmica e a guerra com Iraque, sofrendo com as grandes transformações de costumes e relações sociais do Irã. Com a ditadura religiosa imposta no Irã, Marjane vai à Viena, onde mora durante quatro anos e depois retorna ao Irã, onde cursa artes plásticas na Universidade de Teerã e retorna à Europa, morando em Paris aonde trabalha como artista plástica. Em 200o começa a publicar Persepolis, uma série de quatro livros de história em quadrinhos, autobiográficos, narrando desde a sua infância, a história, os costumes, as relações familiares e sociais no Irã no período de 1978 até os anos 90. Além da história de seu país, Marji nos conta a história que muitas crianças e jovens viveram nos anos 80 e 90, com toda a busca por liberdade e os gostos culturais desta época. Devido ao grande sucesso, Persepolis, foi traduzido em vinte línguas e adaptado para o cinema, com a própria Marjane Satrapi na direção com o apoio do francês Vincent Paronnaud. No Brasil, os quatros livros que compõem Persépolis foram pulicados em um único volume pela editora Companhia das Letras.

Sobre a edição:

Nas telinhas:
Em 2007, o livro foi adaptado para um filme francês de animação.  O filme foi escrito e dirigido por Satrapi e Vincent Paronnaud. O filme estreou no Festival de Cannes de 2007, onde recebeu o prêmio do júri. Persepolis foi escolhido pelo governo francês para representar o país na disputa ao Oscar de melhor filme estrangeiro e, apesar de não ter sido indicado na categoria, foi um dos três indicados ao prêmio de melhor filme de animação, mas acabou perdendo para Ratatouille. E levou dois "César": Melhor filme de estréia e melhor roteiro adaptado.





Nota no Skoob



Beijos


A Queda dos Reinos
Autor: Morgan Rhodes 
Ano: 2013
Páginas: 398
Editora: Seguinte
Sinopse: Numa terra em que a magia havia sido esquecida e a paz reinara durante séculos, uma agitação perigosa ganha forma quando três reinos começam a lutar pelo poder. Entre traições, negociações e batalhas, quatro jovens terão seus destinos entrelaçados para sempre: Cleo, a filha mais nova do rei de Auranos; Magnus, o primogênito do rei de Limeros; Jonas, um camponês rebelde de Paelsia; e Lucia, uma garota adotada pela família real de Limeros que busca a verdade sobre seu passado.
Em A queda dos reinos, Morgan Rhodes constrói uma mitologia complexa e fascinante, que mistura amor proibido, intrigas políticas e profecias milenares. Narrado pelos pontos de vista dos quatro protagonistas, este é o primeiro volume da série.


O que achei:

O livro gira em torno de três reinos: Paelsia, Auranos e Limeros. Reinos inimigos. Ricos e pobres. Em meio a um mundo que perdeu a fé na magia e uma guerra por território se aproxima.

Aqui temos quatro protagonistas. Cleo, Magnus, Lucia e Jonas. Que tem seus destinos entrelaçados por um destino sombrio. Cleo é a princesa de Auranos, Magnus é o príncipe de Limeros (Lucia é sua irmã) e Jonas é um revolucionário de Paelsia.

Cleo, apesar de ser o esteriótipo de princesa sempre em perigo e frágil, se mostrou uma ótima personagem ao decorrer do livro. Não aceitando o seu destino (de princesa eterna já que não assumiria o trono) e mesmo quando se vê em um grande problema ao testemunhar Aron (lord e seu possível prometido) matar por capricho um camponês de Paelsia (irmão de Jonas). Cleo não aceita, porém não faz nada naquele momento (pois Aron tem um grande segredo seu em mãos).

Jonas, ao ter o irmão assassinado por membros da realeza de Auranos jura vingança. O seu ódio cai sobre a princesa Cleo a quem ele julga ser culpada pelo o que aconteceu. Jonas foi um personagem que eu adorei hahah. E confesso até shippei um pouco com a Cleo, Afinal quem não ama um casal que se odeia? Sei que por vários momentos ele parece CEGO (literalmente) a respeito da sua vingança, mas eu entendi ali a sua batalha.


"Até mesmo na pessoa mais sombria e cruel ainda há uma ponta de bondade..."

Magnus e Lucia são irmãos. Magnus, sem saber que Lucia não é sua irmã verdadeira, nutre uma paixão por ela que o atormenta por achar ser proibida. Ele é forte e busca o reconhecimento (que não tem) do pai. Fazendo assim que ele faça algumas coisas que não quer para isso. Ele é um personagem que eu SINTO que vou amar no decorrer do livro. Lucia, apesar de ter toda uma profecia (a mais importante do livro) sobre ela, pareceu uma personagem sem sal e nem açúcar. Não senti conexão ou vontade de saber mais sobre ela. Vamos ver no decorrer dos livros.

Sobre o plot, a autora escreve super bem, é incrível ver como ela consegue pegar fatos tão "não tão interessantes" e transformar em algo que você fica doido para saber mais. Amei o fato também dos personagens serem interessantes (e diferentes um do outro) de se acompanhar, com plots instigantes.


"(...) Até mesmo dentro da pessoa mais sombria e cruel ainda há uma ponta de bondade. E dentro do virtuoso mais perfeito também existem trevas. A questão é: a pessoa cederá às trevas ou à luz? É algo que decidimos com cada escolha que fazemos, todos os dias de nossa existência. O que pode não ser maldade para você, pode ser para outro. Saber disso nos torna poderosos mesmo sem magia"

Os temas abordados são muito pertinentes, como destino, verdadeiro eu, ódio, amor e vingança. Alguns poucos fatos eu achei que poderiam ter sido mais bem elaborados e explorados, MAS é preciso ter em mente que esse é o primeiro de uma série, então né? Paciência mores. 

A queda dos reinos é daquele tipo de livro que você quer ler todo segundo! Bebendo água (eu li), comendo (eu li), assistindo filme (eu li), acordando de madrugada assustada do nada (eu li), no banheiro (kkk eu li!!!).

Eu demorei muito pensando no que escrever na resenha porque eu não tenho maturidade para escrever de forma "tranquila" de coisas que eu amei 😂. 🎶 is it too late now to say sorry 🎶.
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Posso falar que no fim da leitura conclui que: Fiquei obcecada!! Quanto tempo faz que eu leio um livro e corro pro YouTube pra ver "fan casting"? 😍.  Ai meu deus cadê os outros?!.

