A Desconstrução de Mara Dyer
Autor: Michelle Hodkin
Ano: 2013
Páginas: 378
Editora: Galera Record
Sinopse: Um grupo de amigos... Uma tábua ouija... Um presságio de morte. Mara Dyer não estava interessada em mensagens do além. Mas para não estragar a diversão da melhor amiga justo em seu aniversário ela decide embarcar na brincadeira. Apenas para receber um recado de sangue. Parecia uma simples piada de mau gosto... até que todos os presentes com exceção de Mara morrem no desabamento de um velho sanatório abandonado. O que o grupo estaria fazendo em um prédio condenado? A resposta parece estar perdida na mente pertubada de Mara. Mas depois de sobreviver à traumática experiência é natural que a menina se proteja com uma amnésia seletiva. Afinal, ela perdeu a melhor amiga, o namorado e a irmã do rapaz. Para ajudá-la a superar o trauma a família decide mudar para uma nova cidade, um novo começo. Todos estão empenhados em esquecer. E Mara só quer lembrar. Ainda mais com as alucinações - ou seriam premonições? - Os corpois e o véu entre realidade, pesadelo e sanidade se esgarçando dia a dia. Ela precisa entender o que houve para ter uma chance de impedir a loucura de tomá-la.

O que achei:

O livro já se inicia causando tensão com um aviso da Mara:

"Meu nome não é Mara Dyer, mas meu advogado disse que eu precisava escolher um nome".

Bam bam bam *pausa misteriosa* haha.

E é nesse inicio que já somos jogados direto na ação do livro (o que eu amei). Um grupo de amigos brincando com uma tábua ouija é um aviso mortal. E uns meses depois a melhor amiga, o namorado e a irmã dele estão mortos e Mara está em um sanatório. Não lembra nada do que aconteceu. Aos poucos as pessoas vão contando. Um desabamento. Mas parece que não tenha sido um simples acidente.

Em busca de um novo começo, ela e a família se mudam. Porém, Mara começa a escutar vozes, e ter visões dos seus amigos mortos. Acredita estar ficando louca. Será?
.
Mara Dyer foi uma personagem que despertou vários sentimentos contraditórios em mim. Em alguns momentos eu compreendi os seus dilemas, em alguns senti raiva (me irritou muito, confesso), em alguns senti vergonha alheia pelas atitudes. Mas no final das contas ela não foi uma protagonista ruim. Acredito que pior do que um personagem que desperta vários sentimentos (mesmo contraditórios) são aqueles que não despertam nada. Que não fazem diferença. Sou desse time.

A família da Mara foi um ponto bem positivo. Os personagens são bem construídos e cada um tem a sua importância.

E romance. Claro que tem romance. Qual livro adolescente não tem? Haha. Porém, não achei irritante. Eu gostei bastante do Noah. Eu adoro essa coisa cão e gato que é o que eles são. E deus tenha a autora Michelle Hodkin em um lugar quentinho do seu coração pois no livro não temos triângulo amoroso. Bem. Não vou comemorar afinal ainda tem outros livros.

Confesso que eu esperava algo diferente. Uma coisa (não terror), mas mais sombria. Mas eu achei no fim das contas bem adolescente. Com problemas adolescentes (garota popular da escola, gostosão da escola, mamãe não me entende, as pessoas não me entendem minha revolta, diferentona)... E isso me decepcionou. 

Porém, o livro não é ruim. É bem fluido e você nem sente as páginas passarem. Principalmente do meio pro final fica muito bom e eu realmente me empolguei.

Talvez eu conhecendo agora a real vibe do livro acabe não indo com outras expectativas nos outros livros da série e goste ainda mais. Recomendo a leitura, mas alerto que este NÃO é um livro sombrio. Ah! E recomendo comprar o segundo junto. Porque o final não é de Deus! 

Sobre o autor


Cresceu no sul da Flórida, fez faculdade em Nova York e em Michigan. Quando não está escrevendo pode ser encontrada brincando com seus três cachorros. Seu primeiro livro foi publicado em 2011.

Sobre a edição:

Bem, como praticamente tudo o que a Record (e selos) publica, a diagramação do livro é incrível. Eu adorei o fato deles terem mantido a capa original. Eu acho que diz muito sobre a história.

Nota no Skoob


Xx Beijos Xx


Enquanto Bela Dormia
Autor: Elizabeth Blackwell
Ano: 2016
Páginas: 368
Editora: Arqueiro
Sinopse: Nos salões de um castelo, uma confidente leal guardou por muitos anos os segredos de uma rainha linda e melancólica, uma princesa que só queria ser livre e uma mulher que sonhava com a coroa. Esta é sua história. Ambientada em meio ao luxo e às agruras de um reino medieval, esta releitura de A Bela Adormecida consegue ser fiel ao clássico ao mesmo tempo que constrói uma narrativa recheada de elementos contemporâneos. Nessa mescla, os dramas de seus personagens – um casal infértil, uma jovem que não aceita viver em uma redoma e uma família despedaçada pela inveja – tornam-se atemporais. Quando a rainha Lenore não consegue engravidar, recorre aos supostos poderes mágicos da tia do rei, Millicent. Com sua ajuda, nasce Rosa, uma menina linda e saudável. No entanto, a alegria logo dá lugar às sombras: o rei expulsa de suas terras a tia arrogante, que então jura se vingar. Seu ódio se torna a maldição que ameaça a vida de Rosa. Assim, a menina cresce presa entre os muros do castelo, cercada dos cuidados dos pais e de Flora, a tia bondosa e dedicada do rei que encarna a fada boa do conto original. Mas quando todas as tentativas de proteger Rosa falham, é Elise, a dama de companhia e confidente da princesa, sua única chance de se manter viva. E é pelos olhos dessa narradora improvável que conhecemos todos os personagens, nos surpreendemos com o destino de cada um e descobrimos que, quando se guia pelo amor – a magia mais poderosa do mundo –, qualquer pessoa é capaz de criar o próprio final feliz.



O que achei:

“Consola-me pensar que a história da Bela Adormecida continuará viva depois de todos nós, uma história de maldade derrotada e amor triunfal que ressoará por séculos. E é assim que deve ser. Porque a verdade não é nenhum conto de fadas.”

"A bela adormecida" é uma das minhas histórias favoritas da vida! Então quando eu soube que o lançamento "Enquanto Bela dormia" era uma releitura do conto, eu quase morri de ansiedade é praticamente obriguei a minha amiga "Um dia me livro" a me emprestar o dela. Sim sou desse tipo de amiga.

Bem. Apesar do nome, da imagem da capa. Engana-se quem pensa que a história gira em torno do conto apenas. O livro, narrado em terceira pessoa, é através dos olhos de Elise. Que cansada de ouvir a história da Bela adormecida que conhecemos resolve contar para a sua bisneta a história original que ela mesmo testemunhou.

Elise começa a história desde que ela era criança até a sua chegada no castelo. Onde começou como mera ajudante até se tornar dama de companhia da rainha, e depois da princesa Rosa.


"Mas as lembranças sabem resistir a todas as tentativas de domá-las, e escapolem no momento em que pensamos tê-las sob controle."

