Álbum de Casamento (Quarteto de Noivas #01)
Autor: Nora Roberts
Ano: 2013
Páginas: 279
Editora: Arqueiro
Sinopse: Quando crianças, as amigas Parker, Emma, Laurel e Mac adoravam fazer casamentos de mentirinha no jardim. E elas pensavam em todos os detalhes. Depois de anos dessa brincadeira, não é de surpreender que tenham fundado a Votos, uma empresa de organização de casamentos bem-sucedida. Mas, apesar de planejar e tornar real o dia perfeito para tantos casais, nenhuma delas teve no amor a mesma sorte que tem nos negócios. Até agora. Com várias capas de revistas de noivas no currículo, a fotógrafa Mac é especialista em captar os momentos de pura felicidade, mesmo que nunca os tenha experimentado em sua vida. Por causa da separação dos pais e de seu difícil relacionamento com eles, Mac não leva muita fé no amor. Por isso não entende o frio na barriga que sente ao reencontrar Carter Maguire, um colega de escola com o qual nunca falara direito. Carter definitivamente não é o seu tipo. Professor de inglês apaixonado pelo que faz, ele cita Shakespeare e usa paletó de tweed. Por causa de uma antiga quedinha por Mac, fica atrapalhado na frente dela, sem saber bem como agir e o que falar. E mesmo assim ela não consegue resistir ao seu charme. Agora Carter está disposto a ganhar o coração de Mac e convencê-la de que ela é capaz de criar suas próprias lembranças felizes.

O que achei:


“... Dê uma chance a si mesma. O amor assusta e, às vezes, é passageiro. Mas vale a pena correr os riscos e ficar nervosa. Até se machucar vale a pena.”

"Álbum de casamento" é 1° livro do "Quarteto de Noivas".

Não sei vocês, mas eu amo filmes e livros que tenham essa temática. Não sei, algo mágico gira em torno! O amor parece sempre estar no ar. E claro, juntando casamento e a rainha do romance, Nora Roberts, parece ser uma mistura daquelas!

Confesso que eu tinha uma relação "confusa" com a autora. O livro anterior que li, algum da série mortal, eu simplesmente odiei (kkk) e jurei naquele momento nunca mais ler nada da autora. Aquelas BEM dramáticas não é? Mas como a vida é um eterno aprendizado e tentamos sempre melhorar (haha) resolvi dar mais uma chance para a autora E: AMEI!

Neste livro conhecemos Mac, que ainda criança, presenciou vários relacionamentos fracassados e aprendeu com a (terrível) mãe sobre como o "felizes para sempre" não existia. Os pais se separaram e nos raros encontros com o pai ganhou uma câmera fotográfica mesmo não tendo ideia como usá-la.

O carinho que Mac não encontrava em casa, achava ao lado das amigas. Que se juntavam para brincar de casamento. Seja ele com quem for! Árvores, passarinhos, outras amigas haha. Após várias brincadeiras de casamentos de faz de conta com as amigas, como um passe de mágica, com a câmera aprendeu que é possível não garantir o felizes para sempre, mas capturar uma lembrança feliz e fazê-la durar para sempre.


“Ser feliz para sempre talvez fosse conversa fiada, mas ela sabia que queria tirar mais fotos de momentos que fossem felizes. Porque, assim, eles permaneceriam para sempre.”

Já adulta, junto com as amigas, fundou a empresa de casamentos "Votos" e, como fotógrafa, é o seu trabalho registrar os momentos de felicidade dos casais.

Carter é o típico professor universitário de literatura. Do tipo que cita Shakespeare, usa paletó de Tweed e um óculos a tiracolo. Desde a época de escola nutre uma paixãozinha por Mac. E parece que ao vê-la novamente, ao acompanhar a irmã para os preparativos do casamento, a velha atração volta com tudo.

Carter é todo tímido e atrapalhado. O nerd fofo que a gente se apaixona nos filmes! Aí sério! O Carter é tão gracinha, tão fofura com o seu jeitinho desajeitado. Virou um dos meus top mocinhos perfeitos. Gostei do fato dele ser fofo, mas ainda sim ter atitude. E claro, respeitar o espaço da mocinha! Ah como eu amei isso! Mostrou pra mim o quão madura é a linha que a autora segue nesse romance.


“O amor não é um conceito amorfo criado pelos livros e pela poesia e impossível de atingir. É real, vital e necessário.”

Os personagens são muito legais! Bem desenvolvidos e você já consegue conhecer os outros personagens sem que o casal principal perca o brilho! E que ótimas amigas são as meninas da "Votos". Eu simplesmente adoro quando o autor sabe bem dividir as atenções do livro sem que o foco principal se perca. Mostra bem a realidade. Sobre como nem só de amor nós vivemos.

Conhecemos uma Mac que tenta lutar pela sua felicidade. E não só a felicidade amorosa. Há muitos anos vive uma relação abusiva com a mãe. "Mãe" esta que só liga para pedir dinheiro ou então exigir coisas da filha em troca de ameaças dramáticas. E é muito legal ver como isso é trabalhado no decorrer do livro. O crescimento da personagem é muito lindo de se acompanhar. Assim como também a busca dela pela realização profissional. Sobre amar o que você faz. Sobre buscar o porque desse amor quando a vida faz você esquecer.

Ah lindo!

Ler este livro é como comer twix. Doce, delicioso e é impossível querer parar de comer.
Aquele que a gente lê com um sorriso no rosto, sabe?

Aborda não só amor. Ao menos não só um tipo de amor. Tem amor romântico, de amizade, de família (e também que família vai além de laços de sangue), à profissão e amor próprio. 
Amor.

No sentido total da palavra.


"O amor assusta e , às vezes é passageiro. Mas vale a pena correr os riscos e ficar nervosa. Até se machucar vale a pena."

Eu poderia passar um dia inteiro falando sobre como esse livro é especial. Mas eu vou me contentar em apenas pedir para que vocês tenham essa experiencia FOFÍSSIMA de leitura! 

Ah! Livro lido com trilha porque fofura combina com música! Justin Bieber "Believe acústico" no repeat!


Mal posso esperar pelo 2° livro com a história da Emma e seus buquês.


"- Por quê? Por que eu?
- Porque a minha vida se abriu e se encheu de cores quando você entrou nela novamente."



Sobre o autor

Nora Roberts (nascida Eleanor Marie Robertson a 10 de Outubro de 1950) é uma escritora norte-americana, autora de best-sellers românticos. Foi a primeira mulher a figurar no Romance Writers of America Hall of Fame.

Autora de maior destaque da lista de best sellers no New York Times e a primeira a ser escolhida para a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos, Nora Roberts é considerada uma pintora de palavras que a cada pincelada, dá vida a personagens cheios de energia e vigor.
Escritora metódica e insaciável, Nora já publicou mais de 160 romances, a maior parte no gênero suspense romântico, traduzidos para 25 idiomas e editados em todo o mundo. Sua alta popularidade como romancista advém do grande talento que possui para sensibilizar o leitor ao escrever narrativas de suspense que também falam sobre turbilhão de emoções que acontecem quando entramos em contato com nossos sentimentos mais profundos, principalmente amor e paixão.

Suas histórias prendem o leitor com temas explícitos e intensos, descritos de forma clara e objetiva, passando uma mensagem curta e rica em detalhes. Os capítulos de seus livros são longos, e poucos, em média apenas 12. As paisagens descritas nos levam a viajar do México aos subúrbios de Washington, com certa suavidade e exatidão que sonhamos acordados, ou temos pesadelos!

Histórias publicadas no início de sua carreira: Negócio de Risco (1986); Alerta da Natureza (1984); A suspeita (1989);
No ano de 1995 a autora editou o primeiro volume da Série Mortal no original Naked in death (Nudez Mortal) sobre o pseudônimo de J.D. Robb, o qual hoje é prestigiado pelo mundo inteiro com mais de 25 volumes (em alguns países o número é menor). Autora Consagrada já vendeu mais de 2 milhões de livros em todos os países publicados.

Sobre a edição


Todas as capas da série "Quarteto das Noivas" são mega ultra master fofas. A diagramação é bem confortável. O livro é fino, mas com paginas boas. Ah! Corre pra ler vai. 

Nota no Skoob

xX Beijos Xx



Sal
Autor: Letícia Wierzchowski 
Ano: 2013
Páginas: 240
Editora: Intrínseca
Sinopse: Um farol enlouquecido deixa desamparados os homens do mar que circulam em torno da pequena e isolada ilha de La Duiva. Sob sua luz vacilante, a matriarca da família Godoy reconstitui as cicatrizes do passado. Em sua interminável tapeçaria, Cecília entrelaça as sinas de Ivan, seu marido, e de seus filhos ausentes, elegendo uma cor para cada um. Com uma linguagem poética, a premiada escritora gaúcha Leticia Wierzchowski, autora de A casa das sete mulheres, dá voz e vida a cada um dos integrantes da família Godoy, criando uma história delicada e surpreendente, enriquecida por múltiplos e divergentes pontos de vista.

O que achei:




"O farol pusera-se triste, meio demente de saudades. Afundava barcos por capricho, enlouquecendo nas noites de tormenta, assim como Cecília quase enlouquecia na sua cama, ouvindo os gemidos do vento e a reclamação contínua das ondas lá na praia como se fossem os seus filhos chorando quando eram crianças..."

Sal narra a história da família Godoy, cujos membros moram na isolada ilha La Duiva, local onde cuidam de um farol. O casal Ivan, Cecília e os seis filhos: Lucas, Orfeu, Tiberius, Julieta e as gêmeas Eva e Flora.

Flora, uma das narradoras principais, nos apresenta a historia dos outros personagens de forma atípica. Porém, cada personagem é uma cor. É um sentimento. Cada personagem tem o seu sentido de estar ali.

Cada voz traz erros e acertos. Atitudes humanas (ate demais) que despertou em mim diversos sentimentos. Cada voz é impar, mas se completa. Vi uma resenha em que a pessoa colocava o livro como uma "colcha de retalhos". E achei maravilhoso ver como isso é realmente o que o livro é. 

“Ás vezes, entre uma página e outra, eu levantava os olhos para a vida ao meu redor.”

Pequenos fragmentos, uns ásperos e outros macios, uns coloridos e outros cinzas... Mas que ali. Costurados com esmero se completam perfeitamente.