(por sinal recomendo esse)



Por fim, o livro é recomendadíssimo (ja deu pra perceber que eu amei nível hard não é?) e para aqueles que estão procurando uma ótima fantasia (claramente é um livro para o público jovem, não no sentido negativo), com direito a magia, conflitos, profecias, sangue e paixões e tudo isso de forma leve e gostosa, este é o livro certo pra você.

O que você ainda está fazendo aqui? Vá comprar e ler agora!


"O maior sacrifício deve ser algo que a pessoa valorize. Sacrificar algo sem valor não faz sentido."

Sobre o autor


Morgan Rhodes vive em Ontário, Canadá. Quando criança, ela sempre quis ser uma princesa - o tipo que sabe como manejar uma espada afiada para ajudar a salvar os dois reinos e príncipes de dragões cuspidores de fogo e bruxos das trevas. Em vez disso, ela se tornou uma escritora, que é tão bom e muito menos perigoso. Junto com a escrita, Morgan gosta de fotografia, viajar, reality show, e é uma leitora extremamente exigente, mas voraz de todos os tipos de livros. Sob outro pseudônimo, ela é uma autora best-seller nacional de muitos romances paranormais. Falling Kingdoms é sua primeira grande fantasia.

Sobre a edição:

Achei a edição linda. A capa é a do livro original em inglês (eu adoro isso) e a diagramação está show! Não é um livro pesado (tem livros finos que são mesmo assim) então a leitura é muito confortável. Adorei.

Nota no Skoob


Beeeijos!




Morte no Nilo
Autor: Agatha Christie
Ano: 2014
Páginas: 248
Editora: Nova Fronteira
Sinopse: Bela, rica e inteligente, a jovem herdeira Linnet Ridgeway parece conseguir tudo o que quer. No entanto, quando rouba o noivo de sua melhor amiga e se casa com ele sem pensar duas vezes, talvez Linnet esteja indo longe demais...
Em sua viagem de lua de mel num cruzeiro pelo rio Nilo, no Egito, o casal apaixonado se depara com uma série de antagonistas interessados em sua fortuna e em provocar sua infelicidade. Então Linnet é encontrada morta, com um tiro na cabeça. O detetive Hercule Poirot, que por acaso também estava no navio, entra em ação para tentar montar mais esse quebra-cabeça.

O que achei:


"Enterre os mortos. Não como os egípcios, para tentar a imortalidade. Mas como deve ser, definitivamente. Volte as costas ao passado. Olhe apenas em frente. Recorde que o tempo tudo cura."

Bem. Vamos começar falando que "Morte no Nilo" é um casos de família com um assassinato haha.

Mesmo antes de iniciar e sequer saber qual era o plot do livro eu já tinha expectativas altas sobre ele. Um que eu sou completamente apaixonada por qualquer coisa que aborde o Egito (eu já enjoei vocês com isso não é?) e outra que este é considerado um dos melhora da Agatha.

E Oh. Não me decepcionei. O enredo prende, os personagens são interessantes, Poirot está na sua melhor forma (cheio de comentários e indiretas) e eu amooooo um barraco. E nada melhor que um livro que fale sobre uma amiga que rouba o boy da outra (e ainda se acha a certa) e é assombrada pela "amiga" perseguindo eles por todos os cantos.

No livro, fora uma investigação ótima, temos também uma obra reflexiva. Nele é abordado não só o crime, mas sentimentos como ódio, egoísmo, amizade, confiança, amor e ambição. 
De um lado temos Linnet (a assassinada). Uma jovem que por onde passa causa inveja pela sua beleza, fortuna e conquistas. Acostumada a ter tudo o que deseja, Linnet acredita que que Jackie (sua (ex?) melhor amiga) não tem direito de ficar chateada quando ela rouba o amor da sua vida para se casar com ele. 

De outro temos Jackie. Uma jovem que não possui nada a não ser o amor. Simon.

Porém, paralelamente (como já é comum nas obras da Agatha) encontramos várias pessoas que nutrem sentimentos por Linnet. Seja de amor, de inveja ou de revolta pelo simples fato dela ser "rica demais". A autora vai construindo segredos e mistérios envolvendo cada núcleo que está a caminho do Egito.

E o que foi o Poirot nesse livro? Eu adoro o fato de como ele sempre fala o que pensa sem se importar o que a pessoa vai achar. Na classe e na cara. Aqui, ele está de férias na África e encontra Linnet e seu novo marido Simon e desde o começo eles chamam atenção do detetive. Linnet conta dos meus medos para o detetive e não é surpresa que ela aparecer morta pouco tempo depois com um tiro na cabeça. E eis que a sua (ex) melhor amiga está com uma arma. Será Linnet? Quem será? (Você vai saber nesse episódio de linha direta).

A conclusão do caso se dá de uma forma eletrizante. Eu gostei da carga de análise psicológica no livro. O fato de como os personagens têm motivos complexos e aqui não tem o "certo" ou o "errado. Os personagens são humanos. E assim possuem falhas humanas também. Amei.

E pausa para a música!
*we are the champions my friends bam bam bam*.
Sim. Pela primeira vez na história eu acertei quem foi o assassino. (quero agradecer para minha mãe, meu pai e a Lizzie por escutar minhas divagações) *no time for losers cause wee are the champions of the woooorld*.

Por fim, mais um livro sensacional. Agathinha meu amor... Rainha é pouco pra você.


Para quem quer começar a ler a autora, recomendo muito começar por esse livro.

(Confira aqui todas as minhas resenhas do projeto "Lendo Agatha Christie".

Sobre o autor


Dame Agatha Mary Clarissa Mallowan (Torquay, 15 de Setembro de 1890 — Wallingford, 12 de Janeiro de 1976), mundialmente conhecida como Agatha Christie, foi uma romancista policial britânica, autora de mais de oitenta livros. Seus livros são dos mais traduzidos de todo o planeta, superados apenas pela Bíblia e pelas obras de Shakespeare, com mais de 4 bilhões de cópias vendidas em diversas línguas. Conhecida como Duquesa da Morte, Rainha do Crime, dentre outros títulos, criou os famosos personagens Hercule Poirot, Miss Marple, Tommy e Tuppence Beresford e Parker Pyne, entre outros.