A história de Elise é incrível. Tão real, tão cheio de amores e decepções, batalhas, guerras e companheirismo. É uma personagem tão interessante que por várias vezes nem mesmo me lembrava que ali ia ter uma história da Bela Adormecida. E as referências são incríveis.

Eu gostei muito de como a autora soube desenvolver vários plots ao mesmo tempo assim como outros personagens. A melancólica rainha que não consegue engravidar, as intrigas no castelo, o conflito político gerado pela falta de um herdeiro ao trono e as ambições de um príncipe que não mede esforços para conseguir o que quer.

"O príncipe teria sua vingança. E eu viria a aprender que todo desejo concedido tem um preço, um preço que não temos como prever até ser tarde demais."

Algo muito interessante muito interessante também abordado no livro é o fato das pessoas serem passivas a erros e escolhas desesperadas. Assim como ninguém é 100% ruim ou bom.

Assim como no conto, a vida de Rosa corre risco. Aqui é a tia do rei, Millicent (lembra alguém?), que após ser esnobada por ele por conflitos de crença, busca vingança. Assim como a tia boa (fadinhas oi?) que tenta evitar os males a princesa.

"Trêmula, dei meia-volta e avistei Millicent, cujo rosto estampava um sorriso cheio de si. Ela sabia, percebi, num clarão de entendimento. Sabia que a rainha estava grávida, e sabia como esse anúncio se desdobraria."

Este foi meu primeiro contato com a autora e me apaixonei. A sua escrita é madura (o livro não tem vibe adolescente!) e super fluida. Eu não tinha vontade de largar! E a autora relata tantos acontecimentos e tudo passa tão rápido (anos literalmente. Meio downton abbey) e você não sente.
O livro parece (em questão de conteúdo) muito maior do que ele realmente é. E isso não é negativo!

Estou louca para ler mais coisas dela! Confesso que nunca tinha visto antes. O que é até engraçado porque eu sou doida por romances de banca (sim. Harlequin ♥ eu) e os outos livros da autora são desse estilo! Olha só que amor.

"Não sou o tipo de pessoa sobre quem se contam histórias. Os que têm origem humilde sofrem suas mágoas e comemoram seus triunfos sem serem notados pelos bardos e não deixam vestígios nas fábulas de sua época."

Sobre o autor


Elizabeth Blackwell se formou em história e comunicação na Universidade Northwestern e fez mestrado em jornalismo na Universidade Columbia.
Teve muitos empregos – entre eles o de editora de uma revista e escritora freelance –, mas o de autora é, de longe, seu preferido. Mora no subúrbio de Chicago com o marido, três filhos e uma pilha cada vez maior de livros de cabeceira.

Sobre a edição




Meu deus! Que capa linda é essa? A arqueiro está arrasando cada vez mais.



O livro é cheio de detalhes fofos.

Nota no Skoob


Beijos!

* Obrigada minha amiga Andresa do "Um dia me Livro" por ter me emprestado essa lindeza! ♥


Mar de Rosas (Quarteto de Noivas #02)
Autor: Nora Roberts
Ano: 2014
Páginas: 288
Editora: Arqueiro
Sinopse: Emma Grant é a decoradora da Votos, empresa de organização de casamentos que fundou com suas três melhores amigas de infância – Mac, Parker e Laurel. Ela passa os dias cercada de flores, imersa em seu aroma, criando e montando arranjos e buquês. 
Criada em uma família tradicional e muito unida, Emma cresceu ouvindo a história de amor dos pais. Não é de espantar que tenha se tornado uma romântica inveterada, cultivando um sonho desde menina: dançar no jardim, sob a luz do luar, com seu verdadeiro amor. 
Os pais de Jack se separaram quando ele era garoto, e isso lhe causou um trauma muito profundo. Ele se tornou um homem bonito e popular entre as mulheres, porém incapaz de assumir um compromisso. 
Quando Emma e suas três amigas fundaram a Votos, foi Jack, o melhor amigo do irmão de Parker, quem cuidou de toda a reforma para transformar a propriedade no melhor espaço para casamentos do estado.




O que achei:


"Para Emma, as flores eram a alma de um casamento. Fossem elegantes ou alegres, elaboradas ou simples, elas eram o romance."

"Mar de Rosas" é o segundo livro da série quarteto de noivas. E meeeeeu deus! Tudo o que já é fofo pode ficar mais ainda.

Neste segundo volume conhecemos Emma. Ela é a decoradora da "Votos". Criada em uma família unida, Emma cresceu ouvindo histórias de amor, então claro é a romântica do grupo! E sonha em encontrar o seu verdadeiro amor.

Confesso que antes do livro eu nunca tinha pensado muito sobre as flores de um casamento. Mas neste é tudo tão "visual". A cada momento que a Emma ia explicando sobre cada detalhe em que as flores seriam usadas eu ficava ainda mais encantada! Deu até vontade de casar (aquelas exageradas). Eu cheguei a ler algumas criticas sobre essas partes que a Emma falava sobre os arranjos, mas eu confesso que não achei exagerado. Sei lá, é o trabalho dela hahah eu gostei de ler as explicações. Eu sou romântica, mas foco só no romance enjoa! Então eu adorei o fato de ter explorado mais (assim como no livro anterior) sobre o amor da protagonista sobre o seu trabalho.

A Emma foi uma personagem que me agradou muito. Na verdade as meninas dessa série me agradam muito. Eu adoro o fato de que, mesmo sendo um livro de romance, as mocinhas são bem "reais". Se divertem, falam de sexo abertamente com as amigas, curtem a baladinha, encontros e levam a sério o seu trabalho. Eu adorava as partes que ela falava do Jack bem conversa de amiga haha. Sobre o desempenho dele e sobre as partes dele que ela gostava. Fisicamente. Não só sobre a luz dos olhos dele afinal né mores? Eu confesso que NUNCA ouvi nem uma das minhas amigas falar sobre esses detalhes ao falar sobre um boy.

Por mais mocinhas assim e menos mocinhas que vivem em função do mocinho o/.


"Nunca tinha feito planos ou promessas. Planos mudam, não é? Promessas são quebradas. Deixar as coisas fluírem era mais honesto. Ficamos juntos apenas uma noite. Estamos vendo no que vai dar. E deixe-me fazer uma ressalva. Mesmo que tenha namorado muitas mulheres, nunca menti para elas ou as tratei de forma desrespeitosa."

Jack é melhor amigo de Del (irmão de uma das meninas, Parker, e que considera todas como irmãs) e que ajudou as meninas na reforma para criar a "Votos". O Jack é muito divertido! Adorei as partes dos e-mails e aquele ar charmoso e safado dele. Na verdade, este segundo livro foi mais safadinho que o primeiro. Mas tudo bem escrito e de bom gosto como sempre. Eu gostei do fato que ele conseguiu passar as inseguranças comuns, o medinho de quando "de repente" tudo fica sério e você não sabe lidar. O estresse do trabalho também e tantas outras coisas. Sobre como o amor não é assim tão simples e de como as vezes nós demoramos para ver o que realmente queremos.


"Jack apreciava linhas e curvas, tanto nas construções quanto nas mulheres. E, na opinião dele, Emma era arquitetonicamente perfeita."