“Palavras. Eu colecionava palavras. Varanda, faiança, ametista, ventríloquo, rubéola, ampola, cripta , madeixa, cintilância, amêndoa. Eu as saboreava como se elas tivessem gosto, e o sumo das palavras preferidas escorria pela minha boca.”

Comprei "Sal", confesso, por impulso, por causa da autora. Leticia Wierzchowski é uma autora que eu "nem conheço e ja considero pakas" sabe? Haha eu sou completamente apaixonada pela minissérie "A casa das sete mulheres" e vi em "Sal" a oportunidade de conhecer a escrita da autora antes de pegar a obra que originou a minissérie.

E eis, para o meu deleite, que Leticia escreve de forma singela. Doce e delicada. É um belo exemplo de como a literatura nacional não pode ser negligenciada.

A narrativa não segue uma linha reta. São diferentes pontos de vistas, fala de passado e também de presente e é escrito em primeira e em terceira pessoa. No começo eu senti uma dificuldade de me acostumar por não saber ao certo o que/quem o capítulo abordava até aparecer o nome da pessoa pelo meio rsrs.

As lembranças são apresentadas sem aquele enfadonho "fato atual citando algo + lembrança daquele fato". Os fatos sempre são novos. Uma lembrança que parece solta, mas que faz todo o sentido de estar ali. Naquele momento.

"Meu mundo de ficção se alicerçava neste outro, o real, o mundo para além da página, onde eu respirava."

Sal causa um aperto no peito. Uma tristeza e um sentimento de vazio que não sabemos de onde vem, mas fica ali. Como um farol.

Um farol que ao ser atingido pela perda de uma pessoa amada, está de luto.  Enlouquecido, seu pulso está desorientado. Descontando sua ira em embarcações, causando catástrofes.

Sempre achei que existia algo mágico a respeito dos faróis. Algo melancólico e misterioso. Um facho de luz em meio a uma imensidão de água. 

Sal é sincero. É sereno mesmo em meio a tormenta. É inesquecível.

"Quando comecei, não sabia exatamente o que estava buscando. Não era pedra e não era água. Procurei no alto e não encontrei nada. Procurei no chão e para além dele. Para além de tudo".

Sobre o autor

Antes de se dedicar às letras, começou a cursar a faculdade de arquitetura, que não chegou a completar. Foi proprietária de uma confecção de roupas e trabalhou no escritório de construção civil de seu pai. Enquanto trabalhava neste último emprego, começou a escrever ficção.
Seu romance de estreia, publicado em 1998 e relançado em 2001, O anjo e o resto de nós, conta a saga da família Flores, ambientada no início do século XX no interior do Rio Grande do Sul.
A escritora gaúcha Martha Medeiros sugeriu a leitura do primeiro romance de Letícia a um amigo paulistano de naturalidade gaúcha e descendente, como Letícia, de poloneses. O publicitário Marcelo Pires gostou tanto do livro que enviou, em dezembro de 1998, um e-mail à autora e ambos passaram a se corresponder regularmente pela rede. Menos de um ano após a primeira mensagem, em 17 de setembro de 1999, Letícia e Marcelo casaram-se. Na cerimônia de casamento, o casal distribuiu aos convidados um pequeno livro com algumas das mensagens trocadas por eles. Um dos participantes da festa, o editor Ivan Pinheiro Machado, da LP&M, acreditou que o livro poderia fazer sucesso e lançou uma edição comercial. Nascia assim, em 1999, o livro Eu@teamo.com.br, que teve suas duas edições rapidamente esgotadas.
O grande sucesso literário de Letícia viria com o romance A casa das sete mulheres, adaptado pela Rede Globo numa minissérie que foi ao ar em 2003 e reexibida em 2006. Instada por seus editores a escrever uma continuação da saga das sete mulheres gaúchas durante a Revolução Farroupilha, recusou-se de início, pois tinha outros projetos literários. No entanto, acabou cedendo às pressões e lançou Um farol no pampa, em que retoma a vida dos personagens d’A casa.
Lançou em 2006 sua décima-primeira obra, Uma ponte para Terebin,em que narra a história de seu avô polonês. Ao mesmo tempo, trabalha, em parceria com Tabajara Ruas, no roteiro cinematográfico de O Continente, baseado na obra de Érico Veríssimo.

Sobre a edição


Acredito que poucas edições da Intrínseca me desagradaram até hoje. Adorei a capa, simples e delicada assim como a história. A lombada deve uma cor diferenciada e é toda colorida. Sabe aquela cara de "eu li o livro?". Amei!

Nota no Skoob

Xx Beijos xX




João e Maria
Autor: Neil Gaiman
Ano: 2015
Páginas: 56
Editora: Intrínseca
Sinopse: O prestigiado escritor Neil Gaiman e o brilhante ilustrador Lorenzo Mattotti se encontram para recontar o clássico João e Maria. Familiar como um sonho e perturbador como um pesadelo, o conto narra a saga de dois irmãos que, em tempos de crise e falta de esperança, são abandonados pelos próprios pais e precisam enfrentar com coragem os perigos de uma floresta sombria. Em um texto poético, Gaiman revive a tradição dos contos de fada, dando profundidade à aventura dos irmãos, mas sem abandonar a autenticidade e o talento único de mesclar realismo e fantasia que o transformaram em um dos maiores autores de sua geração. Mattotti, por sua vez, dá um ar inteiramente novo ao clássico. Seus traços criam um jogo de luz e sombra, permitindo que o leitor desvende aos poucos a imagem, assim como os segredos da história de João e Maria.

O que achei:

"João e Maria" é uma parceria entre Neil Gaiman e Lorenzo Mattotti. Encontramos aqui o conto original dos irmãos Grimm, ilustrado e contado do jeitinho do Neil.

A história é sobre um casal com dois filhos em um tempo difícil em que a comida é escassa. A mãe passa então a persuadir o marido para que ele deixe os filhos na floresta, pois assim só seriam os dois a morrer de fome.

Na primeira tentativa, as crianças voltam para casa (seguindo o caminho das pedrinhas brancas), mas na segunda não. João, acreditando que o pai não faria uma nova tentativa, não tinha nada para marcar o caminho. A não ser um pão que a mãe deu antes que eles fossem. Só que os pães deixados no caminho são comidos e eles se veem assim em meio a floresta. Até que acham uma cara coberta de doces de uma bizarra velhinha.

by Evalds Dajevskis
Muitos questionaram sobre a necessidade de um relançamento do conto original. Conto original porque no conteúdo de Neil Gaiman pouco tem de diferente do publicado pelos irmãos Grimm.

Porem, acredito que é mais que isso o possível intuito do reconto. Fazendo um paralelo com a modernidade, o que nós somos capazes de fazer em uma situação extrema?.

Precisamos discutir o que estamos virando. Ou melhor, o que o ambiente, as situações que vivemos podem nos afetar (ou não). Vemos notícias nos jornais, na TV, na internet. Os conflitos mundiais com atitudes extremas. E, infelizmente, fora postagens no facebook "team" país X/país Y não vejo discussões sobre o comportamento humano.

Sobre pais e mães tendo que fazer o mesmo que os pais de João e Maria. Ou das casas de doces que seduzem como um oásis em meio ao caos. Ou até mesmo das crianças de hoje. No conto, para fugir da velha a jogam no forno quente para que morra.

by ORTS
Pera aí. Mas crianças não fariam isso não é? Assim como mães não abandonariam seus filhos. Só as má (drastas). Ou como velhinhas não prenderiam crianças em uma gaiola para  comê-las. Só as bruxas.
by NinjaASSN
Quem é a bruxa do mundo atual? A mãe/drasta? A casa de doces ou o caminho de pedras/pães?
Ao ler o livro pensei sobre o "O vilarejo" (Resenha), em como de certa forma encontramos um conflito bem parecido com "João e Maria", miséria extrema, fome, medo, melancolia. E das atitudes que alguém pode (ou não) tomar nesses momentos. 

Gaiman em um vídeo explica sobre a escolha deste conto em especial. Sobre como foi ao ter contato com o conto original que passou a olhar ele e aos outros como nunca tinha antes: Como comida em potencial.

Vamos pensar e discutir. Vamos concordar e discordar. Só falemos mais sobre aquilo que está ao nosso redor e nós não vemos ou não queremos ver.

O vídeo citado na resenha:



Sobre o autor:

Neil Gaiman nasceu em 1960, na cidade de Portchester, Inglaterra. Desde pequeno, demonstrou sua ligação com os quadrinhos. Seu trabalho mais conhecido é "Sandman", que o imortalizou entre os fãs de HQs. Por 75 números, Gaiman e "Sandman" foram se tornando cada vez mais famosos. A série tornou-se o carro-chefe do selo Vertigo, destinado a um público geralmente adulto que não queria mais saber de super-heróis. O autor ganhou reconhecimento da crítica ao receber prêmios ao redor do mundo, entre eles o prestigiado World Fantasy Award, geralmente concedidos apenas a obras em prosa.

Sobre a edição:


João e Maria foi publicado pela editora "Instrínseca". Em uma edição capa dura (estilo HQ). Eu adorei a capa (com uma das ilustrações como a capa americana), adoro livro preto! A minha decepção foi mesmo com as folhas. Eu acho que se fosse aquele material de HQ teria ficado mais legal. Assim como também daria pra ver melhor as ilustrações. As folhas era grossas (parece cartolina) e algumas coisas ficou com cara de xerox. Não curti isso. Mas de resto, eu amei.

Nota no Skoob


xX Beijos Xx


Trono de Vidro
Autor: Sarah J. Maas
Ano: 2013 
Páginas: 392
Editora: Galera Record
Sinopse: Nas sombrias e sujas minas de sal de Endovier, uma jovem de 18 anos está cumprindo sua sentença. Celaena é uma assassina, e a melhor de Adarlan. Aprisionada e fraca, ela está quase perdendo as esperanças quando recebe uma proposta. Terá de volta sua liberdade se representar o príncipe de Adarlan em uma competição, lutando contra os mais habilidosos assassinos e larápios do reino. Endovier é uma sentença de morte, e cada duelo em Adarlan será para viver ou morrer. Mas se o preço é ser livre, ela está disposta a tudo.