Sobre a edição:


Essas edições da nova fronteira estão um arraso! Uma mais linda que a outra. E sempre com aquele cuidado especial em ter algo sobre a história (acreditem, o que mais tem é livro com capa aleatória). E vocês repararam que o rio é formado do cabelo da assassinada? Aguei muitoooo fod*! ♥

Nas telinhas:

O livro conta com duas adaptações.

- O filme de 1978 conta com um verdadeiro time de estrelas como Peter Ustinov, Bette Davis, Maggie Smith, David Niven, Mia Farrow, Angela Lansbury, Olivia Hussey entre outros.




- E um episódio da série de tv "Poirot". O livro é abordado na 9 temporada, episódio 3. 







Nota no Skoob

Xx Beijos xX



terça-feira, 29 de março de 2016

Resenha: Golem e o Gênio - Helene Wecker

Golem e o Gênio
Autor: Helene Wecker
Ano: 2015
Páginas: 528
Editora: Darkside Books
Sinopse: Os confrontos e as barreiras vividas por duas culturas tão próximas, ainda que aparentemente opostas. Em Golem e o Gênio, premiado romance fantástico que a DarkSide® Books traz ao Brasil em 2015, o leitor se transporta à Nova York da virada do século XX, em uma viagem fascinante através das culturas árabe e judaica. Seus guias serão poderosos seres mitológicos. Chava é uma golem, criatura feita de barro, trazida à vida por um estranho rabino envolvido com os estudos alquímicos da Cabala. Ahmad é um gênio, ser feito de fogo, nascido no deserto sírio, preso em uma antiga garrafa de cobre por um beduíno, séculos atrás. Atraídos pelo destino à parte mais pobre de uma Manhattan construída por imigrantes, Ahmad e Chava se tornam improváveis amigos e companheiros de alma, desafiando suas naturezas opostas. Até a noite em que um terrível incidente os separa. Mas uma poderosa ameaça vai reuni-los novamente, colocando em risco suas existências e obrigando-os a fazer uma escolha definitiva.

O que achei:

“…Suspeito que você acharia mais fácil se todos nós deixássemos a educação de lado e fôssemos atrás de nossos desejos.”
Ela refletiu. “Seria mais fácil no início. Mas depois vocês feririam uns aos outros para realizar seus desejos e teriam medo uns dos outros, e ainda assim continuariam querendo coisas.”

"Golem e o gênio" se passa em NY (principalmente), no início do século XX e tem como pano de fundo a imigração vinda da Europa e da Ásia. Em um dos bairros de imigrantes, conhecemos o sírio Abeerly, que conserta objetos de metais. Recebe de uma vizinha uma garrafa com amassados, e ao manipular a garrafa, dela sai uma criatura mágica. Um gênio, ou melhor, um Djin. Uma criatura de forma etérea feita de fogo.

O Djin foi preso na garrafa em sua forma humana há mais de mil anos por um feiticeiro e acabou perdendo quase todos os seus poderes. Eles se tornam então amigos.

"Vivera tanto tempo na expectativa de sua morte que contemplar o futuro era como estar à beira de um abismo, encarando o vertiginoso impacto do céu."

A golem, uma criatura feita de barro, possui força de mais de dez homens e vivem parar obedecer e proteger o seu mestre. Ela foi feita para fazer companhia a um judeu chamado Rodfeld, pois com seus poucos encantos não conseguiu uma esposa. Ele a coloca em um navio para NY e pouco depois de a despertar ele morre. Quando chega em NY, a Golem não sabe o que fazer e um velho Rabi (que a reconhece) a ajuda a se passar por humana comum.

Este não é um livro para se ler com pressa, a sua narrativa é mais lenta, porém sem ser chata. É tão envolvente que mesmo quando eu passava uma semana sem ler eu ainda sabia exatamente o que havia acontecido no capítulo que parei.

Sei que alguns podem achar o início um pouco "explicativo" demais, porém eu adorei esse elemento, pois confesso, nem mesmo sabia o que era um golem. A parte que a autora explica a "fabricação" de um golem, já com uma aura de mistério e magia é simplesmente apaixonante. Que escrita poética.

“Um homem pode desejar algo por alguns instantes, mas uma grande parte dele rejeita esse desejo. Você deve aprender a julgar as pessoas por seus atos, não por seus pensamentos.”

Confesso que eu preferi os plots que envolviam a Golem. Não pelo gênio (Djin) ser chato ou algo assim, mas as partes da Chava descobrindo um novo mundo roubavam o meu coração.

É difícil pensar que "Golem e o gênio" é o romance de estreia da autora. Que talento!! A narrativa te envolve de uma forma que você se sente ali naquele lugar. A história é como um quebra cabeça que vai se moldando e se completando aos poucos nesse mundo fantástico.

Que livro mágico. Realmente o subtítulo faz jus ao que o livro é. Uma fábula eterna. "Golem é o Gênio" não é sobre a Golem ou sobre o gênio. Não só sobre eles pelo menos. Existem tantos plots, tantas histórias, tantos personagens que tem sua importância tão grande quanto os "protagonistas".

Por fim, eu não poderia falar nada menos que eu recomendo fortemente esse livro. É o pacote completo. Lindo por fora (a darkside arrasou!) e também lindo por dentro. Afinal, nem só de capas bonitas vivemos não é? Eu pelo menos sou assim. Compro sim às vezes pela capa. Mas não penso duas vezes entre escolher uma capa feia com uma história incrível do que capa linda e história vazia.

A história possui todos os elementos que eu amo em um livro. Em uma história linda e emocionante (com uma pitada sombria) diferente de tudo o que eu já li. E confesso, fazendo essa resenha me deu aquela vontade gostosa de reler ♥.
-
"Golem é o Gênio" é incrível. O que você está fazendo aí? Vá ler!

“Você não está considerando a solidão. Todos nós nos sentimos solitários de vez em quando, não importa quantas pessoas tenhamos a nossa volta.”