SE eu fosse apontar um defeito nesse livro, se é que é possível, é que a Emma foi um pouco melodramática em um determinado momento no livro. Meio que fez tempestade no copo d'água sabe? Mas que bom que não ficou muito tempo e tudo ficou certinho.

A narrativa é tão gostosa quanto o primeiro, tão apaixonante, tão fofura, tão ai ai ai *suspira*. A Nora Roberts me provou que talento é talento e ela é rainha mesmo mores. Ainda não li todos, mas já considero pakas está virando com certeza uma das minhas series favoritas. 

Ah, e eu simplesmente amo essas séries de romance com "irmão X" em um livro, "irmão y" no outro porque você acaba sabendo sobre como anda o X. Isso está muito matemática eu sei. Mas vocês me entenderam. Fofurex! Adorei ver os bastidores do casamento do casal fofura do primeiro livro. E espero que nos outros isso continue. Quem sabe até role um bebê?

Ok. Quantas vezes eu já falei de fofura nessa resenha? Um milhão se bobear.

"Sabia exatamente que tipo de amor queria, um amor que se infiltra nos ossos, se enraíza no coração e floresce no corpo. Queria um amor que durasse para sempre."

Louca pra saber a história da Laurel e do Del ♥.



Sobre o autor


Nora Roberts (nascida Eleanor Marie Robertson a 10 de Outubro de 1950) é uma escritora norte-americana, autora de best-sellers românticos. Foi a primeira mulher a figurar no Romance Writers of America Hall of Fame.

Autora de maior destaque da lista de best sellers no New York Times e a primeira a ser escolhida para a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos, Nora Roberts é considerada uma pintora de palavras que a cada pincelada, dá vida a personagens cheios de energia e vigor.
Escritora metódica e insaciável, Nora já publicou mais de 160 romances, a maior parte no gênero suspense romântico, traduzidos para 25 idiomas e editados em todo o mundo. Sua alta popularidade como romancista advém do grande talento que possui para sensibilizar o leitor ao escrever narrativas de suspense que também falam sobre turbilhão de emoções que acontecem quando entramos em contato com nossos sentimentos mais profundos, principalmente amor e paixão.

Suas histórias prendem o leitor com temas explícitos e intensos, descritos de forma clara e objetiva, passando uma mensagem curta e rica em detalhes. Os capítulos de seus livros são longos, e poucos, em média apenas 12. As paisagens descritas nos levam a viajar do México aos subúrbios de Washington, com certa suavidade e exatidão que sonhamos acordados, ou temos pesadelos!

Histórias publicadas no início de sua carreira: Negócio de Risco (1986); Alerta da Natureza (1984); A suspeita (1989);
No ano de 1995 a autora editou o primeiro volume da Série Mortal no original Naked in death (Nudez Mortal) sobre o pseudônimo de J.D. Robb, o qual hoje é prestigiado pelo mundo inteiro com mais de 25 volumes (em alguns países o número é menor). Autora Consagrada já vendeu mais de 2 milhões de livros em todos os países publicados.

Sobre a edição

Assim como o primeiro volume da série, Álbum de Casamento, Mar de Rosas tem uma capa super fofa e com o conceito da série: Casamentos. Uma fofura só. A edição é super confortável de ler com uma diagramação ótima.

Nota no Skoob


- Confira a resenha do primeiro volume da série: "Álbum de Casamento".





Beijos!


Retalhos
Autor:Craig  Thompson
Ano: 2009
Páginas: 592
Editora: Companhia das Letras
Sinopse: Uma das graphic novels mais premiadas dos últimos tempos, Retalhos é um relato autobiográfico da vida no Meio Oeste americano. Thompson retrata sua própria história, da infância até o início da vida adulta, numa cidadezinha de Wisconsin, no centro dos Estados Unidos, que parece estar sempre coberta pela neve. Seu crescimento é marcado pelo temor a Deus - transmitido por sua família, seu colégio, seu pastor e as trágicas passagens bíblicas que lê -, que se interpõe contra seus desejos, como o de se expressar pelo desenho. Ao mesmo tempo Thompson descreve a relação com o irmão mais novo, com quem ele dividiu a cama durante toda a infância. Conforme amadurecem, os irmãos se distanciam, episódio narrado com rara sensibilidade pelo autor. Com a adolescência, seus desejos se expandem e acabam tomando forma em Raina - uma garota vivaz, de alma poética e impulsiva, quase o oposto total de Thompson - com quem começa a relação que mudará a visão que ele tem da família, de Deus, do futuro e, enfim, do próprio amor. Retalhos traz as dores e as paixões dos melhores romances de formação - mas dentro de uma linguagem gráfica própria e extremamente original.

O que achei:

"Como é bom deixar uma marca na superfície branca, fazer um mapa dos meus passos, mesmo que seja temporário"

"Retalhos" é uma das graphic novels mais premiadas dos últimos tempos. Nela, o autor Craig Thompson faz o seu relato autobiográfico da infância até a vida adulta em uma cidade pequena de Wisconsin nos Estados Unidos. Os medos, primeiro amor, os seus primeiros rabiscos, religião, abuso sexual, o relacionamento com a família (principalmente com o irmão) assim como arrependimentos.

Quando criança, Craig retrata sua infância com o irmão em uma família religiosa e rígida. A sua paixão desde cedo pelo desenho e de como isso não foi aceito pelo meio em que ele vivia. Na medida que vai crescendo distanciou-se do irmão (que dividiu a cama por muitos anos) e uma culpa o assombra por muitas vezes por não ter defendido-o (e a sí próprio) dos males.

Algo que é possível sentir é a delicadeza ao falar sobre assuntos tão "polêmicos" ou que muitos não tem coragem de discutir. Como abuso sexual na infância, ou então sobre a religião já que o Craig, que vem de uma família cristã rígida, sempre questionou sobre o papel da religião e de Deus na nossa vida. Porém, assim como com muitos, a repressão é a que se destaca ao invés da explicação. É assim que ele passa a buscar compreender sobre ela através da bíblia. E por muito tempo acredita que os seus desenhos eram errados e que estava desrespeitando Deus através deles.

Eu li sobre como muitas pessoas se sentiram "ofendidas" pelos temas tratados no quadrinho. E eu, como cristã, não senti isso em momento algum. Vi somente um jovem aberto, curioso, e que ao invés de falar coisas sem sentido como muitos atualmente, vai atrás da informação "na fonte". E confesso que me identifiquei com muitas daquelas dúvidas abordadas.

Em determinado momento Craig  conhece Raina. E é através dela Craig  passa a ver o mundo por outros olhos. Um ponto que eu achei interessante é de como de certa forma Craig substitui uma obsessão por outra. Raina por vários momentos passa a ser o centro de seu mundo. E o conflito entre Deus e ela na mente de Craig é a todo instante. Já que ele desperta para a sexualidade. Um tabu que por muito tempo foi visto como errado.


Em uma visita a casa de Raina, Craig  conhece a sua mãe que se divorciou, os dois irmãos adotados que possuem deficiência e a irmã mais velha que vive em um casamento fracassado mesmo com pouco tempo. E percebe como somos tão diferentes um dos outros. É nessa relação que ele passa a ver o amor, a família, a religião e o modo de ver a vida de outra forma.