O que achei

"– Por que nenhum de vocês está aqui? – Guardas são inúteis em uma biblioteca. – Ora, como ele estava errado! Bibliotecas estavam cheias de ideias. Talvez as mais perigosas e poderosas armas."

O livro conta a história de Celaena. Que mesmo jovem é uma das assassinas mais legendárias do momento. Ao ser traída, foi capturada e mantida como escrava em uma prisão. Até que, é "chamada" pela príncipe e ele lhe propõe a liberdade em troca de que ela seja a sua representante na competição que vai escolher o campeão do rei.

Celaena (ou Calena que foi como eu li o livro todo) no início é tudo o que eu poderia pedir para uma protagonista.
É sarcástica, forte, determinada e se orgulha do que é e não abaixa a cabeça (não por vontade própria pelo menos) para ninguém.

Porém, acredito que no decorrer do livro ela se perdeu um "pouquinho" na paixonite (o que fez eu ter dificuldade de vê-la como assassina impiedosa e etc. Apesar dela ser a assassina mais sem habilidades que eu já vi). Mas nada grave. 
Claro que, devemos destacar que Celaena é uma personagem marcada por um passado que a obrigou a amadurecer e ser temida como uma forma de defesa daqueles que poderiam lhe fazer mal. Como escrava viu as piores coisas, estupros, espancamentos, viu gente morrer assim como também precisou matar. Acredito que isso foi uma tentativa da autora de mostrar que ela no fundo era "só uma adolescente". Não sei até que ponto tenho medo disso estragar os próximos livros.

A Celaena no castelo fica de frete com várias coisas que não são do seu natural. Cortesãs, princesas, vestidos extravagantes, fofocas e batalhas "silenciosas" pela atenção do príncipe.

Celaena precisa fingir ser uma ladra "afetada" que caiu de paraquedas na competição para que não vire algo caso revele a sua identidade de lendária assassina.

Mas parece que não só a competição coloca sua vida em jogo. Assassinatos começam a acontecer no castelo. E os competidores vão sendo assasinadas de forma bruta um a um. Será ela um alvo?.
E sim. Tudo indica que no decorrer da série lidaremos com um triângulo amoroso. Mas, pelo menos no nesse livro, Celaena indica se importar mais com ela acima de todas as coisas. O que eu acho ótimo e realmente espero que isso não mude. Não sei vocês, mas eu odeio quando o romance faz a personagem perder o foco do que é mais importante e toma decisões sem pensar.

Não que eu esteja shippando, mas eu adorei o capitão Chaol. E se a Celaena precisa da minha bênção (kkkk) para um namoro, que seja com ele.
Nada contra o príncipe! Mas eu tenho um pré desgosto com príncipes em livros desse tipo. Vai entender. Sou estranha. Chaol é "rabugento", aquele tipo que faz pequenos gestos fofos e finge que não liga. Own.

Mas quem sabe no decorrer não mudo não é? Estou tentando não me apegar a ninguém nesse sentido amoroso. Sou team Celaena mesmo.

Sobre a construção de mundo, eu gostei bastante do cenário do livro. As provas, os personagens e mais... Porém, devo destacar que não vi nada de "novo" neste primeiro livro da trilogia. Não quero comparar com outras séries já lançadas, mas eu não tive aquela sensação de "uaaaau que coisa louca. Nunca vi antes algo assim" (confesso que o fato de eu ter lido depois de "uma chama entre as cinzas" me estragou para outras séries no estilo).

A escrita da autora é muito gostosa! As páginas passam e você nem sente. Os fatos não são infantilizados ou então irreais. O livro é ao mesmo tempo cheio de coisas acontecendo e você fica querendo saber mais. Fora que os personagens secundários são bem construídos e você consegue se conectar com eles e não só com a protagonista. 

Estou muito empolgada pela continuação (que me falaram que é ótima!) e também para saber como o conflito vai se desenvolver.

Sobre o autor

Sarah J. Maas vive no sul da Califórnia, gosta dos filmes da Disney e música pop. Ela adora contos de fadas e balé, bebidas de café, e assistir programas de TV. Quando ela não está ocupada escrevendo romances de fantasia YA, gosta de explorar a costa da Califórnia.

Sobre a edição:



Meu deus que capa é essa?? Eu simplesmente AMO quando as capas são estilo "pintura" e azul é uma das minhas cores favoritas. As páginas tem uma diagramação ótima, os capítulos são curtos o que deixa a leitura dinâmica e a folhas são daquele estilo gostoso de pegar. Perfeito!

Nas telinhas:
A autora Sarah J. Maas revelou em seu twitter que “Trono de Vidro” será adaptado como série de televisão. O estúdio que comprou os direitos de adaptação é o The Mark Gordon Company (de Grey’s Anatomy e Criminal Minds).



Nota no Skoob



Oi gente!

Já comentei algumas vezes de como em 2016 estou tentando ser mais organizada. E também diminuir pra ontem a minha pilha de livros não lidos! A minha amiga Andressa do blog "Um dia me Livro" me marcou no insta em uma espécie "Termo de Compromisso de Leituras". Entrei no site da editora schoba e fiz do download. O documento consiste em você preencher com 40 livros para ler em 2016 e se caso descumpra esse Termo, não poderei comprar livros e nem pedi‐los de presente em 2017. Ai medo! Hahaha. É pesado, eu sei. Mas como eu li 131 no ano de 2015, devo ao menos tentar. Afinal amamos livros, mas amamos ler os livros que temos. E percebi que, apesar de ter lido muito nesse ano, adquiri muitos livros. Talvez até mais do que li! --'. 


O que fiz então foi adicionar os 12 livros que já tinha separado para ler esse ano e fui adicionando com cuidado os outros. Busquei não só colocar livros "esquecidos na estante" e sim muitos que eu quero ler muito e adquiri a pouco tempo!   




LIVROS PARA META DO ANO DE 2016


1.Outlander - LIDO [Resenha]

2.Golem e o Gênio - LIDO [Resenha]
3.Prince of Thorns
4.20 mil léguas submarinas
5. Feita de Fumaça e Osso
6. Os Maias
7. Gata Branca
8. A sociedade do anel
9. O gigante enterrado (Literamigas)
10. A história sem fim
11. O iluminado
12. Os irmãos Karamázov
13. Persépolis - LIDO [Resenha]
14. Divã - LIDO [Resenha]
15. Sal - LIDO [Resenha]
16. Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda
17. Álbum de casamento (Quarteto das noivas) - LIDO [Resenha]
18. Os filhos de Anansi
19. Psych Major Syndrome
20. As virgens suicidas
21. A evolução de Mara Dyer - LIDO [Resenha]
22. O lado mais sombrio
23. Os portões
24. Cidade de Vidro
25. Cidade das Cinzas - LIDO
26. Uma longa jornada
27. A desconstruçao de Mara Dyer - LIDO [Resenha]
28. Os homens que não amavam as mulheres
29. O livro do cemitério
30. Cinder - LIDO [Resenha]
31. Jurassic Park
32. O Morro dos Ventos Uivantes
33. Stardust - LIDO [Resenha]
34. O Jogo
35. Morte no Nilo - LIDO [Resenha]
36. E não sobrou nenhum - LIDO [Resenha]
37. Anatomia do Mal
38. No mundo da Luna
39. O nome do vento - LIDO 
40. A menina que roubava livros

Então gente! É isso. Espero conseguir, afinal fora me orgulhar muito de mim mesma (rsrs) poderei comprar livros a vontade em 2017 o/.




xX Beijos Xx


Becky Bloom em Hollywood
Autor: Sophie Kinsella
Ano: 2015 
Páginas: 560
Editora: Record
Sinopse: Los Angeles, reduto das celebridades mais famosas do mundo, de estilo de vida enlouquecedor e perdulário, cenário perfeito para que Rebecca Brandon (ex-Bloom) possa realizar suas fantasias mais glamorosas. E é para lá que ela e a família vão quando seu marido Luke é contratado para cuidar da carreira da famosa atriz Sage Seymour - e para Becky isso é um sinal de que ela está destinada a ser produtora de moda da badaladíssima celebridade e, quem sabe, também das maiores estrelas de Hollywood. Mas, assim que chega a LA, Becky descobre que sua rotina não será apenas de luxo e glamour. Alicia, uma rival do passado, também está na cidade. E o pior, é a queridinha das mães da concorridíssima pré-escola de Minnie. E o sonho de cuidar do look de Sage parece mais difícil do que ela imaginava. Até porque Luke vive adiando apresentar as duas. Então, por uma manobra do destino, Becky tem a chance de produzir a arqui-inimiga da atriz, e isso pode trazer alguns probleminhas. Pré-estreias, vestidos de gala, muitos paparazzi à sua volta, aulas de ioga e infinitas compras na Rodeo Drive. Claro que isso não acontecerá sem muitas encrencas e confusões. Será que Becky está mesmo perto de conseguir tudo o que sempre sonhou?

O que achei:

Becky está de volta. E mais louca que nunca!


Quando eu penso que ela não pode mais aprontar nada, eis que ela se muda para Los Angeles, a morada oficial das celebridades mundiais e claro que Becky estaria em seu melhor modo.

Confesso que me decepcionei um pouco com o último volume da série (Mini Becky Bloom) e tinha tido opniões conflitantes sobre a minha decisão de continuar a acompanhar ou não a série. Mas a verdade é que: Sophie Kinsella é Sophie Kinsella.. E a Becky é um daqueles personagens que amamos odiar haha. É mesmo que as vezes sinta vontade de abrir aquela cabecinha e colocar algum juízo... Ah gente! Eu me divirto! Hahaha.

O sétimo livro da série segue mais ou menos o mesmo ritmo dos outros. A Becky tem uma ideia super mega genial (que ela tem certeza que seja sucesso) e que claro acaba afetando não só ela como seus amigos e o seu paciente marido Luke.


Aqui, Becky se muda com Minnie, sua filha, para acompanhar Luke no seu novo empreendimento. Ele é contratado para trabalhar com a estrela de Hollywood Sage Seymour. E claro que Becky já arma um plano na sua mente: Ser uma super badalada produtora de moda de Sage. Afinal, assim que elas se conhecerem ÓBVIO que serão melhores amigas de infância e Sage amará todas as dicas da Becky .