Sobre o autor


HELENE WECKER cresceu em Libertyville, Illinois, uma pequena cidade ao norte de Chicago. Graduou-se em Inglês pela Carleton College, em Minnesota. Trabalhou com marketing e comunicação e Minneapolis e Seattle antes de se dedicar à ficção, sua primeira paixão. Em seguida, mudou-se para Nova York, onde cursou o mestrado em Ficção na Columbia University. Vive em São Francisco com o marido e a filha. "Golem e o Gênio" é o seu premiado romance de estreia.

Sobre a edição:

Golem é um dos, se não o mais, mais lindos da minha estante! A darkside arrasou mais uma vez. Mas isso não é novidade não é mesmo?

Nota no Skoob

Xx Beijos xX


segunda-feira, 21 de março de 2016

[Momento Monylada] A Morte de Sarai e O Retorno de Izabel - J. A Redmerski

A Morte de Sarai
Autor: J. A. Redmerski
Ano: 2015
Páginas: 255
Editora: Suma de Letras
Sinopse: Sarai era uma típica adolescente americana: tinha o sonho de terminar o ensino médio e conseguir uma bolsa em alguma universidade. Mas com apenas 14 anos foi levada pela mãe para viver no México, ao lado de Javier, um poderoso traficante de drogas e mulheres. Ele se apaixonou pela garota e, desde a morte da mãe dela, a mantém em cativeiro. Apesar de não sofrer maus-tratos, Sarai convive com meninas que não têm a mesma sorte. Depois de nove anos trancada ali, no meio do deserto, ela praticamente esqueceu como é ter uma vida normal, mas nunca desistiu da ideia de escapar. Victor é um assassino de aluguel que, como Sarai, conviveu com morte e violência desde novo: foi treinado para matar a sangue frio. Quando ele chega à fortaleza para negociar um serviço, a jovem o vê como sua única oportunidade de fugir. Mas Victor é diferente dos outros homens que Sarai conheceu; parece inútil tentar ameaçá-lo ou seduzi-lo. Em “A Morte de Sarai”, primeiro volume da série Na Companhia de Assassinos, quando as circunstâncias tomam um rumo inesperado, os dois são obrigados a questionar tudo em que pensavam acreditar. Dedicado a ajudar a garota a recuperar sua liberdade, Victor se descobre disposto a arriscar tudo para salvá-la. E Sarai não entende por que sua vontade de ser livre de repente dá lugar ao desejo de se prender àquele homem misterioso para sempre.

O Retorno de Izabel
Autor: J. A. Redmerski
Ano: 2015
Páginas: 232
Editora: Suma de Letras
Sinopse: Determinada a levar o mesmo estilo de vida do assassino que a libertou do cativeiro, Sarai resolve sair sozinha em missão, com o propósito de matar o sádico e corrupto empresário Arthur Hamburg. No entanto, sem habilidades nem treinamento, os acontecimentos passam muito longe de sair como o planejado. Em perigo, Sarai nem acredita quando Victor Faust aparece para salvá-la — de novo. Apesar de irritado pelas atitudes inconsequentes dela, ele logo percebe que a garota não vai desistir de seus objetivos. Então, não há outra opção para ele a não ser treiná-la. Com tamanha proximidade, para eles é impossível resistir à atração explosiva. Nem Victor nem Sarai podem disfarçar o que sentem, ou negar o desejo que os une. No entanto, depois de tantos anos de sofrimento e tantas cicatrizes emocionais, será que eles conseguirão lidar com um sentimento como amor? Só que Sarai — novamente na pele de Izabel Seyfried — ainda terá que passar por um último teste; um teste para provar se conseguirá viver ao lado de Victor, mas que, ao mesmo tempo, poderá fazê-la questionar os próprios sentimentos e tudo que sabe sobre esse homem.

O que achei:

Oi gente! Tem colunistas novas no pedaço.
Como vocês sabem eu amo leitura coletiva e clubes de leitura. E depois de tantas discussões ótimas em grupo, convidei as minhas amigas do "Monylada" para participarem daqui do blog.


E o #MomentoMonylada de hoje é com a @Monique_lima . Sobre os livros "A Morte de Sarai e O Retorno de Izabel".


A Morte de Sarai
No primeiro livro desta saga "Na Companhia de Assassinos" somos apresentados a Sarai. Uma garota que, aos 14 anos foi deixada com um traficante de mulheres mexicano pela sua própria mãe. Após 9 anos sendo forçada a se relacionar com Javier Ruiz, ela vê em Victor, um assassino de aluguel que vai até a fortaleza onde ela se encontra tratar de negócios, sua única chance de fugir de volta aos USA. No entanto, descobre que Victor não está assim tão disposto a ajudá-la e pensa em devolvê-la ao criminoso. Mas se tem uma coisa que Sarai aprendeu vivendo enclausurada com bandidos, essa coisa é a arte da dissimulação e persuasão. E com isso, eles acabam se envolvendo um no mundo do outro e a despertar coisas que nem eles mesmo sabiam ser possível. 

O Retorno de Izabel

No segundo livro nós vemos como Sarai não consegue mais levar uma vida normal após ter se envolvido no mundo de Victor. Ela tenta, mas quando vê a oportunidade de resolver um assunto com as próprias mãos, ela não pensa duas vezes. Novamente na pele de Izabel, seu lado assassino, ela vai atrás de realizar o desejo de matar um sádico estuprador. No entanto, sem treinamento e sem planos bem elaborados, seu propósito acaba dando errado. E eis que aparece Victor novamente para salvar sua pele. Mas dessa vez, já sabendo que não é capaz de ter uma vida normal tendo em conta seu passado, Sarai é obstinada e persistente e exige ser treinada por Victor para que ela possa fazer parte de seu mundo de vez. E ele sabe que agora não tem outra escolha, pois tem muita gente atrás dela querendo matá-la.  Só que será muito mais difícil do que Sarai imagina. Ela será testada de muitas formas e pode ser que sua confiança em Victor seja abalada.

Da mesma autora de "Entre o Agora e o Nunca" eles não poderiam ser mais diferentes! 
Se você está esperando um romance doce e tradicional, estes livros não são para você. Aqui não tem mocinha e nem cavalheiro.