E é Raina que dá a ele a colcha de retalhos. Que aqui pode ser vista como pequenos fragmentos de Craig. Cada ponto diferente e conflitante que se junta em um só.


Craig tem o dom de contar histórias. E meu deus o que foi esse traço? Eu fiquei completamente apaixonada pelo cuidado (na resenha do blog postei algumas que amei) que o autor teve com as expressões. A cada emoção o traçado ficava de uma forte. Às vezes mais leve, às vezes tão pesado como um borrão. Maravilhosa!

Retalhos é um grito. É um desabafo . Uma história que ficou presa no íntimo e que enfim pode ser contada. E tudo isso com uma delicadeza. Com um cuidado e um respeito ímpar.

É sincero.

Uma história sobre amadurecimento. Sobre como a busca incansável de saber quem realmente somos não é fácil, mas também pode estar tão facilmente claro que não conseguimos (ou não estamos preparados para) ver.

Sinto dizer que a sensação que tenho é de que nem com todas as palavras eu posso expressar o quão esta história é genuinamente maravilhosa. E talvez. Daqui um tempo quando eu reler (sinto que farei isso!) tirarei outras lições, outros segredos e declarações escondidos em um traço.

Imperdível.


Obrigada Pedro por ter me emprestado ❤️. Espero comprar meu exemplar em breve.

Sobre o autor:

Nasceu em Traverse City, Michigan, em 1975 e foi criado na zona rural de uma pequena cidade de Wisconsin. Após trabalhar no departamento de design de uma das maiores editoras de quadrinhos dos Estados Unidos, a Dark Horse, ele começou sua carreira de quadrinista e lançou seu primeiro álbum, Good-Bye, Chunky Rice, em 1999. Publicou também Cadernet de voyage, um relato de viagem sobre a turnê de divulgação de Retalhos na Europa.

Sobre a edição


A Companhia das Letras sempre arrasa em termo de quadrinhos (também). Ótima edição, ótimo papel e qualidade pois mesmo grosso desse jeito não fica quebrada a lombada. Maravilhovisk!

Nota no Skoob


O bangalô
Autor: Sarah Jio
Ano:2015 
Páginas: 314 
Editora: Novo Conceito
Sinopse: Verão de 1942. Anne tem tudo o que uma garota de sua idade almeja: família e noivo bem-sucedidos.
No entanto, ela não se sente feliz com o rumo que sua vida está tomando. Recém-formada em enfermagem e vivendo em um mundo devastado pelos horrores da Segunda Guerra Mundial, Anne, juntamente com sua melhor amiga, decide se alistar para servir seu país como enfermeira em Bora Bora.
Lá ela se depara com outra realidade, uma vida simples e responsabilidades que não estava acostumada. Mas, também, conhece o verdadeiro amor nos braços de Westry, um soldado sensível e carinhoso.
O esconderijo de amor de Anne e Westry é um bangalô abandonado, e eles vivem os melhores momentos de suas vidas… Até testemunharem um assassinato brutal nos arredores do bangalô que mudará o rumo desta história.
A ilha, de alguma forma, transforma a vida das pessoas, e este livro certamente transformará você.

O que achei:


“- É um mundo louco lá fora, Anne. Guerra. Mentiras. Traição. Tristeza. Tudo ao nosso redor. – Ele pegou meu rosto entre as mãos. – Da próxima vez que se preocupar que eu esteja me distanciando, venha aqui. Venha ao bangalô e sentirá o meu amor.”

Anne parece ter um futuro brilhante nas mãos. Vivia em uma família de boa renda, estava noiva de um homem que amava e que era o herdeiro sensação da cidade. 
Porém, algo parece estar faltando. Anne se formou em enfermagem, mas não segue a profissão. Até que a amiga Kitty a lembra da promessa que fizeram ao se formar. Que fariam a diferença é que não seriam como as mães.


É assim que Anne vai com ela para Bora Bora para trabalharem como enfermeiras voluntárias na guerra.

Algo que me incomodou um pouco no início é que, apesar de saber que o foco do livro não ser a guerra, eu sentia as vezes que não estava acontecendo guerra nenhuma. Elas ali, naquela situação de enfermeiras voluntárias só ficavam ali fazendo passeios, festinhas... Acordando tarde no outro dia de ressaca no caso da Kitty (aquela que queria fazer a diferença).

Na verdade, a amiga "Kitty" foi um problema pra mim. Foi uma personagem que eu não gostei nadinha. Quanto a protagonista, logo que terminei de ler o livro eu tive várias emoções conflitantes sobre as decisões tomadas. Mas hoje, fazendo a resenha acredito que enfim entendi algumas coisas.

Em Bora Bora Anne conhece o soldado Westry. Juntos eles encontram um bangalô simples e escondido e passam a se encontrar nesse lugar. E lá o amor entre eles começa a brotar.


" - Anne. - A voz dele fraquejou um pouco, e ele parou para recuperar sua força. - Se é disso que precisa. Se há uma chance de ter seu coração por inteiro novamente, então eu esperarei."


Porém, para os habitantes do lugar o bangalô tinha uma fama ruim. Um mau presságio de que todos que entram no bangalô terão os corações partidos. E parece que o jovem casal talvez não saia ileso.

A vibe do livro me lembrou muito uma mistura de "Cartas para Julieta" com "O diário de uma paixão". Já que no início encontramos uma Anne idosa recebendo uma carta de Bora Bora. E o livro é a história que ela conta a sua neta.


Esta foi a minha experiência com a Sarah Jio e eu gostei. Faz muito tempo que eu não leio livros assim açucarados, mas foi bom. O livro tem uma pitada de mistério que instiga você a querer encontrar respostas, porém devo destacar que este não é o foco do livro. O livro fala sobre amor, amizade e lealdade. E acredito que esses temas a autora soube trabalhar bem. Talvez não tenha sido o suficiente para eu querer ler todos os livros da autora (rs), mas ela tem muito talento. 


Por fim, eu recomendo a leitura para aqueles que querem uma leitura com vibe de sessão da tarde e romancinho fofo. E mesmo com algumas ressalvas foi uma leitura muito agradável.

"Vinte e sete de novembro. Era uma data sem importância, apenas um pontinho no calendário. Mas foi também o dia que mudou minha vida, o dia em que comecei a amar Westry".

Sobre o autor

Sarah Jio é jornalista e já escreveu para muitas revistas conhecidas. Hoje é responsável por um blog de saúde e bem-estar, o Vitamin G. Sarah vive em Seattle com o marido, três filhos e Paisley, um golden retriever que rouba pés de meias. Ela é autora de As Violetas de Março.

Sobre a edição:


Eu li no kindle, mas o trabalho gráfico do livro está lindo. Nas passagens de capítulo tem sempre uma flor, achei um toque bem delicado na história. Lindinha.