Mas, Becky acaba se metendo em mais uma enrascada quando consegue um emprego com uma grande rival de Sage. E claro, acredita que não é importante falar para Luke. Aí olha! Quando eu leio os livros da Becky eu me pego falando sempre com o livro "Becky sua louca!!!!".


E oh. Essa é a magia da Sophie. Mesmo continuando com o mesmo plot (no caso da Becky) a cada livro, ainda assim ela envolve a gente.

Becky continua engraçada, apesar de querer matar ela por muitas vezes por ser tão ingênua, eu continuo amando a personagem da mesma forma do primeiro livro. Ela é aquele tipo sonhadora que acredita TANTO que tudo vai dar certo tão rápido quanto às suas ideias.. Que você só de ver a situação começa do já sabe que aquilo ali não tem como dar certo, mas claro que a Becky não pensa assim.

Ou melhor, os problemas vão vindo e ela somente os varre para debaixo do tapete. Mas até onde ela poderá fazer isso?


Luke, o marido sempre compreensivo (ou quase), mais uma vez dá uma prova de amor por essa louquinha! Mas será que ele aguentará ainda mais? E uma velha rival do passado volta para assombra-la. Desta vez em pele de cordeiro. 

E confesso, estou curiosa com a próxima "aventura" (enrascada) que ela vai se meter! O final deu dicas que finalmente iremos mergulhar mais fundo na vida de Becky. Mal posso esperar por "Shopaholic To the rescue" (ainda não publicado no Brasil). Mas, confesso que estou com medo depois de ler as resenhas gringas.



Sobre o autor


Sophie Kinsella (nascida Madeleine Wickham, Londres, 12 de dezembro de 1969) é uma escritora britânica. Foi uma ex-jornalista de economia, com especialização na área financeira e começou uma carreira como escritora. Autora da famosa série Becky Bloom (que virou até filme). Usa o nome de Sophie kinsella para as publicações de livros no estilo Chick lit e o seu nome verdadeiro Madeleine Wickham para livros contemporâneos.

Sobre a edição:

As edições dos livros da Becky (e os da Sophie no geral) sempre são fofissimas!! Mas desta vez a Record se superou! Fez uma edição em capa dura com jacket (que pretendo ter no futuro!!!) e ainda fez a brochura super fofa também! A edição é de um azul clarinho, com umas estrelinhas que brilham. Fofura total!!! A diagramação continua ótima. O livro é bem grande (+ de 500 páginas) mais você nem sente.

Nas telinhas:

Infelizmente só o primeiro livro "Os delírios de consumo de Becky Bloom" virou filme. Apesar de ter um final diferente dos livros (eu acredito que foi para dar sentido a ter só um filme) ele é muito engraçado! Tiveram algumas polêmicas na época pela australiana Isla Fisher ter feito a Becky (já que a Becky é E com MUITO orgulho britânica kkk) e o filme se passar em Nova York. Eu particularmente AMO a escolha. Ela é bem o que eu imagino da Becky.

Nota no Skoob


xX Beijos Xx


O Adversário Secreto
Autor: Agatha Christie
Ano: 2014 
Páginas: 384
Editora: Globo Livros
Sinopse: Iminência da revolução vermelha no ocidente é o pano de fundo do primeiro romance de Aghata Christie adaptado pelo cinema Em meio às conspirações bolcheviques do pós-guerra, a autora apresenta Tommy e Tuppence - o mais famoso casal dos romances policiais Pouco tempo depois do fim da Primeira Guerra Mundial, Prudence Cowley (Tuppence) e Thomas Beresford (Tommy), jovens amigos de infância, encontram-se por acaso na saída de uma estação de metrô. Desempregados, conversam sobre as dificuldades do pós-guerra, principalmente com relação àqueles que, como eles, retornavam à vida civil. Na casa de chá Lyons’ Corner House, cada um relata a vida que levara até então: Tommy chegara ao posto de tenente, tendo sido ferido mais de uma vez em combate; e Tuppence exercera diversas funções em hospitais, contribuindo para o esforço de guerra. Buscando a reinserção na sociedade, ambos enfrentam a completa falta de perspectiva futura e, assim, juntam-se numa empreitada pouco comum, imersos na urgência de ganhar dinheiro para, ao menos, sobreviver. Para isso, decidem publicar um anúncio um tanto quanto desesperado em um jornal, mas que já revela a audaz personalidade da dupla: “Dois jovens aventureiros oferecem seus serviços. Dispostos a fazer qualquer coisa, prontos para ir de bom grado a qualquer lugar. A remuneração deve ser boa. Nenhuma proposta sensata será recusada”. Acabam remendando o final: “Nenhuma proposta insensata será recusada”. Ocorre que, antes mesmo de conseguirem veicular a mensagem, recebem um convite de um senhor – que ouvira a conversa em Lyons’ Corner House – e acabam se envolvendo na busca de documentos secretos, comprometedores e capazes de levar a Inglaterra a uma crise sem precedentes. Estes documentos teriam resistido ao famoso naufrágio do RMS Lusitania, navio de passageiros bombardeado pelas forças alemãs em 1915, e estariam nas mãos de uma moça chamada Jane Finn. Os jovens e inexperientes detetives, contatados pelo serviço secreto britânico, partem no encalço da misteriosa Jane Finn com o dever de encontrá-la antes de Mr. Brown, gênio criminoso que deseja utilizar os documentos para ampliar seu poder pelo mundo.

O que achei:

Uma das minhas ultimas leituras de 2015 não poderia ser outra se não um livro da Rainha do Crime! E dessa vez resolvi dar uma folga para Poirot e embarcar em novos detetives da Agatha..
"Adversário secreto" é o primeiro livro do jovem casal Tommy e Prudence (Tuppence para os amigos). Dois amigos que, cansados da rotina, decidem abrir uma pequena "empresa" de investigação: Jovens Aventureiros LTDA. Que através de anúncios de jornais oferecem seus serviços para qualquer trabalho (desde que de bom senso!).


É importante destacar que aqui, diferente da maioria dos livros com casais de detetives etc, Tuppence não é uma "sexy assistente" ou uma ajudante qualquer. É tão importante quanto Tommy e não se coloca no papel de mulher indefesa que precisa de um homem para resgata-la (acredito que isso representa bem a visão da Agatha sobre o papel da mulher na sociedade. Tento em vista que vários de seus livros são protagonizados por mulheres investigadoras).

Diferente dos livros do Poirot (que eram os únicos que eu já havia lido), este tem uma vibe um pouco diferente. Se com Poirot geralmente ocorre o crime no inicio e no decorrer do livro temos o detetive pegando pistas e interrogando suspeitos, aqui nós temos um ar mais jovial.. Mais amador. É como se nós mesmos estivéssemos investigando. O estilo de narrativa é diferente também. Mais romanceado do que os livros mais "diretos" de Poirot. E eu adorei!
.
O livro é engraçado, instigante, leve e fora você ver o amorzinho de amigo para casal se formar (sem atrapalhar o mistério!).

Como já falei acima, este é um livro diferente dos outros da Agatha. Não gira em torno de um crime (propriamente dito), o sentimento que temos é justamente o nome da empresa dos amigos: Jovens aventureiros.
São dois jovens curiosos que se veem a frente de um mistério e partem para a grande aventura que será desvenda-lo. Não vou dizer que o mistério é difícil de desvendar, mas eu me divertir muito lendo.

O casal só aparece em cinco livros da autora, no qual acompanhamos o envelhecimento dos dois, tanto que um dos seus casos inclusive se passa em um asilo local.

Quero logo conhecer os outros dessa dupla!

Obs: O livro já chegou a ser publicado previamente com o nome de "O inimigo secreto" aqui no Brasil. 

Sobre a autora



Dame Agatha Mary Clarissa Mallowan (Torquay, 15 de Setembro de 1890 — Wallingford, 12 de Janeiro de 1976), mundialmente conhecida como Agatha Christie, foi uma romancista policial britânica, autora de mais de oitenta livros. Seus livros são dos mais traduzidos de todo o planeta, superados apenas pela Bíblia e pelas obras de Shakespeare, com mais de 4 bilhões de cópias vendidas em diversas línguas. Conhecida como Duquesa da Morte, Rainha do Crime, dentre outros títulos, criou os famosos personagens Hercule Poirot, Miss Marple, Tommy e Tuppence Beresford e Parker Pyne, entre outros.



Sobre a edição

Dessas novas edições dos livros da Agatha, eu não consigo decidir qual eu amo mais! Se é os da Globo livros ou da Nova Fronteira!! As duas são tão lindas e coloridinhas! Uma graça. Bela cama, ótima diagramação, a edição deixa a leitura ainda mais agradável.

Nas telinhas
Tommy e Tuppence já protagonizaram dois seriados (no mesmo estilo do "Poirot". Cada um ou dois episódios é um livro).

- 1983.

 

O primeiro "Agatha Christie's Partners in Crime: The Tommy & Tuppence Mysteries" lançado em 1983. Composta por 10 episódios de 50 minutos cada, trazia Francesca Annis no papel de Tuppence e James Warwick no papel de Tommy. Chegou a vencer um Emmy Awards.
Obs: Confesso que achei essa Tuppence um pouco velha para o que eu imaginei ao ler.

- 2015
 

 A segunda adaptação "Agatha Christie's Partners in Crime" foi feita recentemente pela BBC. Infelizmente a série foi cancelada e só teve 6 episódios (de 50 minutos cada) que abordaram "O adversários secreto" em três episódios e "N ou M" em três episódios também. Nesta adaptação Jessica Raine interpretou Tuppence e David Walliams deu vida a Tommy.
(Eu já baixei os episódios pra ver. Mas gostei dessa Tuppence. Só o Tommy que eu imaginei bem como a série de 1983.).

Obs. Eu vi algumas fotos do casal com atores diferentes, mas não achei nem um informação sobre. Sei que parece que na França teve uma adaptação. Se eu souber mais, eu atualizo aqui no post.