Os livros são em 1ª pessoa sendo vezes de Sarai, vezes de Victor, e até de outros personagens. 
Sarai é uma personagem forte como poucas que já vi. Quando você pensa que certa situação a deixaria apavorada, Sarai vê de uma maneira tranquila e natural. Isso tudo se deve aos anos de negligência e abuso que sofreu em sua vida. Ou então, quando você acha que o que ela está fazendo é uma tremenda idiotice, ela logo te surpreende com uma reviravolta incrível!
-
Victor, criado desde criança para ser uma espécie de soldado, parece ser desprovido de emoções e tem um único objetivo em mente: Matar. Isso até conhecer Sarai. 
Quem diria que seu jeito rude e violento poderia ser tão sexy e deixaria Sarai tão envolvida que faz a vontade de ficar com ele ser maior do que a de ser livre?
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Toda a trama é cheia de suspense e emoção que te prendem a cada página. Você é tragado para dentro do livro de uma forma que se sente vendo o cenário todo ali na sua frente. Os pensamentos deles são tão bem desenvolvidos que te fazem entender os motivos e maneiras das situações. Você compreende todas as decisões que tomam por mais absurdas que sejam. 

 Sabe aquele livro que não te desaponta em momento algum? Que não fica te enrolando com papo furado e que mesmo acabando do jeito que você imaginou que acabaria, não te deixa com a sensação de ter sido óbvio porque o desenrolar é tão incrível que você se prende a cada página. O 1º eu já havia lido um tempo atrás. E pra falar a verdade, estava meio receosa de que o 2º fosse decepcionante. Mas foi totalmente ao contrario. Foi maravilhoso tanto quanto o anterior. 
Não sei quantos livros terão ao todo esta saga. Lá fora já são 5, sendo que a partir do 3º, os protagonistas são personagens secundários dos anteriores. E pra falar a verdade, ainda não decidi se irei ler os seguintes. E não é por esse motivo, já que todos os personagens são incrivelmente cativantes. O que me deixa intrigada com séries muito longas é que podem acabar me decepcionando em algum momento. Então às vezes prefiro criar o desenrolar da história na minha cabeça em uma fanfic mental (como diz minha amiga Danni) do que acabar me desapontando. 

Enfim. Recomendo DEMAIS para todos que gostam de romance incomum, além de muita violência, sangue e morte e ainda assim sensacional! 

Sobre o autor:

J. A. Redmerski é a autora de The Edge of Never, da trilogia Darkwoods e Dirty Eden . Ela é fã de lobisomens e zumbis, viciada em livros e obcecada pelo universo de The Walking Dead. Ela mora em North Little Rock, Arkansas, com seus três filhos e um maltês.


Nota no Skoob: 4,5/5

quarta-feira, 16 de março de 2016

Resenha: Outlander (A Viajante do Tempo) - Diana Gabaldon

Outlander (A Viajante do Tempo)
Autor: Diana Gabaldon
Ano: 2014
Páginas: 800
Editora: Saída de Emergencia/Arqueiro
Sinopse: Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros. Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente? 

O que achei:


"Você é sangue do meu sangue e ossos dos meus ossos. Dou-lhe meu corpo, para que nós dois sejamos um só. Dou-lhe meu espírito, até o fim de nossas vidas."

Eu sempre fui apaixonada por histórias de romance envolvendo escoceses, kilts e Highlanders e tudo isso haha. E "Outlander" sempre foi um livro da vibe "nunca te li sempre te amei". Sempre que eu olhava pra e ele olhava pra mim eu sabia que seria amor. E foi!

O livro conta a história de Claire Randall. Uma (ex) enfermeira da segunda guerra mundial, casada com o professor Frank Randall que embarca para uma "segunda lua de mel" (ou tentativa de acender o casamento) para as terras altas. Frank é muito curioso e vive atrás de elementos históricos. Um dia eles assistem a um ritual em um lugar estranho cheio de pedras. Depois, porém, intrigada, Claire volta ao local é algo surpreendente acontece e ela volta 200 anos no tempo.

Acontece que nesse novo lugar eles vivem uma guerra entre ingleses e escoceses. É pega por um capitão inglês que é a cara de seu marido! Porém, as semelhanças acabam aí! Consegue escapar e é pega (de novo) pelo clã  escocês e é aí que conhece Jamie *pausa para suspiros apaixonados*.

Aí meu Deus o que falar desse livro maravilhoso? Bem escrito, bem desenvolvido, viciante, criativo... É engraçado! Algo que eu não esperava era o livro ser muito engraçado. Eu alguns momentos eu fiquei igual uma besta rindo sozinha. Os personagens coadjuvantes tem uma importância enorme e são super bem desenvolvidos. E o que falar do amor de Claire e Jamie? A relação deles é construída aos poucos, sabe aquele tipo de livro que você SENTE o amor chegando? Brotando, fazendo a gente se apaixonar junto... Sendo lindo... Aquelas empolgadas.

Porém, nem tudo são flores. O livro tem um romance delicioso. Mas ao mesmo tempo. é bem de acordo com a época. O que PRA MIM foi um pouco difícil lidar como isso de homem ameaçando dar uma surra na mulher como forma de "educa-la". Foi um pouco difícil engolir isso e abstrair como sendo do costume. Pelo menos a cena que o Jamie "esquenta o traseiro" da Claire por pressão dos outros não é descrita. Não estava pronta para nutrir raiva pelo Jamie. Bom que ele se redimiu depois.

Algo que preciso alertar é que as cenas de sexo são bem descritivas (sem ser vulgar) então fiquem alerta com a faixa etária. Porque esse casal pega fogo!!

Se eu tivesse que apontar UM defeito seria que achei os capítulos um pouco longos demais. O que por, algumas poucas vezes, tornou a leitura cansativa. Mas como eu disse isso é um pequeno detalhe em meio a uma maravilha tão grande que é esse livro.

A minha nota só não foi máxima pelo fato de algumas situações que a mocinha passava beiravam o absurdo! Haha desde tentativas frequentes de estupro (aproximadamente QUANTAS tentativas de estupro uma mulher pode sofrer em um livro??) até julgamento por bruxaria (poucas vezes eu vi um povoado DOIDO como esse! Me lembrou um episódio de os padrinhos mágicos)!  

Ok, eu me diverti bastante nessas partes, porém não sei até que ponto elas era necessárias. Mas, na medida em que eu via que as páginas estavam acabando eu queria mais alguns capítulos estúpidos para eu não me despedir do livro (aquelas estranhas).