Nota no Skoob

xX Beijos Xx



sábado, 27 de fevereiro de 2016

Resenha: A Desconstrução de Mara Dyer - Michelle Hodkin

A Desconstrução de Mara Dyer
Autor: Michelle Hodkin
Ano: 2013
Páginas: 378
Editora: Galera Record
Sinopse: Um grupo de amigos... Uma tábua ouija... Um presságio de morte. Mara Dyer não estava interessada em mensagens do além. Mas para não estragar a diversão da melhor amiga justo em seu aniversário ela decide embarcar na brincadeira. Apenas para receber um recado de sangue. Parecia uma simples piada de mau gosto... até que todos os presentes com exceção de Mara morrem no desabamento de um velho sanatório abandonado. O que o grupo estaria fazendo em um prédio condenado? A resposta parece estar perdida na mente pertubada de Mara. Mas depois de sobreviver à traumática experiência é natural que a menina se proteja com uma amnésia seletiva. Afinal, ela perdeu a melhor amiga, o namorado e a irmã do rapaz. Para ajudá-la a superar o trauma a família decide mudar para uma nova cidade, um novo começo. Todos estão empenhados em esquecer. E Mara só quer lembrar. Ainda mais com as alucinações - ou seriam premonições? - Os corpois e o véu entre realidade, pesadelo e sanidade se esgarçando dia a dia. Ela precisa entender o que houve para ter uma chance de impedir a loucura de tomá-la.

O que achei:

O livro já se inicia causando tensão com um aviso da Mara:

"Meu nome não é Mara Dyer, mas meu advogado disse que eu precisava escolher um nome".

Bam bam bam *pausa misteriosa* haha.

E é nesse inicio que já somos jogados direto na ação do livro (o que eu amei). Um grupo de amigos brincando com uma tábua ouija é um aviso mortal. E uns meses depois a melhor amiga, o namorado e a irmã dele estão mortos e Mara está em um sanatório. Não lembra nada do que aconteceu. Aos poucos as pessoas vão contando. Um desabamento. Mas parece que não tenha sido um simples acidente.

Em busca de um novo começo, ela e a família se mudam. Porém, Mara começa a escutar vozes, e ter visões dos seus amigos mortos. Acredita estar ficando louca. Será?
.
Mara Dyer foi uma personagem que despertou vários sentimentos contraditórios em mim. Em alguns momentos eu compreendi os seus dilemas, em alguns senti raiva (me irritou muito, confesso), em alguns senti vergonha alheia pelas atitudes. Mas no final das contas ela não foi uma protagonista ruim. Acredito que pior do que um personagem que desperta vários sentimentos (mesmo contraditórios) são aqueles que não despertam nada. Que não fazem diferença. Sou desse time.

A família da Mara foi um ponto bem positivo. Os personagens são bem construídos e cada um tem a sua importância.

E romance. Claro que tem romance. Qual livro adolescente não tem? Haha. Porém, não achei irritante. Eu gostei bastante do Noah. Eu adoro essa coisa cão e gato que é o que eles são. E deus tenha a autora Michelle Hodkin em um lugar quentinho do seu coração pois no livro não temos triângulo amoroso. Bem. Não vou comemorar afinal ainda tem outros livros.

Confesso que eu esperava algo diferente. Uma coisa (não terror), mas mais sombria. Mas eu achei no fim das contas bem adolescente. Com problemas adolescentes (garota popular da escola, gostosão da escola, mamãe não me entende, as pessoas não me entendem minha revolta, diferentona)... E isso me decepcionou. 

Porém, o livro não é ruim. É bem fluido e você nem sente as páginas passarem. Principalmente do meio pro final fica muito bom e eu realmente me empolguei.

Talvez eu conhecendo agora a real vibe do livro acabe não indo com outras expectativas nos outros livros da série e goste ainda mais. Recomendo a leitura, mas alerto que este NÃO é um livro sombrio. Ah! E recomendo comprar o segundo junto. Porque o final não é de Deus! 

Sobre o autor


Cresceu no sul da Flórida, fez faculdade em Nova York e em Michigan. Quando não está escrevendo pode ser encontrada brincando com seus três cachorros. Seu primeiro livro foi publicado em 2011.

Sobre a edição:

Bem, como praticamente tudo o que a Record (e selos) publica, a diagramação do livro é incrível. Eu adorei o fato deles terem mantido a capa original. Eu acho que diz muito sobre a história.

Nota no Skoob


Xx Beijos Xx

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Resenha: Enquanto Bela Dormia - Elizabeth Blackwell

Enquanto Bela Dormia
Autor: Elizabeth Blackwell
Ano: 2016
Páginas: 368
Editora: Arqueiro
Sinopse: Nos salões de um castelo, uma confidente leal guardou por muitos anos os segredos de uma rainha linda e melancólica, uma princesa que só queria ser livre e uma mulher que sonhava com a coroa. Esta é sua história. Ambientada em meio ao luxo e às agruras de um reino medieval, esta releitura de A Bela Adormecida consegue ser fiel ao clássico ao mesmo tempo que constrói uma narrativa recheada de elementos contemporâneos. Nessa mescla, os dramas de seus personagens – um casal infértil, uma jovem que não aceita viver em uma redoma e uma família despedaçada pela inveja – tornam-se atemporais. Quando a rainha Lenore não consegue engravidar, recorre aos supostos poderes mágicos da tia do rei, Millicent. Com sua ajuda, nasce Rosa, uma menina linda e saudável. No entanto, a alegria logo dá lugar às sombras: o rei expulsa de suas terras a tia arrogante, que então jura se vingar. Seu ódio se torna a maldição que ameaça a vida de Rosa. Assim, a menina cresce presa entre os muros do castelo, cercada dos cuidados dos pais e de Flora, a tia bondosa e dedicada do rei que encarna a fada boa do conto original. Mas quando todas as tentativas de proteger Rosa falham, é Elise, a dama de companhia e confidente da princesa, sua única chance de se manter viva. E é pelos olhos dessa narradora improvável que conhecemos todos os personagens, nos surpreendemos com o destino de cada um e descobrimos que, quando se guia pelo amor – a magia mais poderosa do mundo –, qualquer pessoa é capaz de criar o próprio final feliz.



O que achei:

“Consola-me pensar que a história da Bela Adormecida continuará viva depois de todos nós, uma história de maldade derrotada e amor triunfal que ressoará por séculos. E é assim que deve ser. Porque a verdade não é nenhum conto de fadas.”

"A bela adormecida" é uma das minhas histórias favoritas da vida! Então quando eu soube que o lançamento "Enquanto Bela dormia" era uma releitura do conto, eu quase morri de ansiedade é praticamente obriguei a minha amiga "Um dia me livro" a me emprestar o dela. Sim sou desse tipo de amiga.

Bem. Apesar do nome, da imagem da capa. Engana-se quem pensa que a história gira em torno do conto apenas. O livro, narrado em terceira pessoa, é através dos olhos de Elise. Que cansada de ouvir a história da Bela adormecida que conhecemos resolve contar para a sua bisneta a história original que ela mesmo testemunhou.

Elise começa a história desde que ela era criança até a sua chegada no castelo. Onde começou como mera ajudante até se tornar dama de companhia da rainha, e depois da princesa Rosa.


"Mas as lembranças sabem resistir a todas as tentativas de domá-las, e escapolem no momento em que pensamos tê-las sob controle."