Nota no Skoob

Bem gente! É isso! ♥


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Resenha: Álbum de Casamento (Quarteto de Noivas #01) - Nora Roberts

Álbum de Casamento (Quarteto de Noivas #01)
Autor: Nora Roberts
Ano: 2013
Páginas: 279
Editora: Arqueiro
Sinopse: Quando crianças, as amigas Parker, Emma, Laurel e Mac adoravam fazer casamentos de mentirinha no jardim. E elas pensavam em todos os detalhes. Depois de anos dessa brincadeira, não é de surpreender que tenham fundado a Votos, uma empresa de organização de casamentos bem-sucedida. Mas, apesar de planejar e tornar real o dia perfeito para tantos casais, nenhuma delas teve no amor a mesma sorte que tem nos negócios. Até agora. Com várias capas de revistas de noivas no currículo, a fotógrafa Mac é especialista em captar os momentos de pura felicidade, mesmo que nunca os tenha experimentado em sua vida. Por causa da separação dos pais e de seu difícil relacionamento com eles, Mac não leva muita fé no amor. Por isso não entende o frio na barriga que sente ao reencontrar Carter Maguire, um colega de escola com o qual nunca falara direito. Carter definitivamente não é o seu tipo. Professor de inglês apaixonado pelo que faz, ele cita Shakespeare e usa paletó de tweed. Por causa de uma antiga quedinha por Mac, fica atrapalhado na frente dela, sem saber bem como agir e o que falar. E mesmo assim ela não consegue resistir ao seu charme. Agora Carter está disposto a ganhar o coração de Mac e convencê-la de que ela é capaz de criar suas próprias lembranças felizes.

O que achei:


“... Dê uma chance a si mesma. O amor assusta e, às vezes, é passageiro. Mas vale a pena correr os riscos e ficar nervosa. Até se machucar vale a pena.”

"Álbum de casamento" é 1° livro do "Quarteto de Noivas".

Não sei vocês, mas eu amo filmes e livros que tenham essa temática. Não sei, algo mágico gira em torno! O amor parece sempre estar no ar. E claro, juntando casamento e a rainha do romance, Nora Roberts, parece ser uma mistura daquelas!

Confesso que eu tinha uma relação "confusa" com a autora. O livro anterior que li, algum da série mortal, eu simplesmente odiei (kkk) e jurei naquele momento nunca mais ler nada da autora. Aquelas BEM dramáticas não é? Mas como a vida é um eterno aprendizado e tentamos sempre melhorar (haha) resolvi dar mais uma chance para a autora E: AMEI!

Neste livro conhecemos Mac, que ainda criança, presenciou vários relacionamentos fracassados e aprendeu com a (terrível) mãe sobre como o "felizes para sempre" não existia. Os pais se separaram e nos raros encontros com o pai ganhou uma câmera fotográfica mesmo não tendo ideia como usá-la.

O carinho que Mac não encontrava em casa, achava ao lado das amigas. Que se juntavam para brincar de casamento. Seja ele com quem for! Árvores, passarinhos, outras amigas haha. Após várias brincadeiras de casamentos de faz de conta com as amigas, como um passe de mágica, com a câmera aprendeu que é possível não garantir o felizes para sempre, mas capturar uma lembrança feliz e fazê-la durar para sempre.


“Ser feliz para sempre talvez fosse conversa fiada, mas ela sabia que queria tirar mais fotos de momentos que fossem felizes. Porque, assim, eles permaneceriam para sempre.”

Já adulta, junto com as amigas, fundou a empresa de casamentos "Votos" e, como fotógrafa, é o seu trabalho registrar os momentos de felicidade dos casais.

Carter é o típico professor universitário de literatura. Do tipo que cita Shakespeare, usa paletó de Tweed e um óculos a tiracolo. Desde a época de escola nutre uma paixãozinha por Mac. E parece que ao vê-la novamente, ao acompanhar a irmã para os preparativos do casamento, a velha atração volta com tudo.

Carter é todo tímido e atrapalhado. O nerd fofo que a gente se apaixona nos filmes! Aí sério! O Carter é tão gracinha, tão fofura com o seu jeitinho desajeitado. Virou um dos meus top mocinhos perfeitos. Gostei do fato dele ser fofo, mas ainda sim ter atitude. E claro, respeitar o espaço da mocinha! Ah como eu amei isso! Mostrou pra mim o quão madura é a linha que a autora segue nesse romance.


“O amor não é um conceito amorfo criado pelos livros e pela poesia e impossível de atingir. É real, vital e necessário.”

Os personagens são muito legais! Bem desenvolvidos e você já consegue conhecer os outros personagens sem que o casal principal perca o brilho! E que ótimas amigas são as meninas da "Votos". Eu simplesmente adoro quando o autor sabe bem dividir as atenções do livro sem que o foco principal se perca. Mostra bem a realidade. Sobre como nem só de amor nós vivemos.

Conhecemos uma Mac que tenta lutar pela sua felicidade. E não só a felicidade amorosa. Há muitos anos vive uma relação abusiva com a mãe. "Mãe" esta que só liga para pedir dinheiro ou então exigir coisas da filha em troca de ameaças dramáticas. E é muito legal ver como isso é trabalhado no decorrer do livro. O crescimento da personagem é muito lindo de se acompanhar. Assim como também a busca dela pela realização profissional. Sobre amar o que você faz. Sobre buscar o porque desse amor quando a vida faz você esquecer.

Ah lindo!

Ler este livro é como comer twix. Doce, delicioso e é impossível querer parar de comer.
Aquele que a gente lê com um sorriso no rosto, sabe?

Aborda não só amor. Ao menos não só um tipo de amor. Tem amor romântico, de amizade, de família (e também que família vai além de laços de sangue), à profissão e amor próprio. 
Amor.

No sentido total da palavra.


"O amor assusta e , às vezes é passageiro. Mas vale a pena correr os riscos e ficar nervosa. Até se machucar vale a pena."

Eu poderia passar um dia inteiro falando sobre como esse livro é especial. Mas eu vou me contentar em apenas pedir para que vocês tenham essa experiencia FOFÍSSIMA de leitura! 

Ah! Livro lido com trilha porque fofura combina com música! Justin Bieber "Believe acústico" no repeat!


Mal posso esperar pelo 2° livro com a história da Emma e seus buquês.


"- Por quê? Por que eu?
- Porque a minha vida se abriu e se encheu de cores quando você entrou nela novamente."



Sobre o autor

Nora Roberts (nascida Eleanor Marie Robertson a 10 de Outubro de 1950) é uma escritora norte-americana, autora de best-sellers românticos. Foi a primeira mulher a figurar no Romance Writers of America Hall of Fame.

Autora de maior destaque da lista de best sellers no New York Times e a primeira a ser escolhida para a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos, Nora Roberts é considerada uma pintora de palavras que a cada pincelada, dá vida a personagens cheios de energia e vigor.
Escritora metódica e insaciável, Nora já publicou mais de 160 romances, a maior parte no gênero suspense romântico, traduzidos para 25 idiomas e editados em todo o mundo. Sua alta popularidade como romancista advém do grande talento que possui para sensibilizar o leitor ao escrever narrativas de suspense que também falam sobre turbilhão de emoções que acontecem quando entramos em contato com nossos sentimentos mais profundos, principalmente amor e paixão.

Suas histórias prendem o leitor com temas explícitos e intensos, descritos de forma clara e objetiva, passando uma mensagem curta e rica em detalhes. Os capítulos de seus livros são longos, e poucos, em média apenas 12. As paisagens descritas nos levam a viajar do México aos subúrbios de Washington, com certa suavidade e exatidão que sonhamos acordados, ou temos pesadelos!

Histórias publicadas no início de sua carreira: Negócio de Risco (1986); Alerta da Natureza (1984); A suspeita (1989);
No ano de 1995 a autora editou o primeiro volume da Série Mortal no original Naked in death (Nudez Mortal) sobre o pseudônimo de J.D. Robb, o qual hoje é prestigiado pelo mundo inteiro com mais de 25 volumes (em alguns países o número é menor). Autora Consagrada já vendeu mais de 2 milhões de livros em todos os países publicados.

Sobre a edição


Todas as capas da série "Quarteto das Noivas" são mega ultra master fofas. A diagramação é bem confortável. O livro é fino, mas com paginas boas. Ah! Corre pra ler vai. 

Nota no Skoob

xX Beijos Xx


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Resenha: Sal - Letícia Wierzchowski

Sal
Autor: Letícia Wierzchowski 
Ano: 2013
Páginas: 240
Editora: Intrínseca
Sinopse: Um farol enlouquecido deixa desamparados os homens do mar que circulam em torno da pequena e isolada ilha de La Duiva. Sob sua luz vacilante, a matriarca da família Godoy reconstitui as cicatrizes do passado. Em sua interminável tapeçaria, Cecília entrelaça as sinas de Ivan, seu marido, e de seus filhos ausentes, elegendo uma cor para cada um. Com uma linguagem poética, a premiada escritora gaúcha Leticia Wierzchowski, autora de A casa das sete mulheres, dá voz e vida a cada um dos integrantes da família Godoy, criando uma história delicada e surpreendente, enriquecida por múltiplos e divergentes pontos de vista.

O que achei:




"O farol pusera-se triste, meio demente de saudades. Afundava barcos por capricho, enlouquecendo nas noites de tormenta, assim como Cecília quase enlouquecia na sua cama, ouvindo os gemidos do vento e a reclamação contínua das ondas lá na praia como se fossem os seus filhos chorando quando eram crianças..."

Sal narra a história da família Godoy, cujos membros moram na isolada ilha La Duiva, local onde cuidam de um farol. O casal Ivan, Cecília e os seis filhos: Lucas, Orfeu, Tiberius, Julieta e as gêmeas Eva e Flora.

Flora, uma das narradoras principais, nos apresenta a historia dos outros personagens de forma atípica. Porém, cada personagem é uma cor. É um sentimento. Cada personagem tem o seu sentido de estar ali.

Cada voz traz erros e acertos. Atitudes humanas (ate demais) que despertou em mim diversos sentimentos. Cada voz é impar, mas se completa. Vi uma resenha em que a pessoa colocava o livro como uma "colcha de retalhos". E achei maravilhoso ver como isso é realmente o que o livro é. 

“Ás vezes, entre uma página e outra, eu levantava os olhos para a vida ao meu redor.”

Pequenos fragmentos, uns ásperos e outros macios, uns coloridos e outros cinzas... Mas que ali. Costurados com esmero se completam perfeitamente.