E meu Deus que final! Que autora incrível, que personagens, que história! 


Por fim, o primeiro volume da série "Outlander" é recomendadíssimo! E apesar de assustar com as suas 800 páginas (se tem medo de livro grande não aconselho! Afinal ele é o mais "fino" dos que eu vi da série), o livro é incrível e, assim como o nome do subtítulo, é uma verdadeira viagem!

Sobre o autor


Escri­tora ame­ri­cana de ascendência mexicano-​americana e inglesa. Gabal­don é autora da famosa série Outlan­der. Os seus livros são difí­ceis de cata­lo­gar den­tro de um género espe­cí­fico, pois contêm ele­men­tos de fic­ção român­tica, fic­ção his­tó­rica e fic­ção cien­tí­fica (sob a forma de via­gens no tempo). Os seus livros já foram publi­ca­dos em 23 paí­ses e tra­du­zi­dos para 19 línguas.

Sobre a edição


A capa é maravilhosa, a fonte usada é muito confortável de ler (ainda mais com um livro desse tamanho, ninguém merece letras miudas), quando a estrutura do livro eu não gostei muito. Um pouco "mole" e depois do fim, dá uma impressão que o livro pode se descolar no lado. Pode ser impressão só. Espero que a Arqueiro tenha ajeitado isso na nova impressão.

Nas telinhas

Outlander é uma série de televisão britânica/americana sobre uma viajante do tempo criada por Ronald D. Moore. Protagozinada por Caitriona Balfe, Sam Heughan e Tobias Menzies, estreou em 9 de agosto de 2014 no canal Starz. A série acaba de estrear a sua segunda temporada.










Nota no Skoob (4,5)

xXBeijosXx



segunda-feira, 14 de março de 2016

Resenha: Persépolis - Marjane Satrapi

Persépolis
Autor: Marjane Satrapi
Ano: 2007
Páginas: 352
Editora: Companhia das Letras
Sinopse: Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita - apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa.
Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares.
Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama - e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.

O que achei:


"Naquele dia, aprendi uma coisa fundamental: só podemos ter dó de nós mesmos quando ainda é possível suportar a infelicidade. Quando ultrapassamos esse limite, o único jeito de suportar o insuportável é rir dele"

"Persépolis" conta a história da autora Marjane Satrapi, uma iraniana que relata sua vida (da infância a vida adulta) após a revolução iraniana de 1979.

A história de Marjane é sensacional. Tão completa e cheia de detalhes que a impressão que dá é que 352 páginas são 700.

E o melhor, de uma forma divertida! A Marjane é uma personagem bem singular. Corajosa, ácida, irônica e determinada. É incrível a forma que é abordada a sua relação com a família. Pais revolucionários, que lutam por um futuro diferente e que passam isso para a filha. E o que é a avó? Que personagem especial. Cheia de sabedoria e belos momentos junto com a nota.

A cena de Marjane se despedindo da avó (e falando sobre o aroma dos seus seios) é linda! Memorável com certeza ♥.

Notícias sobre o oriente médio passam diariamente nos noticiários. Porém, conhecer os fatos "do outro lado da história" dá outra sensação. Marjane aborda temas como o uso do véu, papel da mulher em uma cultura machista e também sobre ser vista como estrangeira (quando se muda para a Europa e depois já adulta quando volta para o seu país).

E isso sem dramatizar ou tendenciar o leitor.


"É o medo que nos faz perder a consciência. E ele também que nos transforma em covardes."

Marjane não é perfeita e nem tenta ser. Tem erros e acertos e tenta, na medida do possível, aprender com eles. Questionadora, sempre coloca uma interrogação e tenta fazer a diferença no meio em que está vivendo. E isso foi muito incrível para mim enquanto leitora. A vontade que dá é de querer fazer a diferença. De não se acomodar pelas coisas que são impostas pela sociedade.

E o traço é uma coisa incrível. Forte e que constrói perfeitamente o clima da história, assim como a força dos personagens. O quadrinho é dividido em capítulos (essa edição reúne todas as histórias, publicadas anteriormente em 4 volumes) que são divididos em temáticas, mas que em nenhum momento você sente pedaços faltando na história.

Talvez eu poderia passar horas falando sobre o quão incrível e instrutivo é esse quadrinho. Mas, talvez todas as minhas palavras não fariam jus ao poder da história. 
E claro, acredito que essa seja uma daquelas histórias que cada um que entra em contato absorve algo diferente. 

E essa são as mais especiais! Boa leitura 

"É horrível. Todo dia eu vejo ônibus lotados de garotos que chegam como reforços.

Eles vêm dos meios desfavorecidos dá pra ver... Depois de ouvir promessas de mundos e fundos no além, são forçados a cantar para entra em transe... É um absurdo! Transformados em fanáticos, eles se atiram na batalha, uma carnificina... A chave do paraíso era para os pobres. Com a promessa de uma vida melhor, milhares de jovens com a chave pendurada no pescoço, explodiram nos campos minados."

Sobre o autor

Marjane Satrapi nasceu em Rasht no Irã em 22 de novembro de 1969. Quando tinha nove anos, testemunha a queda do Xá, o início da Revolução Islâmica e a guerra com Iraque, sofrendo com as grandes transformações de costumes e relações sociais do Irã. Com a ditadura religiosa imposta no Irã, Marjane vai à Viena, onde mora durante quatro anos e depois retorna ao Irã, onde cursa artes plásticas na Universidade de Teerã e retorna à Europa, morando em Paris aonde trabalha como artista plástica. Em 200o começa a publicar Persepolis, uma série de quatro livros de história em quadrinhos, autobiográficos, narrando desde a sua infância, a história, os costumes, as relações familiares e sociais no Irã no período de 1978 até os anos 90. Além da história de seu país, Marji nos conta a história que muitas crianças e jovens viveram nos anos 80 e 90, com toda a busca por liberdade e os gostos culturais desta época. Devido ao grande sucesso, Persepolis, foi traduzido em vinte línguas e adaptado para o cinema, com a própria Marjane Satrapi na direção com o apoio do francês Vincent Paronnaud. No Brasil, os quatros livros que compõem Persépolis foram pulicados em um único volume pela editora Companhia das Letras.