A história de Elise é incrível. Tão real, tão cheio de amores e decepções, batalhas, guerras e companheirismo. É uma personagem tão interessante que por várias vezes nem mesmo me lembrava que ali ia ter uma história da Bela Adormecida. E as referências são incríveis.

Eu gostei muito de como a autora soube desenvolver vários plots ao mesmo tempo assim como outros personagens. A melancólica rainha que não consegue engravidar, as intrigas no castelo, o conflito político gerado pela falta de um herdeiro ao trono e as ambições de um príncipe que não mede esforços para conseguir o que quer.

"O príncipe teria sua vingança. E eu viria a aprender que todo desejo concedido tem um preço, um preço que não temos como prever até ser tarde demais."

Algo muito interessante muito interessante também abordado no livro é o fato das pessoas serem passivas a erros e escolhas desesperadas. Assim como ninguém é 100% ruim ou bom.

Assim como no conto, a vida de Rosa corre risco. Aqui é a tia do rei, Millicent (lembra alguém?), que após ser esnobada por ele por conflitos de crença, busca vingança. Assim como a tia boa (fadinhas oi?) que tenta evitar os males a princesa.

"Trêmula, dei meia-volta e avistei Millicent, cujo rosto estampava um sorriso cheio de si. Ela sabia, percebi, num clarão de entendimento. Sabia que a rainha estava grávida, e sabia como esse anúncio se desdobraria."

Este foi meu primeiro contato com a autora e me apaixonei. A sua escrita é madura (o livro não tem vibe adolescente!) e super fluida. Eu não tinha vontade de largar! E a autora relata tantos acontecimentos e tudo passa tão rápido (anos literalmente. Meio downton abbey) e você não sente.
O livro parece (em questão de conteúdo) muito maior do que ele realmente é. E isso não é negativo!

Estou louca para ler mais coisas dela! Confesso que nunca tinha visto antes. O que é até engraçado porque eu sou doida por romances de banca (sim. Harlequin ♥ eu) e os outos livros da autora são desse estilo! Olha só que amor.

"Não sou o tipo de pessoa sobre quem se contam histórias. Os que têm origem humilde sofrem suas mágoas e comemoram seus triunfos sem serem notados pelos bardos e não deixam vestígios nas fábulas de sua época."

Sobre o autor


Elizabeth Blackwell se formou em história e comunicação na Universidade Northwestern e fez mestrado em jornalismo na Universidade Columbia.
Teve muitos empregos – entre eles o de editora de uma revista e escritora freelance –, mas o de autora é, de longe, seu preferido. Mora no subúrbio de Chicago com o marido, três filhos e uma pilha cada vez maior de livros de cabeceira.

Sobre a edição




Meu deus! Que capa linda é essa? A arqueiro está arrasando cada vez mais.



O livro é cheio de detalhes fofos.

Nota no Skoob


Beijos!

* Obrigada minha amiga Andresa do "Um dia me Livro" por ter me emprestado essa lindeza! ♥

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Resenha: Mar de Rosas (Quarteto de Noivas #02) - Nora Roberts

Mar de Rosas (Quarteto de Noivas #02)
Autor: Nora Roberts
Ano: 2014
Páginas: 288
Editora: Arqueiro
Sinopse: Emma Grant é a decoradora da Votos, empresa de organização de casamentos que fundou com suas três melhores amigas de infância – Mac, Parker e Laurel. Ela passa os dias cercada de flores, imersa em seu aroma, criando e montando arranjos e buquês. 
Criada em uma família tradicional e muito unida, Emma cresceu ouvindo a história de amor dos pais. Não é de espantar que tenha se tornado uma romântica inveterada, cultivando um sonho desde menina: dançar no jardim, sob a luz do luar, com seu verdadeiro amor. 
Os pais de Jack se separaram quando ele era garoto, e isso lhe causou um trauma muito profundo. Ele se tornou um homem bonito e popular entre as mulheres, porém incapaz de assumir um compromisso. 
Quando Emma e suas três amigas fundaram a Votos, foi Jack, o melhor amigo do irmão de Parker, quem cuidou de toda a reforma para transformar a propriedade no melhor espaço para casamentos do estado.




O que achei:


"Para Emma, as flores eram a alma de um casamento. Fossem elegantes ou alegres, elaboradas ou simples, elas eram o romance."

"Mar de Rosas" é o segundo livro da série quarteto de noivas. E meeeeeu deus! Tudo o que já é fofo pode ficar mais ainda.

Neste segundo volume conhecemos Emma. Ela é a decoradora da "Votos". Criada em uma família unida, Emma cresceu ouvindo histórias de amor, então claro é a romântica do grupo! E sonha em encontrar o seu verdadeiro amor.

Confesso que antes do livro eu nunca tinha pensado muito sobre as flores de um casamento. Mas neste é tudo tão "visual". A cada momento que a Emma ia explicando sobre cada detalhe em que as flores seriam usadas eu ficava ainda mais encantada! Deu até vontade de casar (aquelas exageradas). Eu cheguei a ler algumas criticas sobre essas partes que a Emma falava sobre os arranjos, mas eu confesso que não achei exagerado. Sei lá, é o trabalho dela hahah eu gostei de ler as explicações. Eu sou romântica, mas foco só no romance enjoa! Então eu adorei o fato de ter explorado mais (assim como no livro anterior) sobre o amor da protagonista sobre o seu trabalho.

A Emma foi uma personagem que me agradou muito. Na verdade as meninas dessa série me agradam muito. Eu adoro o fato de que, mesmo sendo um livro de romance, as mocinhas são bem "reais". Se divertem, falam de sexo abertamente com as amigas, curtem a baladinha, encontros e levam a sério o seu trabalho. Eu adorava as partes que ela falava do Jack bem conversa de amiga haha. Sobre o desempenho dele e sobre as partes dele que ela gostava. Fisicamente. Não só sobre a luz dos olhos dele afinal né mores? Eu confesso que NUNCA ouvi nem uma das minhas amigas falar sobre esses detalhes ao falar sobre um boy.

Por mais mocinhas assim e menos mocinhas que vivem em função do mocinho o/.


"Nunca tinha feito planos ou promessas. Planos mudam, não é? Promessas são quebradas. Deixar as coisas fluírem era mais honesto. Ficamos juntos apenas uma noite. Estamos vendo no que vai dar. E deixe-me fazer uma ressalva. Mesmo que tenha namorado muitas mulheres, nunca menti para elas ou as tratei de forma desrespeitosa."

Jack é melhor amigo de Del (irmão de uma das meninas, Parker, e que considera todas como irmãs) e que ajudou as meninas na reforma para criar a "Votos". O Jack é muito divertido! Adorei as partes dos e-mails e aquele ar charmoso e safado dele. Na verdade, este segundo livro foi mais safadinho que o primeiro. Mas tudo bem escrito e de bom gosto como sempre. Eu gostei do fato que ele conseguiu passar as inseguranças comuns, o medinho de quando "de repente" tudo fica sério e você não sabe lidar. O estresse do trabalho também e tantas outras coisas. Sobre como o amor não é assim tão simples e de como as vezes nós demoramos para ver o que realmente queremos.