“Palavras. Eu colecionava palavras. Varanda, faiança, ametista, ventríloquo, rubéola, ampola, cripta , madeixa, cintilância, amêndoa. Eu as saboreava como se elas tivessem gosto, e o sumo das palavras preferidas escorria pela minha boca.”

Comprei "Sal", confesso, por impulso, por causa da autora. Leticia Wierzchowski é uma autora que eu "nem conheço e ja considero pakas" sabe? Haha eu sou completamente apaixonada pela minissérie "A casa das sete mulheres" e vi em "Sal" a oportunidade de conhecer a escrita da autora antes de pegar a obra que originou a minissérie.

E eis, para o meu deleite, que Leticia escreve de forma singela. Doce e delicada. É um belo exemplo de como a literatura nacional não pode ser negligenciada.

A narrativa não segue uma linha reta. São diferentes pontos de vistas, fala de passado e também de presente e é escrito em primeira e em terceira pessoa. No começo eu senti uma dificuldade de me acostumar por não saber ao certo o que/quem o capítulo abordava até aparecer o nome da pessoa pelo meio rsrs.

As lembranças são apresentadas sem aquele enfadonho "fato atual citando algo + lembrança daquele fato". Os fatos sempre são novos. Uma lembrança que parece solta, mas que faz todo o sentido de estar ali. Naquele momento.

"Meu mundo de ficção se alicerçava neste outro, o real, o mundo para além da página, onde eu respirava."

Sal causa um aperto no peito. Uma tristeza e um sentimento de vazio que não sabemos de onde vem, mas fica ali. Como um farol.

Um farol que ao ser atingido pela perda de uma pessoa amada, está de luto.  Enlouquecido, seu pulso está desorientado. Descontando sua ira em embarcações, causando catástrofes.

Sempre achei que existia algo mágico a respeito dos faróis. Algo melancólico e misterioso. Um facho de luz em meio a uma imensidão de água. 

Sal é sincero. É sereno mesmo em meio a tormenta. É inesquecível.

"Quando comecei, não sabia exatamente o que estava buscando. Não era pedra e não era água. Procurei no alto e não encontrei nada. Procurei no chão e para além dele. Para além de tudo".

Sobre o autor

Antes de se dedicar às letras, começou a cursar a faculdade de arquitetura, que não chegou a completar. Foi proprietária de uma confecção de roupas e trabalhou no escritório de construção civil de seu pai. Enquanto trabalhava neste último emprego, começou a escrever ficção.
Seu romance de estreia, publicado em 1998 e relançado em 2001, O anjo e o resto de nós, conta a saga da família Flores, ambientada no início do século XX no interior do Rio Grande do Sul.
A escritora gaúcha Martha Medeiros sugeriu a leitura do primeiro romance de Letícia a um amigo paulistano de naturalidade gaúcha e descendente, como Letícia, de poloneses. O publicitário Marcelo Pires gostou tanto do livro que enviou, em dezembro de 1998, um e-mail à autora e ambos passaram a se corresponder regularmente pela rede. Menos de um ano após a primeira mensagem, em 17 de setembro de 1999, Letícia e Marcelo casaram-se. Na cerimônia de casamento, o casal distribuiu aos convidados um pequeno livro com algumas das mensagens trocadas por eles. Um dos participantes da festa, o editor Ivan Pinheiro Machado, da LP&M, acreditou que o livro poderia fazer sucesso e lançou uma edição comercial. Nascia assim, em 1999, o livro Eu@teamo.com.br, que teve suas duas edições rapidamente esgotadas.
O grande sucesso literário de Letícia viria com o romance A casa das sete mulheres, adaptado pela Rede Globo numa minissérie que foi ao ar em 2003 e reexibida em 2006. Instada por seus editores a escrever uma continuação da saga das sete mulheres gaúchas durante a Revolução Farroupilha, recusou-se de início, pois tinha outros projetos literários. No entanto, acabou cedendo às pressões e lançou Um farol no pampa, em que retoma a vida dos personagens d’A casa.
Lançou em 2006 sua décima-primeira obra, Uma ponte para Terebin,em que narra a história de seu avô polonês. Ao mesmo tempo, trabalha, em parceria com Tabajara Ruas, no roteiro cinematográfico de O Continente, baseado na obra de Érico Veríssimo.

Sobre a edição


Acredito que poucas edições da Intrínseca me desagradaram até hoje. Adorei a capa, simples e delicada assim como a história. A lombada deve uma cor diferenciada e é toda colorida. Sabe aquela cara de "eu li o livro?". Amei!

Nota no Skoob

Xx Beijos xX



terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Resenha: João e Maria - Neil Gaiman

João e Maria
Autor: Neil Gaiman
Ano: 2015
Páginas: 56
Editora: Intrínseca
Sinopse: O prestigiado escritor Neil Gaiman e o brilhante ilustrador Lorenzo Mattotti se encontram para recontar o clássico João e Maria. Familiar como um sonho e perturbador como um pesadelo, o conto narra a saga de dois irmãos que, em tempos de crise e falta de esperança, são abandonados pelos próprios pais e precisam enfrentar com coragem os perigos de uma floresta sombria. Em um texto poético, Gaiman revive a tradição dos contos de fada, dando profundidade à aventura dos irmãos, mas sem abandonar a autenticidade e o talento único de mesclar realismo e fantasia que o transformaram em um dos maiores autores de sua geração. Mattotti, por sua vez, dá um ar inteiramente novo ao clássico. Seus traços criam um jogo de luz e sombra, permitindo que o leitor desvende aos poucos a imagem, assim como os segredos da história de João e Maria.

O que achei:

"João e Maria" é uma parceria entre Neil Gaiman e Lorenzo Mattotti. Encontramos aqui o conto original dos irmãos Grimm, ilustrado e contado do jeitinho do Neil.

A história é sobre um casal com dois filhos em um tempo difícil em que a comida é escassa. A mãe passa então a persuadir o marido para que ele deixe os filhos na floresta, pois assim só seriam os dois a morrer de fome.

Na primeira tentativa, as crianças voltam para casa (seguindo o caminho das pedrinhas brancas), mas na segunda não. João, acreditando que o pai não faria uma nova tentativa, não tinha nada para marcar o caminho. A não ser um pão que a mãe deu antes que eles fossem. Só que os pães deixados no caminho são comidos e eles se veem assim em meio a floresta. Até que acham uma cara coberta de doces de uma bizarra velhinha.

by Evalds Dajevskis
Muitos questionaram sobre a necessidade de um relançamento do conto original. Conto original porque no conteúdo de Neil Gaiman pouco tem de diferente do publicado pelos irmãos Grimm.

Porem, acredito que é mais que isso o possível intuito do reconto. Fazendo um paralelo com a modernidade, o que nós somos capazes de fazer em uma situação extrema?.

Precisamos discutir o que estamos virando. Ou melhor, o que o ambiente, as situações que vivemos podem nos afetar (ou não). Vemos notícias nos jornais, na TV, na internet. Os conflitos mundiais com atitudes extremas. E, infelizmente, fora postagens no facebook "team" país X/país Y não vejo discussões sobre o comportamento humano.

Sobre pais e mães tendo que fazer o mesmo que os pais de João e Maria. Ou das casas de doces que seduzem como um oásis em meio ao caos. Ou até mesmo das crianças de hoje. No conto, para fugir da velha a jogam no forno quente para que morra.

by ORTS
Pera aí. Mas crianças não fariam isso não é? Assim como mães não abandonariam seus filhos. Só as má (drastas). Ou como velhinhas não prenderiam crianças em uma gaiola para  comê-las. Só as bruxas.
by NinjaASSN
Quem é a bruxa do mundo atual? A mãe/drasta? A casa de doces ou o caminho de pedras/pães?
Ao ler o livro pensei sobre o "O vilarejo" (Resenha), em como de certa forma encontramos um conflito bem parecido com "João e Maria", miséria extrema, fome, medo, melancolia. E das atitudes que alguém pode (ou não) tomar nesses momentos. 

Gaiman em um vídeo explica sobre a escolha deste conto em especial. Sobre como foi ao ter contato com o conto original que passou a olhar ele e aos outros como nunca tinha antes: Como comida em potencial.

Vamos pensar e discutir. Vamos concordar e discordar. Só falemos mais sobre aquilo que está ao nosso redor e nós não vemos ou não queremos ver.

O vídeo citado na resenha:



Sobre o autor:

Neil Gaiman nasceu em 1960, na cidade de Portchester, Inglaterra. Desde pequeno, demonstrou sua ligação com os quadrinhos. Seu trabalho mais conhecido é "Sandman", que o imortalizou entre os fãs de HQs. Por 75 números, Gaiman e "Sandman" foram se tornando cada vez mais famosos. A série tornou-se o carro-chefe do selo Vertigo, destinado a um público geralmente adulto que não queria mais saber de super-heróis. O autor ganhou reconhecimento da crítica ao receber prêmios ao redor do mundo, entre eles o prestigiado World Fantasy Award, geralmente concedidos apenas a obras em prosa.

Sobre a edição:


João e Maria foi publicado pela editora "Instrínseca". Em uma edição capa dura (estilo HQ). Eu adorei a capa (com uma das ilustrações como a capa americana), adoro livro preto! A minha decepção foi mesmo com as folhas. Eu acho que se fosse aquele material de HQ teria ficado mais legal. Assim como também daria pra ver melhor as ilustrações. As folhas era grossas (parece cartolina) e algumas coisas ficou com cara de xerox. Não curti isso. Mas de resto, eu amei.

Nota no Skoob


xX Beijos Xx

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Resenha: Trono de Vidro - Sarah J. Maas

Trono de Vidro
Autor: Sarah J. Maas
Ano: 2013 
Páginas: 392
Editora: Galera Record
Sinopse: Nas sombrias e sujas minas de sal de Endovier, uma jovem de 18 anos está cumprindo sua sentença. Celaena é uma assassina, e a melhor de Adarlan. Aprisionada e fraca, ela está quase perdendo as esperanças quando recebe uma proposta. Terá de volta sua liberdade se representar o príncipe de Adarlan em uma competição, lutando contra os mais habilidosos assassinos e larápios do reino. Endovier é uma sentença de morte, e cada duelo em Adarlan será para viver ou morrer. Mas se o preço é ser livre, ela está disposta a tudo.