Sobre a edição:

Nas telinhas:
Em 2007, o livro foi adaptado para um filme francês de animação.  O filme foi escrito e dirigido por Satrapi e Vincent Paronnaud. O filme estreou no Festival de Cannes de 2007, onde recebeu o prêmio do júri. Persepolis foi escolhido pelo governo francês para representar o país na disputa ao Oscar de melhor filme estrangeiro e, apesar de não ter sido indicado na categoria, foi um dos três indicados ao prêmio de melhor filme de animação, mas acabou perdendo para Ratatouille. E levou dois "César": Melhor filme de estréia e melhor roteiro adaptado.





Nota no Skoob



Beijos

quinta-feira, 10 de março de 2016

Resenha: A Queda dos Reinos - Morgan Rhodes

A Queda dos Reinos
Autor: Morgan Rhodes 
Ano: 2013
Páginas: 398
Editora: Seguinte
Sinopse: Numa terra em que a magia havia sido esquecida e a paz reinara durante séculos, uma agitação perigosa ganha forma quando três reinos começam a lutar pelo poder. Entre traições, negociações e batalhas, quatro jovens terão seus destinos entrelaçados para sempre: Cleo, a filha mais nova do rei de Auranos; Magnus, o primogênito do rei de Limeros; Jonas, um camponês rebelde de Paelsia; e Lucia, uma garota adotada pela família real de Limeros que busca a verdade sobre seu passado.
Em A queda dos reinos, Morgan Rhodes constrói uma mitologia complexa e fascinante, que mistura amor proibido, intrigas políticas e profecias milenares. Narrado pelos pontos de vista dos quatro protagonistas, este é o primeiro volume da série.


O que achei:

O livro gira em torno de três reinos: Paelsia, Auranos e Limeros. Reinos inimigos. Ricos e pobres. Em meio a um mundo que perdeu a fé na magia e uma guerra por território se aproxima.

Aqui temos quatro protagonistas. Cleo, Magnus, Lucia e Jonas. Que tem seus destinos entrelaçados por um destino sombrio. Cleo é a princesa de Auranos, Magnus é o príncipe de Limeros (Lucia é sua irmã) e Jonas é um revolucionário de Paelsia.

Cleo, apesar de ser o esteriótipo de princesa sempre em perigo e frágil, se mostrou uma ótima personagem ao decorrer do livro. Não aceitando o seu destino (de princesa eterna já que não assumiria o trono) e mesmo quando se vê em um grande problema ao testemunhar Aron (lord e seu possível prometido) matar por capricho um camponês de Paelsia (irmão de Jonas). Cleo não aceita, porém não faz nada naquele momento (pois Aron tem um grande segredo seu em mãos).

Jonas, ao ter o irmão assassinado por membros da realeza de Auranos jura vingança. O seu ódio cai sobre a princesa Cleo a quem ele julga ser culpada pelo o que aconteceu. Jonas foi um personagem que eu adorei hahah. E confesso até shippei um pouco com a Cleo, Afinal quem não ama um casal que se odeia? Sei que por vários momentos ele parece CEGO (literalmente) a respeito da sua vingança, mas eu entendi ali a sua batalha.


"Até mesmo na pessoa mais sombria e cruel ainda há uma ponta de bondade..."

Magnus e Lucia são irmãos. Magnus, sem saber que Lucia não é sua irmã verdadeira, nutre uma paixão por ela que o atormenta por achar ser proibida. Ele é forte e busca o reconhecimento (que não tem) do pai. Fazendo assim que ele faça algumas coisas que não quer para isso. Ele é um personagem que eu SINTO que vou amar no decorrer do livro. Lucia, apesar de ter toda uma profecia (a mais importante do livro) sobre ela, pareceu uma personagem sem sal e nem açúcar. Não senti conexão ou vontade de saber mais sobre ela. Vamos ver no decorrer dos livros.

Sobre o plot, a autora escreve super bem, é incrível ver como ela consegue pegar fatos tão "não tão interessantes" e transformar em algo que você fica doido para saber mais. Amei o fato também dos personagens serem interessantes (e diferentes um do outro) de se acompanhar, com plots instigantes.


"(...) Até mesmo dentro da pessoa mais sombria e cruel ainda há uma ponta de bondade. E dentro do virtuoso mais perfeito também existem trevas. A questão é: a pessoa cederá às trevas ou à luz? É algo que decidimos com cada escolha que fazemos, todos os dias de nossa existência. O que pode não ser maldade para você, pode ser para outro. Saber disso nos torna poderosos mesmo sem magia"

Os temas abordados são muito pertinentes, como destino, verdadeiro eu, ódio, amor e vingança. Alguns poucos fatos eu achei que poderiam ter sido mais bem elaborados e explorados, MAS é preciso ter em mente que esse é o primeiro de uma série, então né? Paciência mores. 

A queda dos reinos é daquele tipo de livro que você quer ler todo segundo! Bebendo água (eu li), comendo (eu li), assistindo filme (eu li), acordando de madrugada assustada do nada (eu li), no banheiro (kkk eu li!!!).

Eu demorei muito pensando no que escrever na resenha porque eu não tenho maturidade para escrever de forma "tranquila" de coisas que eu amei 😂. 🎶 is it too late now to say sorry 🎶.
.
Posso falar que no fim da leitura conclui que: Fiquei obcecada!! Quanto tempo faz que eu leio um livro e corro pro YouTube pra ver "fan casting"? 😍.  Ai meu deus cadê os outros?!.

(por sinal recomendo esse)



Por fim, o livro é recomendadíssimo (ja deu pra perceber que eu amei nível hard não é?) e para aqueles que estão procurando uma ótima fantasia (claramente é um livro para o público jovem, não no sentido negativo), com direito a magia, conflitos, profecias, sangue e paixões e tudo isso de forma leve e gostosa, este é o livro certo pra você.

O que você ainda está fazendo aqui? Vá comprar e ler agora!


"O maior sacrifício deve ser algo que a pessoa valorize. Sacrificar algo sem valor não faz sentido."