"Jack apreciava linhas e curvas, tanto nas construções quanto nas mulheres. E, na opinião dele, Emma era arquitetonicamente perfeita."

SE eu fosse apontar um defeito nesse livro, se é que é possível, é que a Emma foi um pouco melodramática em um determinado momento no livro. Meio que fez tempestade no copo d'água sabe? Mas que bom que não ficou muito tempo e tudo ficou certinho.

A narrativa é tão gostosa quanto o primeiro, tão apaixonante, tão fofura, tão ai ai ai *suspira*. A Nora Roberts me provou que talento é talento e ela é rainha mesmo mores. Ainda não li todos, mas já considero pakas está virando com certeza uma das minhas series favoritas. 

Ah, e eu simplesmente amo essas séries de romance com "irmão X" em um livro, "irmão y" no outro porque você acaba sabendo sobre como anda o X. Isso está muito matemática eu sei. Mas vocês me entenderam. Fofurex! Adorei ver os bastidores do casamento do casal fofura do primeiro livro. E espero que nos outros isso continue. Quem sabe até role um bebê?

Ok. Quantas vezes eu já falei de fofura nessa resenha? Um milhão se bobear.

"Sabia exatamente que tipo de amor queria, um amor que se infiltra nos ossos, se enraíza no coração e floresce no corpo. Queria um amor que durasse para sempre."

Louca pra saber a história da Laurel e do Del ♥.



Sobre o autor


Nora Roberts (nascida Eleanor Marie Robertson a 10 de Outubro de 1950) é uma escritora norte-americana, autora de best-sellers românticos. Foi a primeira mulher a figurar no Romance Writers of America Hall of Fame.

Autora de maior destaque da lista de best sellers no New York Times e a primeira a ser escolhida para a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos, Nora Roberts é considerada uma pintora de palavras que a cada pincelada, dá vida a personagens cheios de energia e vigor.
Escritora metódica e insaciável, Nora já publicou mais de 160 romances, a maior parte no gênero suspense romântico, traduzidos para 25 idiomas e editados em todo o mundo. Sua alta popularidade como romancista advém do grande talento que possui para sensibilizar o leitor ao escrever narrativas de suspense que também falam sobre turbilhão de emoções que acontecem quando entramos em contato com nossos sentimentos mais profundos, principalmente amor e paixão.

Suas histórias prendem o leitor com temas explícitos e intensos, descritos de forma clara e objetiva, passando uma mensagem curta e rica em detalhes. Os capítulos de seus livros são longos, e poucos, em média apenas 12. As paisagens descritas nos levam a viajar do México aos subúrbios de Washington, com certa suavidade e exatidão que sonhamos acordados, ou temos pesadelos!

Histórias publicadas no início de sua carreira: Negócio de Risco (1986); Alerta da Natureza (1984); A suspeita (1989);
No ano de 1995 a autora editou o primeiro volume da Série Mortal no original Naked in death (Nudez Mortal) sobre o pseudônimo de J.D. Robb, o qual hoje é prestigiado pelo mundo inteiro com mais de 25 volumes (em alguns países o número é menor). Autora Consagrada já vendeu mais de 2 milhões de livros em todos os países publicados.

Sobre a edição

Assim como o primeiro volume da série, Álbum de Casamento, Mar de Rosas tem uma capa super fofa e com o conceito da série: Casamentos. Uma fofura só. A edição é super confortável de ler com uma diagramação ótima.

Nota no Skoob


- Confira a resenha do primeiro volume da série: "Álbum de Casamento".





Beijos!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Resenha: Retalhos - Craig Thompson

Retalhos
Autor:Craig  Thompson
Ano: 2009
Páginas: 592
Editora: Companhia das Letras
Sinopse: Uma das graphic novels mais premiadas dos últimos tempos, Retalhos é um relato autobiográfico da vida no Meio Oeste americano. Thompson retrata sua própria história, da infância até o início da vida adulta, numa cidadezinha de Wisconsin, no centro dos Estados Unidos, que parece estar sempre coberta pela neve. Seu crescimento é marcado pelo temor a Deus - transmitido por sua família, seu colégio, seu pastor e as trágicas passagens bíblicas que lê -, que se interpõe contra seus desejos, como o de se expressar pelo desenho. Ao mesmo tempo Thompson descreve a relação com o irmão mais novo, com quem ele dividiu a cama durante toda a infância. Conforme amadurecem, os irmãos se distanciam, episódio narrado com rara sensibilidade pelo autor. Com a adolescência, seus desejos se expandem e acabam tomando forma em Raina - uma garota vivaz, de alma poética e impulsiva, quase o oposto total de Thompson - com quem começa a relação que mudará a visão que ele tem da família, de Deus, do futuro e, enfim, do próprio amor. Retalhos traz as dores e as paixões dos melhores romances de formação - mas dentro de uma linguagem gráfica própria e extremamente original.

O que achei:

"Como é bom deixar uma marca na superfície branca, fazer um mapa dos meus passos, mesmo que seja temporário"

"Retalhos" é uma das graphic novels mais premiadas dos últimos tempos. Nela, o autor Craig Thompson faz o seu relato autobiográfico da infância até a vida adulta em uma cidade pequena de Wisconsin nos Estados Unidos. Os medos, primeiro amor, os seus primeiros rabiscos, religião, abuso sexual, o relacionamento com a família (principalmente com o irmão) assim como arrependimentos.

Quando criança, Craig retrata sua infância com o irmão em uma família religiosa e rígida. A sua paixão desde cedo pelo desenho e de como isso não foi aceito pelo meio em que ele vivia. Na medida que vai crescendo distanciou-se do irmão (que dividiu a cama por muitos anos) e uma culpa o assombra por muitas vezes por não ter defendido-o (e a sí próprio) dos males.

Algo que é possível sentir é a delicadeza ao falar sobre assuntos tão "polêmicos" ou que muitos não tem coragem de discutir. Como abuso sexual na infância, ou então sobre a religião já que o Craig, que vem de uma família cristã rígida, sempre questionou sobre o papel da religião e de Deus na nossa vida. Porém, assim como com muitos, a repressão é a que se destaca ao invés da explicação. É assim que ele passa a buscar compreender sobre ela através da bíblia. E por muito tempo acredita que os seus desenhos eram errados e que estava desrespeitando Deus através deles.

Eu li sobre como muitas pessoas se sentiram "ofendidas" pelos temas tratados no quadrinho. E eu, como cristã, não senti isso em momento algum. Vi somente um jovem aberto, curioso, e que ao invés de falar coisas sem sentido como muitos atualmente, vai atrás da informação "na fonte". E confesso que me identifiquei com muitas daquelas dúvidas abordadas.

Em determinado momento Craig  conhece Raina. E é através dela Craig  passa a ver o mundo por outros olhos. Um ponto que eu achei interessante é de como de certa forma Craig substitui uma obsessão por outra. Raina por vários momentos passa a ser o centro de seu mundo. E o conflito entre Deus e ela na mente de Craig é a todo instante. Já que ele desperta para a sexualidade. Um tabu que por muito tempo foi visto como errado.