O que achei

"– Por que nenhum de vocês está aqui? – Guardas são inúteis em uma biblioteca. – Ora, como ele estava errado! Bibliotecas estavam cheias de ideias. Talvez as mais perigosas e poderosas armas."

O livro conta a história de Celaena. Que mesmo jovem é uma das assassinas mais legendárias do momento. Ao ser traída, foi capturada e mantida como escrava em uma prisão. Até que, é "chamada" pela príncipe e ele lhe propõe a liberdade em troca de que ela seja a sua representante na competição que vai escolher o campeão do rei.

Celaena (ou Calena que foi como eu li o livro todo) no início é tudo o que eu poderia pedir para uma protagonista.
É sarcástica, forte, determinada e se orgulha do que é e não abaixa a cabeça (não por vontade própria pelo menos) para ninguém.

Porém, acredito que no decorrer do livro ela se perdeu um "pouquinho" na paixonite (o que fez eu ter dificuldade de vê-la como assassina impiedosa e etc. Apesar dela ser a assassina mais sem habilidades que eu já vi). Mas nada grave. 
Claro que, devemos destacar que Celaena é uma personagem marcada por um passado que a obrigou a amadurecer e ser temida como uma forma de defesa daqueles que poderiam lhe fazer mal. Como escrava viu as piores coisas, estupros, espancamentos, viu gente morrer assim como também precisou matar. Acredito que isso foi uma tentativa da autora de mostrar que ela no fundo era "só uma adolescente". Não sei até que ponto tenho medo disso estragar os próximos livros.

A Celaena no castelo fica de frete com várias coisas que não são do seu natural. Cortesãs, princesas, vestidos extravagantes, fofocas e batalhas "silenciosas" pela atenção do príncipe.

Celaena precisa fingir ser uma ladra "afetada" que caiu de paraquedas na competição para que não vire algo caso revele a sua identidade de lendária assassina.

Mas parece que não só a competição coloca sua vida em jogo. Assassinatos começam a acontecer no castelo. E os competidores vão sendo assasinadas de forma bruta um a um. Será ela um alvo?.
E sim. Tudo indica que no decorrer da série lidaremos com um triângulo amoroso. Mas, pelo menos no nesse livro, Celaena indica se importar mais com ela acima de todas as coisas. O que eu acho ótimo e realmente espero que isso não mude. Não sei vocês, mas eu odeio quando o romance faz a personagem perder o foco do que é mais importante e toma decisões sem pensar.

Não que eu esteja shippando, mas eu adorei o capitão Chaol. E se a Celaena precisa da minha bênção (kkkk) para um namoro, que seja com ele.
Nada contra o príncipe! Mas eu tenho um pré desgosto com príncipes em livros desse tipo. Vai entender. Sou estranha. Chaol é "rabugento", aquele tipo que faz pequenos gestos fofos e finge que não liga. Own.

Mas quem sabe no decorrer não mudo não é? Estou tentando não me apegar a ninguém nesse sentido amoroso. Sou team Celaena mesmo.

Sobre a construção de mundo, eu gostei bastante do cenário do livro. As provas, os personagens e mais... Porém, devo destacar que não vi nada de "novo" neste primeiro livro da trilogia. Não quero comparar com outras séries já lançadas, mas eu não tive aquela sensação de "uaaaau que coisa louca. Nunca vi antes algo assim" (confesso que o fato de eu ter lido depois de "uma chama entre as cinzas" me estragou para outras séries no estilo).

A escrita da autora é muito gostosa! As páginas passam e você nem sente. Os fatos não são infantilizados ou então irreais. O livro é ao mesmo tempo cheio de coisas acontecendo e você fica querendo saber mais. Fora que os personagens secundários são bem construídos e você consegue se conectar com eles e não só com a protagonista. 

Estou muito empolgada pela continuação (que me falaram que é ótima!) e também para saber como o conflito vai se desenvolver.

Sobre o autor

Sarah J. Maas vive no sul da Califórnia, gosta dos filmes da Disney e música pop. Ela adora contos de fadas e balé, bebidas de café, e assistir programas de TV. Quando ela não está ocupada escrevendo romances de fantasia YA, gosta de explorar a costa da Califórnia.

Sobre a edição:



Meu deus que capa é essa?? Eu simplesmente AMO quando as capas são estilo "pintura" e azul é uma das minhas cores favoritas. As páginas tem uma diagramação ótima, os capítulos são curtos o que deixa a leitura dinâmica e a folhas são daquele estilo gostoso de pegar. Perfeito!

Nas telinhas:
A autora Sarah J. Maas revelou em seu twitter que “Trono de Vidro” será adaptado como série de televisão. O estúdio que comprou os direitos de adaptação é o The Mark Gordon Company (de Grey’s Anatomy e Criminal Minds).



Nota no Skoob

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Metas Literárias Para 2016


Oi gente!

Já comentei algumas vezes de como em 2016 estou tentando ser mais organizada. E também diminuir pra ontem a minha pilha de livros não lidos! A minha amiga Andressa do blog "Um dia me Livro" me marcou no insta em uma espécie "Termo de Compromisso de Leituras". Entrei no site da editora schoba e fiz do download. O documento consiste em você preencher com 40 livros para ler em 2016 e se caso descumpra esse Termo, não poderei comprar livros e nem pedi‐los de presente em 2017. Ai medo! Hahaha. É pesado, eu sei. Mas como eu li 131 no ano de 2015, devo ao menos tentar. Afinal amamos livros, mas amamos ler os livros que temos. E percebi que, apesar de ter lido muito nesse ano, adquiri muitos livros. Talvez até mais do que li! --'. 


O que fiz então foi adicionar os 12 livros que já tinha separado para ler esse ano e fui adicionando com cuidado os outros. Busquei não só colocar livros "esquecidos na estante" e sim muitos que eu quero ler muito e adquiri a pouco tempo!   




LIVROS PARA META DO ANO DE 2016


1.Outlander - LIDO [Resenha]

2.Golem e o Gênio - LIDO [Resenha]
3.Prince of Thorns
4.20 mil léguas submarinas
5. Feita de Fumaça e Osso
6. Os Maias
7. Gata Branca
8. A sociedade do anel
9. O gigante enterrado (Literamigas)
10. A história sem fim
11. O iluminado
12. Os irmãos Karamázov
13. Persépolis - LIDO [Resenha]
14. Divã - LIDO [Resenha]
15. Sal - LIDO [Resenha]
16. Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda
17. Álbum de casamento (Quarteto das noivas) - LIDO [Resenha]
18. Os filhos de Anansi
19. Psych Major Syndrome
20. As virgens suicidas
21. A evolução de Mara Dyer - LIDO [Resenha]
22. O lado mais sombrio
23. Os portões
24. Cidade de Vidro
25. Cidade das Cinzas - LIDO
26. Uma longa jornada
27. A desconstruçao de Mara Dyer - LIDO [Resenha]
28. Os homens que não amavam as mulheres
29. O livro do cemitério
30. Cinder - LIDO [Resenha]
31. Jurassic Park
32. O Morro dos Ventos Uivantes
33. Stardust - LIDO [Resenha]
34. O Jogo
35. Morte no Nilo - LIDO [Resenha]
36. E não sobrou nenhum - LIDO [Resenha]
37. Anatomia do Mal
38. No mundo da Luna
39. O nome do vento - LIDO 
40. A menina que roubava livros

Então gente! É isso. Espero conseguir, afinal fora me orgulhar muito de mim mesma (rsrs) poderei comprar livros a vontade em 2017 o/.




xX Beijos Xx

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Resenha: Becky Bloom em Hollywood - Sophie Kinsella

Becky Bloom em Hollywood
Autor: Sophie Kinsella
Ano: 2015 
Páginas: 560
Editora: Record
Sinopse: Los Angeles, reduto das celebridades mais famosas do mundo, de estilo de vida enlouquecedor e perdulário, cenário perfeito para que Rebecca Brandon (ex-Bloom) possa realizar suas fantasias mais glamorosas. E é para lá que ela e a família vão quando seu marido Luke é contratado para cuidar da carreira da famosa atriz Sage Seymour - e para Becky isso é um sinal de que ela está destinada a ser produtora de moda da badaladíssima celebridade e, quem sabe, também das maiores estrelas de Hollywood. Mas, assim que chega a LA, Becky descobre que sua rotina não será apenas de luxo e glamour. Alicia, uma rival do passado, também está na cidade. E o pior, é a queridinha das mães da concorridíssima pré-escola de Minnie. E o sonho de cuidar do look de Sage parece mais difícil do que ela imaginava. Até porque Luke vive adiando apresentar as duas. Então, por uma manobra do destino, Becky tem a chance de produzir a arqui-inimiga da atriz, e isso pode trazer alguns probleminhas. Pré-estreias, vestidos de gala, muitos paparazzi à sua volta, aulas de ioga e infinitas compras na Rodeo Drive. Claro que isso não acontecerá sem muitas encrencas e confusões. Será que Becky está mesmo perto de conseguir tudo o que sempre sonhou?

O que achei:

Becky está de volta. E mais louca que nunca!


Quando eu penso que ela não pode mais aprontar nada, eis que ela se muda para Los Angeles, a morada oficial das celebridades mundiais e claro que Becky estaria em seu melhor modo.

Confesso que me decepcionei um pouco com o último volume da série (Mini Becky Bloom) e tinha tido opniões conflitantes sobre a minha decisão de continuar a acompanhar ou não a série. Mas a verdade é que: Sophie Kinsella é Sophie Kinsella.. E a Becky é um daqueles personagens que amamos odiar haha. É mesmo que as vezes sinta vontade de abrir aquela cabecinha e colocar algum juízo... Ah gente! Eu me divirto! Hahaha.

O sétimo livro da série segue mais ou menos o mesmo ritmo dos outros. A Becky tem uma ideia super mega genial (que ela tem certeza que seja sucesso) e que claro acaba afetando não só ela como seus amigos e o seu paciente marido Luke.


Aqui, Becky se muda com Minnie, sua filha, para acompanhar Luke no seu novo empreendimento. Ele é contratado para trabalhar com a estrela de Hollywood Sage Seymour. E claro que Becky já arma um plano na sua mente: Ser uma super badalada produtora de moda de Sage. Afinal, assim que elas se conhecerem ÓBVIO que serão melhores amigas de infância e Sage amará todas as dicas da Becky .