Sobre o autor


Morgan Rhodes vive em Ontário, Canadá. Quando criança, ela sempre quis ser uma princesa - o tipo que sabe como manejar uma espada afiada para ajudar a salvar os dois reinos e príncipes de dragões cuspidores de fogo e bruxos das trevas. Em vez disso, ela se tornou uma escritora, que é tão bom e muito menos perigoso. Junto com a escrita, Morgan gosta de fotografia, viajar, reality show, e é uma leitora extremamente exigente, mas voraz de todos os tipos de livros. Sob outro pseudônimo, ela é uma autora best-seller nacional de muitos romances paranormais. Falling Kingdoms é sua primeira grande fantasia.

Sobre a edição:

Achei a edição linda. A capa é a do livro original em inglês (eu adoro isso) e a diagramação está show! Não é um livro pesado (tem livros finos que são mesmo assim) então a leitura é muito confortável. Adorei.

Nota no Skoob


Beeeijos!



terça-feira, 1 de março de 2016

Resenha: Morte no Nilo - Agatha Christie

Morte no Nilo
Autor: Agatha Christie
Ano: 2014
Páginas: 248
Editora: Nova Fronteira
Sinopse: Bela, rica e inteligente, a jovem herdeira Linnet Ridgeway parece conseguir tudo o que quer. No entanto, quando rouba o noivo de sua melhor amiga e se casa com ele sem pensar duas vezes, talvez Linnet esteja indo longe demais...
Em sua viagem de lua de mel num cruzeiro pelo rio Nilo, no Egito, o casal apaixonado se depara com uma série de antagonistas interessados em sua fortuna e em provocar sua infelicidade. Então Linnet é encontrada morta, com um tiro na cabeça. O detetive Hercule Poirot, que por acaso também estava no navio, entra em ação para tentar montar mais esse quebra-cabeça.

O que achei:


"Enterre os mortos. Não como os egípcios, para tentar a imortalidade. Mas como deve ser, definitivamente. Volte as costas ao passado. Olhe apenas em frente. Recorde que o tempo tudo cura."

Bem. Vamos começar falando que "Morte no Nilo" é um casos de família com um assassinato haha.

Mesmo antes de iniciar e sequer saber qual era o plot do livro eu já tinha expectativas altas sobre ele. Um que eu sou completamente apaixonada por qualquer coisa que aborde o Egito (eu já enjoei vocês com isso não é?) e outra que este é considerado um dos melhora da Agatha.

E Oh. Não me decepcionei. O enredo prende, os personagens são interessantes, Poirot está na sua melhor forma (cheio de comentários e indiretas) e eu amooooo um barraco. E nada melhor que um livro que fale sobre uma amiga que rouba o boy da outra (e ainda se acha a certa) e é assombrada pela "amiga" perseguindo eles por todos os cantos.

No livro, fora uma investigação ótima, temos também uma obra reflexiva. Nele é abordado não só o crime, mas sentimentos como ódio, egoísmo, amizade, confiança, amor e ambição. 
De um lado temos Linnet (a assassinada). Uma jovem que por onde passa causa inveja pela sua beleza, fortuna e conquistas. Acostumada a ter tudo o que deseja, Linnet acredita que que Jackie (sua (ex?) melhor amiga) não tem direito de ficar chateada quando ela rouba o amor da sua vida para se casar com ele. 

De outro temos Jackie. Uma jovem que não possui nada a não ser o amor. Simon.

Porém, paralelamente (como já é comum nas obras da Agatha) encontramos várias pessoas que nutrem sentimentos por Linnet. Seja de amor, de inveja ou de revolta pelo simples fato dela ser "rica demais". A autora vai construindo segredos e mistérios envolvendo cada núcleo que está a caminho do Egito.

E o que foi o Poirot nesse livro? Eu adoro o fato de como ele sempre fala o que pensa sem se importar o que a pessoa vai achar. Na classe e na cara. Aqui, ele está de férias na África e encontra Linnet e seu novo marido Simon e desde o começo eles chamam atenção do detetive. Linnet conta dos meus medos para o detetive e não é surpresa que ela aparecer morta pouco tempo depois com um tiro na cabeça. E eis que a sua (ex) melhor amiga está com uma arma. Será Linnet? Quem será? (Você vai saber nesse episódio de linha direta).

A conclusão do caso se dá de uma forma eletrizante. Eu gostei da carga de análise psicológica no livro. O fato de como os personagens têm motivos complexos e aqui não tem o "certo" ou o "errado. Os personagens são humanos. E assim possuem falhas humanas também. Amei.

E pausa para a música!
*we are the champions my friends bam bam bam*.
Sim. Pela primeira vez na história eu acertei quem foi o assassino. (quero agradecer para minha mãe, meu pai e a Lizzie por escutar minhas divagações) *no time for losers cause wee are the champions of the woooorld*.

Por fim, mais um livro sensacional. Agathinha meu amor... Rainha é pouco pra você.


Para quem quer começar a ler a autora, recomendo muito começar por esse livro.

(Confira aqui todas as minhas resenhas do projeto "Lendo Agatha Christie".

Sobre o autor


Dame Agatha Mary Clarissa Mallowan (Torquay, 15 de Setembro de 1890 — Wallingford, 12 de Janeiro de 1976), mundialmente conhecida como Agatha Christie, foi uma romancista policial britânica, autora de mais de oitenta livros. Seus livros são dos mais traduzidos de todo o planeta, superados apenas pela Bíblia e pelas obras de Shakespeare, com mais de 4 bilhões de cópias vendidas em diversas línguas. Conhecida como Duquesa da Morte, Rainha do Crime, dentre outros títulos, criou os famosos personagens Hercule Poirot, Miss Marple, Tommy e Tuppence Beresford e Parker Pyne, entre outros.

Sobre a edição:


Essas edições da nova fronteira estão um arraso! Uma mais linda que a outra. E sempre com aquele cuidado especial em ter algo sobre a história (acreditem, o que mais tem é livro com capa aleatória). E vocês repararam que o rio é formado do cabelo da assassinada? Aguei muitoooo fod*! ♥

Nas telinhas:

O livro conta com duas adaptações.

- O filme de 1978 conta com um verdadeiro time de estrelas como Peter Ustinov, Bette Davis, Maggie Smith, David Niven, Mia Farrow, Angela Lansbury, Olivia Hussey entre outros.




- E um episódio da série de tv "Poirot". O livro é abordado na 9 temporada, episódio 3. 







Nota no Skoob

Xx Beijos xX