Em uma visita a casa de Raina, Craig  conhece a sua mãe que se divorciou, os dois irmãos adotados que possuem deficiência e a irmã mais velha que vive em um casamento fracassado mesmo com pouco tempo. E percebe como somos tão diferentes um dos outros. É nessa relação que ele passa a ver o amor, a família, a religião e o modo de ver a vida de outra forma.

E é Raina que dá a ele a colcha de retalhos. Que aqui pode ser vista como pequenos fragmentos de Craig. Cada ponto diferente e conflitante que se junta em um só.


Craig tem o dom de contar histórias. E meu deus o que foi esse traço? Eu fiquei completamente apaixonada pelo cuidado (na resenha do blog postei algumas que amei) que o autor teve com as expressões. A cada emoção o traçado ficava de uma forte. Às vezes mais leve, às vezes tão pesado como um borrão. Maravilhosa!

Retalhos é um grito. É um desabafo . Uma história que ficou presa no íntimo e que enfim pode ser contada. E tudo isso com uma delicadeza. Com um cuidado e um respeito ímpar.

É sincero.

Uma história sobre amadurecimento. Sobre como a busca incansável de saber quem realmente somos não é fácil, mas também pode estar tão facilmente claro que não conseguimos (ou não estamos preparados para) ver.

Sinto dizer que a sensação que tenho é de que nem com todas as palavras eu posso expressar o quão esta história é genuinamente maravilhosa. E talvez. Daqui um tempo quando eu reler (sinto que farei isso!) tirarei outras lições, outros segredos e declarações escondidos em um traço.

Imperdível.


Obrigada Pedro por ter me emprestado ❤️. Espero comprar meu exemplar em breve.

Sobre o autor:

Nasceu em Traverse City, Michigan, em 1975 e foi criado na zona rural de uma pequena cidade de Wisconsin. Após trabalhar no departamento de design de uma das maiores editoras de quadrinhos dos Estados Unidos, a Dark Horse, ele começou sua carreira de quadrinista e lançou seu primeiro álbum, Good-Bye, Chunky Rice, em 1999. Publicou também Cadernet de voyage, um relato de viagem sobre a turnê de divulgação de Retalhos na Europa.

Sobre a edição


A Companhia das Letras sempre arrasa em termo de quadrinhos (também). Ótima edição, ótimo papel e qualidade pois mesmo grosso desse jeito não fica quebrada a lombada. Maravilhovisk!

Nota no Skoob

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Resenha: O bangalô - Sarah Jio

O bangalô
Autor: Sarah Jio
Ano:2015 
Páginas: 314 
Editora: Novo Conceito
Sinopse: Verão de 1942. Anne tem tudo o que uma garota de sua idade almeja: família e noivo bem-sucedidos.
No entanto, ela não se sente feliz com o rumo que sua vida está tomando. Recém-formada em enfermagem e vivendo em um mundo devastado pelos horrores da Segunda Guerra Mundial, Anne, juntamente com sua melhor amiga, decide se alistar para servir seu país como enfermeira em Bora Bora.
Lá ela se depara com outra realidade, uma vida simples e responsabilidades que não estava acostumada. Mas, também, conhece o verdadeiro amor nos braços de Westry, um soldado sensível e carinhoso.
O esconderijo de amor de Anne e Westry é um bangalô abandonado, e eles vivem os melhores momentos de suas vidas… Até testemunharem um assassinato brutal nos arredores do bangalô que mudará o rumo desta história.
A ilha, de alguma forma, transforma a vida das pessoas, e este livro certamente transformará você.

O que achei:


“- É um mundo louco lá fora, Anne. Guerra. Mentiras. Traição. Tristeza. Tudo ao nosso redor. – Ele pegou meu rosto entre as mãos. – Da próxima vez que se preocupar que eu esteja me distanciando, venha aqui. Venha ao bangalô e sentirá o meu amor.”

Anne parece ter um futuro brilhante nas mãos. Vivia em uma família de boa renda, estava noiva de um homem que amava e que era o herdeiro sensação da cidade. 
Porém, algo parece estar faltando. Anne se formou em enfermagem, mas não segue a profissão. Até que a amiga Kitty a lembra da promessa que fizeram ao se formar. Que fariam a diferença é que não seriam como as mães.


É assim que Anne vai com ela para Bora Bora para trabalharem como enfermeiras voluntárias na guerra.

Algo que me incomodou um pouco no início é que, apesar de saber que o foco do livro não ser a guerra, eu sentia as vezes que não estava acontecendo guerra nenhuma. Elas ali, naquela situação de enfermeiras voluntárias só ficavam ali fazendo passeios, festinhas... Acordando tarde no outro dia de ressaca no caso da Kitty (aquela que queria fazer a diferença).

Na verdade, a amiga "Kitty" foi um problema pra mim. Foi uma personagem que eu não gostei nadinha. Quanto a protagonista, logo que terminei de ler o livro eu tive várias emoções conflitantes sobre as decisões tomadas. Mas hoje, fazendo a resenha acredito que enfim entendi algumas coisas.

Em Bora Bora Anne conhece o soldado Westry. Juntos eles encontram um bangalô simples e escondido e passam a se encontrar nesse lugar. E lá o amor entre eles começa a brotar.


" - Anne. - A voz dele fraquejou um pouco, e ele parou para recuperar sua força. - Se é disso que precisa. Se há uma chance de ter seu coração por inteiro novamente, então eu esperarei."


Porém, para os habitantes do lugar o bangalô tinha uma fama ruim. Um mau presságio de que todos que entram no bangalô terão os corações partidos. E parece que o jovem casal talvez não saia ileso.

A vibe do livro me lembrou muito uma mistura de "Cartas para Julieta" com "O diário de uma paixão". Já que no início encontramos uma Anne idosa recebendo uma carta de Bora Bora. E o livro é a história que ela conta a sua neta.


Esta foi a minha experiência com a Sarah Jio e eu gostei. Faz muito tempo que eu não leio livros assim açucarados, mas foi bom. O livro tem uma pitada de mistério que instiga você a querer encontrar respostas, porém devo destacar que este não é o foco do livro. O livro fala sobre amor, amizade e lealdade. E acredito que esses temas a autora soube trabalhar bem. Talvez não tenha sido o suficiente para eu querer ler todos os livros da autora (rs), mas ela tem muito talento. 


Por fim, eu recomendo a leitura para aqueles que querem uma leitura com vibe de sessão da tarde e romancinho fofo. E mesmo com algumas ressalvas foi uma leitura muito agradável.

"Vinte e sete de novembro. Era uma data sem importância, apenas um pontinho no calendário. Mas foi também o dia que mudou minha vida, o dia em que comecei a amar Westry".

Sobre o autor

Sarah Jio é jornalista e já escreveu para muitas revistas conhecidas. Hoje é responsável por um blog de saúde e bem-estar, o Vitamin G. Sarah vive em Seattle com o marido, três filhos e Paisley, um golden retriever que rouba pés de meias. Ela é autora de As Violetas de Março.

Sobre a edição:


Eu li no kindle, mas o trabalho gráfico do livro está lindo. Nas passagens de capítulo tem sempre uma flor, achei um toque bem delicado na história. Lindinha.

Nota no Skoob

xX Beijos Xx