Mas, Becky acaba se metendo em mais uma enrascada quando consegue um emprego com uma grande rival de Sage. E claro, acredita que não é importante falar para Luke. Aí olha! Quando eu leio os livros da Becky eu me pego falando sempre com o livro "Becky sua louca!!!!".


E oh. Essa é a magia da Sophie. Mesmo continuando com o mesmo plot (no caso da Becky) a cada livro, ainda assim ela envolve a gente.

Becky continua engraçada, apesar de querer matar ela por muitas vezes por ser tão ingênua, eu continuo amando a personagem da mesma forma do primeiro livro. Ela é aquele tipo sonhadora que acredita TANTO que tudo vai dar certo tão rápido quanto às suas ideias.. Que você só de ver a situação começa do já sabe que aquilo ali não tem como dar certo, mas claro que a Becky não pensa assim.

Ou melhor, os problemas vão vindo e ela somente os varre para debaixo do tapete. Mas até onde ela poderá fazer isso?


Luke, o marido sempre compreensivo (ou quase), mais uma vez dá uma prova de amor por essa louquinha! Mas será que ele aguentará ainda mais? E uma velha rival do passado volta para assombra-la. Desta vez em pele de cordeiro. 

E confesso, estou curiosa com a próxima "aventura" (enrascada) que ela vai se meter! O final deu dicas que finalmente iremos mergulhar mais fundo na vida de Becky. Mal posso esperar por "Shopaholic To the rescue" (ainda não publicado no Brasil). Mas, confesso que estou com medo depois de ler as resenhas gringas.



Sobre o autor


Sophie Kinsella (nascida Madeleine Wickham, Londres, 12 de dezembro de 1969) é uma escritora britânica. Foi uma ex-jornalista de economia, com especialização na área financeira e começou uma carreira como escritora. Autora da famosa série Becky Bloom (que virou até filme). Usa o nome de Sophie kinsella para as publicações de livros no estilo Chick lit e o seu nome verdadeiro Madeleine Wickham para livros contemporâneos.

Sobre a edição:

As edições dos livros da Becky (e os da Sophie no geral) sempre são fofissimas!! Mas desta vez a Record se superou! Fez uma edição em capa dura com jacket (que pretendo ter no futuro!!!) e ainda fez a brochura super fofa também! A edição é de um azul clarinho, com umas estrelinhas que brilham. Fofura total!!! A diagramação continua ótima. O livro é bem grande (+ de 500 páginas) mais você nem sente.

Nas telinhas:

Infelizmente só o primeiro livro "Os delírios de consumo de Becky Bloom" virou filme. Apesar de ter um final diferente dos livros (eu acredito que foi para dar sentido a ter só um filme) ele é muito engraçado! Tiveram algumas polêmicas na época pela australiana Isla Fisher ter feito a Becky (já que a Becky é E com MUITO orgulho britânica kkk) e o filme se passar em Nova York. Eu particularmente AMO a escolha. Ela é bem o que eu imagino da Becky.

Nota no Skoob


xX Beijos Xx

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Resenha: O Adversário Secreto - Agatha Christie

O Adversário Secreto
Autor: Agatha Christie
Ano: 2014 
Páginas: 384
Editora: Globo Livros
Sinopse: Iminência da revolução vermelha no ocidente é o pano de fundo do primeiro romance de Aghata Christie adaptado pelo cinema Em meio às conspirações bolcheviques do pós-guerra, a autora apresenta Tommy e Tuppence - o mais famoso casal dos romances policiais Pouco tempo depois do fim da Primeira Guerra Mundial, Prudence Cowley (Tuppence) e Thomas Beresford (Tommy), jovens amigos de infância, encontram-se por acaso na saída de uma estação de metrô. Desempregados, conversam sobre as dificuldades do pós-guerra, principalmente com relação àqueles que, como eles, retornavam à vida civil. Na casa de chá Lyons’ Corner House, cada um relata a vida que levara até então: Tommy chegara ao posto de tenente, tendo sido ferido mais de uma vez em combate; e Tuppence exercera diversas funções em hospitais, contribuindo para o esforço de guerra. Buscando a reinserção na sociedade, ambos enfrentam a completa falta de perspectiva futura e, assim, juntam-se numa empreitada pouco comum, imersos na urgência de ganhar dinheiro para, ao menos, sobreviver. Para isso, decidem publicar um anúncio um tanto quanto desesperado em um jornal, mas que já revela a audaz personalidade da dupla: “Dois jovens aventureiros oferecem seus serviços. Dispostos a fazer qualquer coisa, prontos para ir de bom grado a qualquer lugar. A remuneração deve ser boa. Nenhuma proposta sensata será recusada”. Acabam remendando o final: “Nenhuma proposta insensata será recusada”. Ocorre que, antes mesmo de conseguirem veicular a mensagem, recebem um convite de um senhor – que ouvira a conversa em Lyons’ Corner House – e acabam se envolvendo na busca de documentos secretos, comprometedores e capazes de levar a Inglaterra a uma crise sem precedentes. Estes documentos teriam resistido ao famoso naufrágio do RMS Lusitania, navio de passageiros bombardeado pelas forças alemãs em 1915, e estariam nas mãos de uma moça chamada Jane Finn. Os jovens e inexperientes detetives, contatados pelo serviço secreto britânico, partem no encalço da misteriosa Jane Finn com o dever de encontrá-la antes de Mr. Brown, gênio criminoso que deseja utilizar os documentos para ampliar seu poder pelo mundo.

O que achei:

Uma das minhas ultimas leituras de 2015 não poderia ser outra se não um livro da Rainha do Crime! E dessa vez resolvi dar uma folga para Poirot e embarcar em novos detetives da Agatha..
"Adversário secreto" é o primeiro livro do jovem casal Tommy e Prudence (Tuppence para os amigos). Dois amigos que, cansados da rotina, decidem abrir uma pequena "empresa" de investigação: Jovens Aventureiros LTDA. Que através de anúncios de jornais oferecem seus serviços para qualquer trabalho (desde que de bom senso!).


É importante destacar que aqui, diferente da maioria dos livros com casais de detetives etc, Tuppence não é uma "sexy assistente" ou uma ajudante qualquer. É tão importante quanto Tommy e não se coloca no papel de mulher indefesa que precisa de um homem para resgata-la (acredito que isso representa bem a visão da Agatha sobre o papel da mulher na sociedade. Tento em vista que vários de seus livros são protagonizados por mulheres investigadoras).

Diferente dos livros do Poirot (que eram os únicos que eu já havia lido), este tem uma vibe um pouco diferente. Se com Poirot geralmente ocorre o crime no inicio e no decorrer do livro temos o detetive pegando pistas e interrogando suspeitos, aqui nós temos um ar mais jovial.. Mais amador. É como se nós mesmos estivéssemos investigando. O estilo de narrativa é diferente também. Mais romanceado do que os livros mais "diretos" de Poirot. E eu adorei!
.
O livro é engraçado, instigante, leve e fora você ver o amorzinho de amigo para casal se formar (sem atrapalhar o mistério!).

Como já falei acima, este é um livro diferente dos outros da Agatha. Não gira em torno de um crime (propriamente dito), o sentimento que temos é justamente o nome da empresa dos amigos: Jovens aventureiros.
São dois jovens curiosos que se veem a frente de um mistério e partem para a grande aventura que será desvenda-lo. Não vou dizer que o mistério é difícil de desvendar, mas eu me divertir muito lendo.

O casal só aparece em cinco livros da autora, no qual acompanhamos o envelhecimento dos dois, tanto que um dos seus casos inclusive se passa em um asilo local.

Quero logo conhecer os outros dessa dupla!

Obs: O livro já chegou a ser publicado previamente com o nome de "O inimigo secreto" aqui no Brasil. 

Sobre a autora



Dame Agatha Mary Clarissa Mallowan (Torquay, 15 de Setembro de 1890 — Wallingford, 12 de Janeiro de 1976), mundialmente conhecida como Agatha Christie, foi uma romancista policial britânica, autora de mais de oitenta livros. Seus livros são dos mais traduzidos de todo o planeta, superados apenas pela Bíblia e pelas obras de Shakespeare, com mais de 4 bilhões de cópias vendidas em diversas línguas. Conhecida como Duquesa da Morte, Rainha do Crime, dentre outros títulos, criou os famosos personagens Hercule Poirot, Miss Marple, Tommy e Tuppence Beresford e Parker Pyne, entre outros.



Sobre a edição

Dessas novas edições dos livros da Agatha, eu não consigo decidir qual eu amo mais! Se é os da Globo livros ou da Nova Fronteira!! As duas são tão lindas e coloridinhas! Uma graça. Bela cama, ótima diagramação, a edição deixa a leitura ainda mais agradável.

Nas telinhas
Tommy e Tuppence já protagonizaram dois seriados (no mesmo estilo do "Poirot". Cada um ou dois episódios é um livro).

- 1983.

 

O primeiro "Agatha Christie's Partners in Crime: The Tommy & Tuppence Mysteries" lançado em 1983. Composta por 10 episódios de 50 minutos cada, trazia Francesca Annis no papel de Tuppence e James Warwick no papel de Tommy. Chegou a vencer um Emmy Awards.
Obs: Confesso que achei essa Tuppence um pouco velha para o que eu imaginei ao ler.

- 2015
 

 A segunda adaptação "Agatha Christie's Partners in Crime" foi feita recentemente pela BBC. Infelizmente a série foi cancelada e só teve 6 episódios (de 50 minutos cada) que abordaram "O adversários secreto" em três episódios e "N ou M" em três episódios também. Nesta adaptação Jessica Raine interpretou Tuppence e David Walliams deu vida a Tommy.
(Eu já baixei os episódios pra ver. Mas gostei dessa Tuppence. Só o Tommy que eu imaginei bem como a série de 1983.).

Obs. Eu vi algumas fotos do casal com atores diferentes, mas não achei nem um informação sobre. Sei que parece que na França teve uma adaptação. Se eu souber mais, eu atualizo aqui no post.

Nota no Skoob

Bem gente! É isso! ♥